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quarta-feira, 23 de março de 2016

Amanhecendo

Minha mente já havia acordado antes de eu abrir os olhos, mas meu corpo não. Eu sabia exatamente onde estava e quem era aquele que estava enrolado em mim, descabelado e lindo: meu marido. Suspirei tão forte que o acordei. Ele se mexeu devagar, se virando e se debruçou sobre mim, me abrindo um sorriso lindo de bom dia.
Era dia. E que lindo dia!
_Bom dia, minha esposa.
_Bom dia, meu marido.
E foi nossa Manhã de Núpcias.
O amanhecer de um amor. Do nosso amor.
Foi a manhã mais linda e doce da minha vida.


Nenhuma lembrança saía da minha cabeça, nem de que eu estava morrendo de fome e que os salgados e doces que comemos na cama antes de dormir já haviam sumido da minha barriga, junto com o Freshener. Tomamos banho e o celular do Dê tocou, era o irmão dele querendo entregar o resto da bagagem do Dê. Como eu fiquei pronta primeiro, fui receber meu cunhado lá fora, perto de onde estava meu carro e ele foi a primeira pessoa que vi depois que Dê e eu nos isolamos do mundo. Se despediu, sempre sorridente, e nos desejou felicidades. Reparei que havia um jornal O Globo com fitas vermelhas pendurado na porta, uma cortesia do hotel, como no dia do casamento. Tenho os dois guardados até hoje.
Terminamos de nos arrumar e fomos tomar café da manhã no lindo restaurante do hotel. Reparamos no rastro de pétalas de flores que deixamos sem querer, da porta do nosso quarto até a porta de acesso.
Como eu estava extasiada, feliz pra caramba! Olhava para as pessoas e ficava me perguntando se elas conseguiam ver que eu estava daquele jeito. Acho até que as cores estavam mais vivas, a luz estava mais brilhante... E eu via que Dê estava do mesmo jeito que eu.
Já no anexo, mostrei para o Dê a sala de leitura, o Almanaque dos anos 80 e o piano. Voltamos para o nosso quarto e passamos por alguns hóspedes, um menininho perguntou pra mãe porque tinha tanta flor e a mãe disse:
_Acho que teve casamento ontem.

Fizemos o check out e formos encontrar a mãe do Dê, que queria ver o filho antes de voltar pra Minas, na Rua Teresa. Parei o carro muito mal e acabei batendo numa carrocinha de cachorro quente. Fomos para o hotel onde ela estava hospedada e nos sentamos um pouco no saguão, pra conversar sobre o casamento, que ela e o namorado disseram nunca terem visto algo parecido. Eles realmente estavam com cara de admirados. Falaram da comida, da decoração, de como minha mãe os fez chorar quando falou no final da cerimônia... Ela me entregou alguns presentes e um envelope com o dinheiro que a mãe de uma das daminhas deixou para custear o vestido. Nos despedimos e Dê e eu descemos a serra, sem pressa. E ainda almoçamos croquete e pão com linguiça na Casa do Alemão.

Abaixo, fotos que alguns amigos nossos tiraram da manhã seguinte ao nosso casamento. Detalhe para a foto em que a igreja está decorada para a uma festa para o bispo da cidade.









terça-feira, 22 de março de 2016

Fantasiando a Noite de Núpcias

Tirem as crianças da frente do computador!

