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terça-feira, 21 de julho de 2015

Casando no Civil - o Jantar

Por volta das sete da noite, nos reunimos com alguns padrinhos, amigos e familiares para comemorarmos nosso casamento civil num restaurante que eu amo, o Kuka's. Ele é um dos mais famosos daqui de Caxias e faz parte da vida de muita gente. Como faz parte da minha. Desde pequena vamos lá, comer pizza, bacalhau, iscas de filé... Lembro de uma vez, aos 8 anos, que cai da cadeira com as pernas pra cima lá.
De fácil localização, variedade no menu, escolhemos ele. Não é lá muito romântico,  mas como disse, cheio de recordações.
Fizemos o famoso "mesão" e pedimos churrasco. Coisa boa comemorar o casamento com churrasco!
Um casal de padrinhos fez um discurso sobre nós dois, como nos conhecemos na Igreja e como estavam felizes com nosso casamento. É tão bom ouvir coisas assim... Renova as energias, aumenta o amor.
No final ganhamos uma rodada de chopp da casa, eu não bebo mas foi uma delícia brindarmos de novo, na saidera.
Dica: reservem o restaurante e façam convitinhos, mesmo que virtuais.






sábado, 28 de março de 2015

Casando no Civil



Na manhã do dia 8 de junho de 2012, uma sexta feira de sol tímido, eu me casei no civil.
Dê passou a noite em minha casa para não atrasarmos, acordamos cedo e nos arrumamos. Lembro da gente dividindo o espelho do banheiro, enquanto eu me maquiava e ele penteava o cabelo. Pus um  vestido bordado e um paletó de laise que foram da minha avó e minhas Melissas Incense, compradas especialmente para o dia.
Nosso padrinho chegou antes de nós e guardou nosso lugar na fila. Muitos casais, seus amigos, padrinhos e familiares se aglomeravam na famosa Galeria do Amor do Centro de Duque de Caxias. Menos famosa pelos casamentos que são realizados no cartório que fica lá, mas por um ponto de prostituição. Coisa pouco romântica...
Pouco romântica era a nossa espera, a falta de conforto... Porém, tudo um pouco divertido, principalmente quando eu olhava em volta: havia noivos vestidos de forma normal, como se dali fossem para o trabalho, outros como se fossem para uma festa de gala, misturados a vendedores de água e de buquês de plástico.
Pegamos a senha e procuramos um canto para nos sentar com nossa família. Na verdade apenas a minha família. Aos poucos o lugar foi enchendo, nosso padrinho fotógrafo chegou para registrar o momento, nossa madrinha chegou com sua filha e me deu de presente um terço (que usei durante a cerimônia.
Deitei a cabeça no ombro da minha mãe enquanto eu via meu futuro marido conversando com nosso padrinho sobre as músicas da festa. Naquele momento eu ouvi dentro da minha cabeça a última chamada, o último sinal para acabar com as minhas incertezas: eu iria me casar em 20 minutos. A insegurança e o medo bateram forte na minha porta, me jogando na cara um monte de motivos para não continuar. Disfarcei e chorei. Olhei para o Dê, tão feliz e deixei tudo pra trás.
Ao chamado dos nossos nomes, entramos na sala com os nossos e, diante da juíza, disse sim.







segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Polindo as alianças





Faltando 9 dias para meu casamento, a gente resolveu uma questão meio boba e que nos pegou desprevenidos: iríamos casar no civil na semana anterior a celebração do matrimônio, ou seja, já seríamos marido e mulher perante a lei dos homens. E as alianças para isso?
Lá fomos nós procurar as alianças de compromisso!
Sobre elas, o que tenho a dizer é que no ano de 2008, quando fomos a Niterói (eu para um concurso e ele para um curso e depois fomos ver uma peça) resolvemos almoçar no Plaza e me deparei com uma aliança em prata numa vetrine, nela estava escrito o versículo de Cântico dos Cântico em aramaico "Eu sou do meu amado e meu amado é meu". Putz, me apaixonei! Esse livro da Bíblia é muito importante pra mim! Então, em 2009 voltei à loja e, no jantar do dia dos namorados no nosso restaurante japonês preferido (onde ficamos noivos) pedi para que ele fechasse os olhos e pus a caixinha na sua frente.
Eu nunca havia me ligado nesse lance de aliança de compromisso, mas confesso que fiquei me sentindo muito mais dele depois que começamos a usar.
Elas foram achadas, polidas e limpas na mesma loja onde Dê comprou nossas alianças de noivado/casamento, no dia anterior ao nosso casamento no civil.
No dia seguinte tiramos as nossas alianças de noivado, que levei no mesmo dia à loja para os ajustes e o polimento para o matrimônio. Pomos as alianças de prata na caixinha e as levamos para a cerimônia. E naquele dia ela passou para meu dedo anelar esquerdo.
Ah, sim, depois eu conto o casamento civil!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Convidando para o casamento civil

(Pinterest)

Como eu estava sem tempo até para pensar em mais coisas e me sentia numa gincana, não pensei em nada especial par ao casamento civil.
Gente, é ótimo conversar nos aniversários dos amigos ou em caminhadas pelo shopping sobre o casamento, otimiza o tempo e a gente não para uma tarde para fazer isso. Mas tenha sempre caneta e caderninho para anotar tudo sempre a mão. E numa dessas conversas decidimos que convidaríamos os padrinhos, pais e parentes e amigos mais próximos. E a noite iríamos jantar no Kuka's, onde cada um pagaria o seu.
Hoje penso que foi bem ok a nossa decisão, mas que poderíamos ter dado mais atenção a isso. Muita gente não foi, não sei se por ser uma sexta-feira, por estar perto do casamento em Petrópolis (e muitos estarem juntando $) ou por não termos cuidado mais do momento e do convite.
Acabamos por convidar as pessoas por telefone e por e-mail, sem rodeios, sendo bem práticos e diretos. Dê convidou os dele e minha mãe os meus.
Mas fica a dica em fazer uma convite no computador e enviar em anexo por e-mail, pelo menos, com todos os detalhes e carinho necessário. Clique aqui e veja como.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Passando a tarde no cartório

Outro post que engoli barriga... hehhehe Esse é o último da saga de dar entrada nos papéis.
        Lá em janeiro de 2012... Depois de me perder em Olaria (sempre!), de enfrentar fila com gente mal educada, de ser chamada de gostosa pelos bêbados do bar do lado, peguei a segunda via da minha certidão. Mesmo tendo que gastar uma graninha para mandar fazer a segunda via, eu não quis saber de deixar a minha certidão original para sempre no cartório. 
         Que bom que ela sai na hora! Só não tive a mesma sorte com a do Dê. E percebi que meu marido tem o sobrenome todo errado. Cada irmão dele tem um "Figueiredo" escrito de forma diferente, uns com o "de" antes, outros não. Liguei pro meu sogro na hora e ele disse que ficou de consertar isso (e passou-se 30 anos...). Conversei com o tabelião e ele me garantiu que isso não nos traria problemas.
         Na dúvida escolhi o segundo nome dele, e não o último como se faz tradicionalmente. E depois eu vi que minha mãe fez a mesma coisa e a mãe do Dê também. Acho que uma tradição de família acaba de nasce, heheheh.
         Indo embora de Olaria vi que o cartório fica perto do Cacique de Ramos, acho que tá explicado o meu amor por blocos de carnaval. E fui embora cantando o samba da Mangueira daquele ano, "...Caciqueando na avenida..."


(Imagem da logo comemorativa do bloco como enredo da Mangueira, minha escola)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Dando entrada nos papéis

Depois de ir muito ao cartório conseguir a 2.ª via das nossas certidões de nascimento (e ainda autenticá-las nos cartórios certos), depois de ir com minha cunha no cartório para ela tirar uma cópia autenticada de seus documentos e pedir para meu irmão fazer o mesmo, depois de tirar xerox de tudo isso e mais comprovantes de residência e afins e ficar nessa desde janeiro, de manhã cedo do dia 14 de março Dê e eu demos entrada nos papeis do casamento.
Teve uma vez que eu fui sozinha fazer isso, levei os documentos de todo mundo achando que tava abafando, mas descobri que as testemunhas e o noivo, principalmente, deveriam estar presentes no momento da entrada nos papéis. Isso é para que ninguém case a revelia.
Como minha cunhada mora em Minas e meu irmão em Resende, mudança de planos: tivemos que recrutar padrinhos que tivessem disponibilidade. E foi muito chato ouvir  de alguns padrinhos que não poderiam ir por causa do trabalho... Eu sei, trabalho é mais importante do que o casamento dos outros, muita gente pensa assim "Quem ela pensa que é para me fazer faltar meu trabalho?" Ok, vocês estão certos. Mas sei lá, acho que faz parte da função ter disponibilidade, principalmente para uma coisa tão importante como a entrada nos papéis. As madrinhas querem estar divas no altar mas às vezes nem se esforçam para que esse momento aconteça... Bom, fica a dica para quem é madrinha.
Tivemos que esperar nossa vez e reconheci um casal do Encontro de Noivos na fila. O procedimento foi bem rápido e depois de pagar e assinar tudo, fomos liberados. Nossos padrinhos foram para seus trabalhos (e nem chegaram tão atrasados) e Dê e eu fomos no supermercado. E não me esqueço desse dia porque foi também a primeira vez que liguei para a polícia: um suspeito de assalto estava sendo espancado. Liguei mesmo, todo mundo merece um julgamento justo. E Dê ficou encantado com minha coragem.