Tão mistificada, tão cheia de significados, a consumação do casamento... Tão idealizada por mim, a minha tão sonhada noite de núpcias chegou.
Lembro de conversas com minhas amigas quando adolescente, dos nossos sonhos, dos relatos de suas mães...
_Meus pais chegaram tão cansados no quarto que olharam um pra cara do outro e dormiram. Tiveram manhã de núpcias _contou uma amiga.
_Imagina no casamento, todo mundo olhando pra mim pensando "É hoje!"... Que mico!
_Ah, a gente tem que fazer um test drive antes! Imagina, casar e não gostar!
A bem da verdade, o assunto é meio tabu ainda. Imagina uma moça de família ficar falando de sexo! Ou pior, imagina uma garota do século XXI não falar de sexo!
Tanto é que estou pisando em ovos para falar desse assunto com vocês... heheheh
Acontece que ele é tão parte do casamento quanto dizer "sim" e por o anel no dedo e ele precisa ser tratado com seriedade e poesia, garantindo a preservação da intimidade do casal.
Sexo no casamento, além de normal, é essencial. Sabia que um casamento pode ser considerado inválido se o casal não tiver relações sexuais? É algo que deve ser visto como elemento de união entre os esposos, o sexo é presente de Deus! Além de proporcionar cada vez mais a aproximação do casal, a cumplicidade, plenifica o ser humano e gera vida.
De uma coisa eu não abria mão: mesmo cansada de um dia inteiro, eu queria que a nossa primeira noite juntos, a nossa noite de núpcias fosse completa. Como a de todo mundo que se ama.
Confesso que procurei não pensar muito nela conforme o dia ia se aproximando, com medo de amarelar. Não queria ficar pensando "tá chegando...", "é hoje..."

Chegamos no hotel, estacionei o carro e começamos a descarregar o carro das comidas, das malas do Dê, de flores da decoração que acabamos levando embora. Eu era só sorrisos.
Fomos colocando no balcão vazio da recepção e acabei até derrubando alguma coisa que quebrou. Fechamos o carro e, quando eu comecei a fazer o movimento de pegar as coisas que haviam caído para levar para o quarto, Dê me pegou no colo e entrou comigo no quarto.
Achei isso tão lindooooo!!!!
Nossa cama estava decorada com pétalas vermelhas de tecido, chocolates em forma de coroa e, na mesinha, um espumante Freshener pequeno com uns bolinhos.
Disse, "Enfim sós!" e me deitou na cama, por cima das pétalas. Fiquei deitada com os cotovelos dobrados e as mãos viradas pra cima e ele saiu do quarto. Em duas viagens, terminou de pôr as coisas pra dentro. Ele era só sorrisos.
Entrou no nosso quarto definitivamente, tirou o paletó, desabotoou a gravata, tirou os sapatos olhando nos meus olhos. Me levantei um pouco, apoiando-me nos cotovelos para ver aquele espetáculo de homem, meu marido. Ele se deitou sobre mim e disse "Vou me arrumar pra você", pegou sua bolsa e foi tomar um banho. Mas antes, me levantou e ficamos os dois em pé em cima da cama, dançando e nos beijando.
Comecei a procurar as coisas que eu havia separado. Ele saiu do banheiro e eu entrei, falando a mesma coisa pra ele, "Vou me arrumar pra você". Quando fiquei sozinha no banheiro, antes de qualquer coisa, me olhei no espelho. Eu estava tão linda! Com um brilho! Olhei para o meu corpo e sabia que algumas coisas mudariam dali por diante. Desmanchei o cabelo, dando graças a Deus de não estar cheio de laquê. Tirei a maquiagem e tomei um banho bem quentinho. Eu queria relaxar, queria tirar um pouco da energia e da agitação por conta de um dia tão cheio de emoções intensas, mas foi quase impossível. Vesti minha camisola branca especial, que minha mãe me deu, e saí do quarto. Ele já estava deitado em nossa cama e sorriu com os olhos quando me viu.

Então nos casamos de verdade.
Nosso quarto com centenas de flores brancas e com um cheiro enebriante.
Meu véu no chão.
Eu fui dele e ele foi meu para sempre.

terça-feira, 1 de março de 2016

Namorando na porta da casa

Casei - Parte VI

Depois do susto com o vestido da madrinha, entramos no nosso Aerowillis com a Gabi e os fotógrafos combinaram com a gente para não irmos para a Praça da Liberdade, como eu queria, porque lá a iluminação não estava boa e já estava escuro. Sugeriu da gente ir para a Casa dos 7 Erros, e então foi feito, mesmo me sentindo um pouco contrariada. Só que eu estava tão feliz que, a partir dali era tudo festa. E era mesmo!
Assim que o carro começou a andar eu ouvi um monte de barulho: eram as latinhas! Me diverti com aquilo. Eu, a torcida do flamengo e todo mundo que estava nas ruas por onde a gente passou.
Eu pensava: ainda não acabou! Ainda tem fotos externas!
E lá fomos nós.
O bacana foi que, quando chegamos, o Michel disse pra gente: "Vocês acabaram de ter a maior emoção da vida de vocês, então apenas curtam o momento. Aproveitem esse silêncio. Namorem." 
E foi perfeito.
Ficamos um pouco tímidos no começo e olhando para dentro da casa, ainda havia visitantes lá e eu a achei muito fantasmagórica. É que ela ainda não era pra mim o coração de uma família, ainda não era uma lembrança linda, mas uma informação errada de um guia mal informado de um passeio de escola.
Sentamos nas escadas e ficamos nos curtindo sozinhos. Os fotógrafos e os cinegrafistas haviam sumido de nossas vistas. 
O abraço e o colo foram os lugares, mais do que os beijos. Muitos carinhos enquanto as bexigas em forma de coração dourado, amarradas em nossos pulsos, dançavam no vento. Naquele silêncio, tivemos a nossa primeira dança, sem música, sem ninguém pra aplaudir, no patamar de entrada da casa.
Depois de um tempo, acho que uma meia hora, entramos no nosso carrinho cheio de latinhas no para-choque e fomos pra festa!
O dia já tinha sido tão cheio e minha cota de emoção parecia no nível ótimo, mas ainda tinha mais! Eu pensava em ir para o hotel com meu amor.
Eu pensava: mas ainda tem mais emoção! Ainda tem a festa!

















segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Saindo da Igreja

Casei - Parte V

Depois da bênção final, rapidamente Cristiano e Vívian nos orientaram para fotos, me entregando o buquê. Primeiro com o padre, depois com nossos pais (a foto clássica), depois com nossos pajens e daminhas e por último só nós dois.
Quando, de frente para todos, eu pensei que já poderíamos ir embora, Vívian nos disse, no pé do altar e com seu jeito doce: "Agora só falta o beijo".
Ih, esqueci!
E Denis e eu nos beijamos sorrindo enquanto ele me abraçava com força.
Eu sempre achava o máximo essa parte do "Pode beijar a noiva" e ficava imaginando como seria a minha vez, se daríamos só um selinho comportado, se ele me daria um beijão cinematográfico ou, mais cinematográfico ainda, me viraria e deitaria em seus braços, bem aquela foto "O beijo" de Alfred Eisenstaedt.
Mais simples, mas muito mais bonito, nos beijamos sorrindo. E várias vezes. Selinhos e beijos de verdade ao som dos aplausos e assovios das nossas famílias e amigos.
Quando viramos de frente eu era apenas sorriso.
Aos poucos vimos as cerimonialistas organizando o cortejo para a saída e ri quando vi meu pai e minha mãe saindo juntos. Pensei no tamanho do problema que ele teria com minha madrasta. Depois os pais do Dê, que também são separados mas que possuem aquela civilidade que só vemos nas novelas do Manoel Carlos. Depois meu irmão, os irmãos dele e os demais padrinhos. Não vi se os pajens e as daminhas saíram no cortejo também e nem o padre (tenho que lembrar de ver isso nas filmagens). Depois de todos os padrinhos, saíram minhas damas de honra divas maravilhosas.
Esperamos alguns segundo e descemos do altar. Eu estava num êxtase tão absurdo que nem fiz reverência para o altar, fui embora pela passadeira, andando rápido e olhando para os convidados que ainda estavam na igreja.
Lembro que eu sorria tanto que minhas bochechas doíam e eu nem conseguia enxergar direito de tanto que as minhas bochechas apertavam meus olhos para se fecharem.
Gente, no meu peito tinha tanta alegria, tanta!
"Ode à Alegria" nunca tocara tão forte no meu estômago como naquele momento.
Acho que foi um dos momentos mais felizes da minha vida inteira.
Meus primeiros passos casada, ao lado do amor da minha vida... Quando vi o céu de dentro da igreja, no crepúsculo, tão lindo e cheio de azul sem nuvens, eu me senti nascendo.
Tantos sorrisos, as flores sobre nós, a música, a pressa...