(Imagem de www.umsonhoadois.com, onde você encontrará também o passo a passo e a papelada para o casamento civil. Esse formulário é igual ao que preenchemos no dia da entrada nos papéis)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mudando de nome - Parte V

          

Ontem foi a vez da CNH. 
        Aquilo né: atendimento + entrega documento + espera para conferir ser está tudo ok + corre na rua para tirar xerox + espera para tirar foto + pega o endereço da clínica + liga para a clínica para marcar exame 
         O mais importante que você precisa saber: se você tirou algum sobrenome pode ter problemas. Seus documentos vão para uma central e depois de uma averiguação que leva alguns dias é que você poderá voltar ao Detran. Outra coisa, leve um documento com foto, já com o seu nome de casada. Meu RG ainda não ficou pronto e, por sorte, estava com a Carteira de Trabalho já averbada. Conclusão: no lugar do número do RG na CNH terei o número da Carteira de Trabalho. Por um lado é bom, se eu precisar desse número que não decoro nunca. Por outro, terei que carregar RG + CNH na carteira agora...
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(Imagens www.blogmaria.com.br e www.educatecnologiaearte.blogspot.com.br)  

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Mudando de nome - Parte IV



Que fácil e rápido trocar o nome na Carteira de Trabalho e no Título de Eleitor! Ficam prontos na hora! De graça! (Palhaçada o Detran cobrar duda pela Identidade... Falo mesmo!)
Anota aí:

  • Carteira de Trabalho: você vai ao Ministério do Trabalho (em Petrópolis fica na Rua do Imperador, 625, sala 101, no Centro) com sua Carteira de Trabalho e a Certidão de Casamento ou a Identidade já com nome modificado. Diz que quer fazer uma averbação para o nome de casada, o atendente faz uma anotações na sua carteira, assina e pronto!
  • Título de Eleitor: vá ao TRE (em Petrópolis a 29.ª Zona Eleitoral fica na Av. Dom Pedro !, 340, no Centro, mas há outras, é só procurar no site do TRE e digitar seu cep) com seu Título e a Certidão de Casamento ou a Identidade já com nome modificado. Ele digita seus dados e imprime! \o/ Nas próximas eleições meu nome já estará modificado no canhotinho! <3

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Mudando de Nome - Parte III


         Ontem consegui fazer a Carteira de Identidade! Acho que o lance do agendamento é só para não fazer uma fila maior do que já estava, porque nem pediram o número do protocolo de agendamento não... Fica pronta em trinta dias.
            O CPF eu consegui imprimir em casa.
           E agora, o próximo documento é minha Carteira de Habilitação. Hoje paguei o duda e vi que tenho que esperar 24h para fazer o agendamento... Saco... E amanhã vou ao Cartório Eleitoral ver o Título de Eleitor. Na internet eles não explicam nada sobre o procedimento, nem falam quais documentos levar. Na dúvida vou levar tudo que tenho e mais as xerox. E vou aproveitar para atualizar a Carteira de Trabalho, mas só porque o Ministério Público fica perto.
            E o que mais precisa?
         Passaporte, Vistos (isso para a galera que vai viajar para o exterior ou para um país que precise desses documentos)... Também é preciso ver os planos de saúde, bancos e contas. Todos esses precisam da Identidade já alterada então só daqui há 30 dias falo deles.
            Em Petrópolis, veja os lugares para você trocar seus documentos:
  • Detran: Avenida Dom Pedro I, n.º 226
  • Correios: Rua Paulo Hervé, n.º 10, Bingen   ou   Rua Marechal Floriano Peixoto, n.º 91, Centro. Ou outra agência perto de você, tem um monte!
E hoje fazemos mesiversário! Bodas de Papel Marché! Te amo Dedê!

(Imagem de www.blogenchante.blogspot.com.br. Noivinhos em Papel Marché!)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Mudando de nome - Parte II


          Na 6.ª feira passada fui ao Detran renovar meu RG com o nome de casada. Pois bem, demorei para sair de casa e, como ia malhar e estava um calor dos infernos pus roupa de malhação mesmo. Subindo a rua de casa com minha mãe fui pensando se estava esquecendo de algo.
          _ Puts! Maquiagem! Não vou tirar foto no Detran com essa cara!
          _ Mas que besteira, minha filha. Você tá linda!
          _ Carrego há vinte anos um documento onde estou horrorosa. Já que vou tirar um novo, quero estar bonita.
         Dei a volta no quarteirão e voltei pra casa. Me maquiei no estacionamento do banco, enquanto minha mãe resolvia um empréstimo. Arrumei o cabelo como deu (devia ter feito uma escova) e pensei "Que droga, vou tirar foto com roupa de ginástica e maquiada... Paciência.
         Minha mãe demorou muito no banco e corri. Dei o carro para ela estacionar e desci o mergulhão da Duque de Caxias correndo. E esqueci a pasta no carro com os documentos! E dá-lhe ligar pra mamãe para trazer a pasta correndo (e ela está com a maior dificuldade de andar).
         Eu estava agendada para 13:24h (e 24?), fui numa atendente, esbaforida, e ela disse que mesmo assim eu tinha que estrar numa fila. Bom, foi o tempo de mamy chegar. Na minha frente tinha dois rapazes que também iam tirar o RG e falavam de xerox e tudo o mais. E eu vi que faltava algumas xerox minhas. Droga. Deixei minha mãe na fila e fui correr atrás de xerox. Voltei pra fila e um dos caras do guichê falou "Mais alguém para identidade?". Não entendi: estávamos todos numa fila embaixo de uma placa "Identificação Civil" e só eu levantei a mão. Será que respeitam os agendamentos? Fui para o guichê e comecei a colocar todos os documentos na mesa. Mas faltou o número do Duda pago. Ninguém me falou disso, não li em lugar nenhum. Como paguei o Duda pela internet só imprimi o comprovante de pagamento, nem tinha o boleto. Mas justamente no boleto é que tem o número. E não adiantava só mostrar o número para ele, tinha que imprimir e entregar junto com os outros papéis. 
          Fui procurar uma lan house. Andei tanto que cheguei perto de casa. Mas havia esquecido a chave da porta no carro. Soltei um palavrão! Fui no banco tentar imprimir em "contas pagas" e nada. Voltei ao Detran e falei com outra atendente e nada feito. Voltei para casa meio arrasada e "p" da vida, com fome e a moleira quente. Fui procurar pela internet para imprimir o tal duda e não achei como. Liguei para o banco, liguei para o Detran e só depois de 1 hora consegui, com a ajuda de uma mulher muito impaciente, achar o boleto do duda que paguei. Imprimi. Mas já eram quatro da tarde e não dava mais tempo... Liguei para agendar para  outro dia e não consegui vaga... Só hoje consegui agendar, volto no Detran na quarta feira. Depois conto como foi. Ah, e eles respeitam os agendamento, sim. Pelo menos foi o que disseram no telefone (porque pensei em dar uma de joão-sem-braço e ir direto, sem agendar).

Conclusão: Leve todos os documentos abaixo, cópia e original:

  • RG
  • CPF
  • PIS
  • Título de eleitor
  • Certidão de casamento
  • Número do seu agendamento (se agendou por telefone, anote o número. Se foi pela internet, Imprima o comprovante com o número)
E se arrume, coloque uma camisa de botão (que não seja branca. Azul passa confiança), um brinco bonito e pequeno. Chegue antes e dê um sorriso de monalisa quando for tirar foto.



(Imagem de www.truquedagalinhamorta.blogspot.com.br)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Mudando de nome

Ano novo, nome novo!
          Neste primeiro post do ano venho dizer minha experiência sobre mudar o nome.


          Apesar de dar um trabalhão (vou contar tintin por tintin), é uma delícia. Ter o nome do meu amor é um sentimento tão grande de pertença, não de submissão, que me deixa tão feliz, tão completa, tão dele...
          Antes de decidir, lá no inicio de 2012, se iria trocar de nome ou não, pesquisei muito, li muitas opiniões. Engraçado, há exatos dois anos eu estava correndo atrás do processo do casamento civil, papeladas, horas em cartórios, xerox e mais xerox... Hoje passei o dia fazendo quase a mesma coisa. Bom, isso era para ter sido feito há muito tempo, mas diante de tantas outras coisas urgentes, decidi deixar isso para depois. Meu nome mudou só na certidão de casamento e vivi bem 1 ano e meio assim, não tive problemas com bancos nem nada. Conheço gente que só trocou os documentos mais de 5 anos depois de casada, então relaxei.
          Não me lembro se já escrevi sobre isso, mas decidimos que eu ficaria com meu nome todo de solteira e acrescentaria um dos nomes do Dê no final. Hoje em dia é possível mudar tudo, até tirar todo o seu sobrenome de solteira e pegar apenas um dos nomes do marido, e até o marido pode trocar o nome se quiser.
          Dê tem como sobrenome "Gonçalves de Figueirêdo". O pai dele não tem acento no Figueirêdo, o irmão dele tem acento mas não tem o "de" e a irmã dele não tem acento e nem o "de". Achei isso tudo muito enrolado e não quis essa confusão pra mim. Até porque eu já tenho um "da", iria ficar um festival de "da" "de" no meu sobrenome "Natalia da Costa Moreira de Figueirêdo". Feio. Então, como o Gonçalves é do avô paterno do pai do Dê, não vi erro em pegar. Até porque a mãe do Dê pegou o Gonçalves também quando casou. Ou seja, pegou o 2.º nome do marido, assim como minha mãe fez quando casou. Então fiz o mesmo. Meu nome ficou "Natalia da Costa Moreira Gonçalves".
          Confesso que é estranho ter um nome grande, um novo nome.

          Na última 2.ª feira, dia 06/01, entrei na net para ver o passo-a-passo para mudar de nome. Vi que a coisa funciona assim:

1.º Mudar o nome na Carteira de Identidade, RG: desde o início dos anos 2000 o Detran é o responsável pela emissão desse documento. Então o lance é: pagar o Duda para mudança de nome, nos caixas eletrônicos do Bradesco ou clicando nesse site aqui (clique em "Identificação Civil"). Paguei e deu uns 28 reais e pouco. Se pagou pela internet, imprima o comprovante de pagamento. No site do Detran clique em "Identificação Civil" e depois em "Agendamento" e comparecer com os documentos pedidos no local e horário. Eu agendei para 6.ª feira agora, depois conto como foi.

2.º Mudar o nome no CPF: Entrei no site da Receita Federal e vi que dá para fazer tudo pela internet, mas antes tem que pagar uma taxa nos Correios. Você chega nos Correios, diz que quer mudar o nome no cpf e entra numa fila. Paga uns 5 reais e pouco, eles te dão um comprovante amarelo e, ou você vai na Receita Federal ou vai pra casa fazer tudo pela internet no site da Receita. Ah, quando você for aos Correios, leve original de cpf, rg (não precisa já estar com o nome mudado), a certidão de casamento e um comprovante de residência. Antes de ir aos Correios fui na Receita Federal da minha cidade porque quando lancei meus dados no site deu que eu não estou com nome regularizado porque não fiz a declaração do imposto de renda por dois anos. Mas vou me defender: não sou fora da lei! Acontece que minha renda é sempre a baixo do piso (é gente, sou pobre, heheh) e uma contadora me disse que não preciso fazer declaração coisa nenhuma. Lá na Receita Federal a atendente disse que foi um erro deles lá e que agora está tudo ok com meu nome. Então, antes de fazer a troca do nome no cpf é bom ver se está tudo em paz com a Receita. Vou fazer a troca e impressão do cpf pelo site e depois conto se deu certo.

3.º Mudar o nome no Título de Eleitor: É a terceira coisa a ser feita, foi a atendente da Receita Federal que me disse para fazer logo, até porque esse é ano de eleição. Ainda não descobri onde faz, mas depois eu conto.

4.º Mudar o nome na Carteira de Motorista ou na Carteira de Trabalho: Seguinte, se a sua carteira está para vencer (como a minha), depois que você conseguir fazer as três mudanças acima, faça logo. E leve ao Detran (depois que você pagar um Duda astronômico de 107 e poucos reais e agendar no site do Detran) original e xerox de todos esses documentos, assim você consegue incluir os números desses documentos na Carteira de Motorista! Fica muito mais prático depois porque você não precisa andar com um monte de documentos na carteira. Mas se a Carteira de Motorista não for vencer logo, faça primeiro a mudança do nome na Carteira de Trabalho: vá numa agência (é assim que se fala? Agência?) do Ministério do Trabalho munida de todos os seus documentos, certidão de casamento e comprovante de residência, xerox e originais. Lá eles explicam direitinho o que fazer e sei que não te darão uma carteira nova, mas farão uma espécie de adendo. Ainda não fiz isso, mas quando fizer conto tudo. Se você é funcionária pública, como eu, precisa atualizar seus dados da Identidade Funcional. No meu caso, essa foi a primeira coisa que eu fiz, mesmo antes de trocar o nome dos documentos. Mas foi porque a minha Identidade Funcional iria ser criada, então aproveitei e já levei a certidão de casamento. Se informe com seus superiores. E aí o seu contra-cheque virá, automaticamente, com o nome novo.

Ainda falta falar de alguns outros procedimentos, como plano de saúde, passaporte, cartão de crédito... Mas deixo para falar em outro post.


(Imagem: www.colunas.revistaepoca.globo.com)

domingo, 15 de dezembro de 2013

Iniciando o processo do casamento civil


Dando uma pausa nos relatos do chá, em janeiro de 2012 comecei a ver a parte burocrática do casamento.
Como a família é uma instituição social, nada mais correto que ela passe, em seu início, por um processo para sua formação, seguindo as leis da nossa sociedade.
Ok, muita gente acredita que para estar casada é só juntar as escovinhas de dente, que todo o resto é frescura, ou imposição da nossa sociedade, com sua "moral e bons costumes" e resquícios da ditadura militar, onde o Estado ainda quer controlar a vida do indivíduo, até na escolha do seu par e na forma como vai viver com ele. E mimimi.
Que lindo! Estar casada de forma livre, sem papel, sem convenções sociais! Só o amor os une!
Hm... Não.
Mais uma vez me posiciono: não concordo. Bom, isso para mim, para minha vida, não funciona. Não gosto de coisas como "A gente se juntou", "Esse é meu namorido" (e nesse caso eu seria o que? Namomulher? Namoesposa? Credo), "Vivemos maritalmente", "Se não der certo, fica mais fácil separar"...
Eu sei, quem faz as lei e regras sociais somos nós, e elas são passíveis de mudanças. Cada um faz da vida o que quer. Mas...:

1. Ritos de passagem, como festas de formatura, noivados, reveillón e etc, são necessários para o progresso pessoal do indivíduo, que entende que uma das fases de sua vida passou e ele está festejando! Sinal de que não ficou nenhum ranço ou neura para traz, e que ele é capaz, maduro e saudável emocionalmente para seguir em frente na vida.

2. Instituições sociais, para perdurarem por séculos e serem portos seguros para as normas da nossa sociedade, precisaram de contratos, acordos e coisas escritas. O Estado, a Igreja e a Família são exemplos destas instituições.

3. Planos de saúde só permitem benefícios para o seu love que mora contigo se ele tiver um papel que comprove que vocês estão juntos de forma estável. Esse mesmo papel ajuda na hora que tudo mais der errado e os bens de vocês precisarem ser divididos (no caso da separação) ou administrados só por um de vocês (no caso de falecimento).

Casamento só há um: no civil.
Ué? E o religioso? Não é casamento, é matrimônio.

Li em muitos blogs as meninas contando, tristes, que tiveram de deixar no cartório a certidão de nascimento, e não as veriam nunca mais. Com medo desse momento de desapego, fui esperta: tirei 2.ª via!
O custo da minha esperteza foram tardes em cartórios quentes  e 50 paus. Quer dizer, 100, porque tirei 2.ª via da certidão do Dê também.
Nasci em Olaria, na maternidade Dr. Balbino, e fui registrada no cartório das redondezas, perto do Cacique de Ramos. Num dia quente de verão, faltando 6 meses para meu casamento, fui  a esse cartório iniciar o processo do casamento.