Aquela fora a celebração da minha morte, eu estava era renascendo.
















Antes da bênção, a comentarista convidou a todos para essa foto na escada da igreja, reforçando o convite que estava no final do missal para essa foto. A forma como a gente fez o cortejo, com a gente saindo por último, fez com que os padrinhos já se posicionassem, os convidados não fugissem (bom, alguns escaparam) e, depois passarmos no meio de todos que nos esperavam com a chuva de pétalas nas escadas,  nos posicionamos e fizemos a foto. Quando eu dei a ideia para o Dê ele disse que não daria certo, mas como foi rápido e tivemos uma equipe que acreditou na foto, olha que resultado incrível!
Um monte de gente passando na rua parou pra ver! E nem durou 5 minutos.

 Cumprimentamos e abraçamos rápido algumas pessoas, atravessamos a passagem de carros e fomos para a escadaria mais a baixo com os padrinhos. Logo depois todos os outros convidados se dispersaram e vieram os balões. Vívian deu instruções para segurarmos firme na cordinha, enquanto uma cerimonialista entregava e cortava a ponta, mas mal acabou de falar vi um balão voando embora... Aí todo mundo ficou com medo e enrolou a cordinha no punho. Vívian veio nos dar instruções, para só soltarmos na terceira foto, pra gente ensaiar. Mas aí o Michel veio e contou "É 3, 2, 1" e todo mundo soltou. Na 1.ª foto! A sorte que deu certo! Queríamos uma foto divertida só com os padrinhos. Cochichei para o Dê não soltar o balão dele. Que sorte! Usamos eles nas externas que fizemos antes de irmos para o salão.



Entramos no carro e eu estava toda animada, mostrando o Aerowillys para o Dê e aquele seria um momento perfeito se não fossem os gritos que ouvi e meu irmão correndo na direção do carro da frente: uma madrinha prendera o vestido na porta de seu carro, o que fez com que ele agarrasse na roda. Depois de um momento de gritaria, tudo se acertou. Mas o vestido ficou todo rasgado e ela nem curtiu a festa depois...



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Lidando com a família

Intromissão dos sogros, aprenda como lidar com a situação

E 2013 começou com... briga.
Minha família extensa (mãe, irmão...), do seu jeito, quer interferir na minha nova família nuclear (eu e meu marido). Eu não me aguento e quero interferir na família extensa do Dê.
Como se resolve isso?

Na falta de um padre ou outra pessoa que possa me aconselhar, fui procurar no google.

E aí encontrei dois textos maravilhosos:

http://casaisnaplenitude.com.br/page_37.html

http://www.melhoramiga.com.br/2013/01/intromissao-dos-sogros-aprenda-como-lidar-com-a-situacao/

E peguei para mim algumas coisas das que li nos textos acima:

"Quando visitarem os vossos parentes, tornem as visitas razoavelmente curtas"
Depois que casei combinei com meu marido de visitar sua mãe, em Minas, pelo menos 1 vez por mês. Tenho então um problema com isso: amo visitar minha sogra, mas às vezes acho que devo ficar uns dois meses ou mais sem visitá-la... É porque ela tem seus problemas, eu quero ajudá-la, ela os divide comigo e pronto: os problemas passam a ser meus. Eu começo a me doer com eles. E como eu não tenho poder de ação, insisto com meu marido para que ele ajude a mãe a resolvê-los. Só que meu marido não quer se meter. Algumas vezes até brigamos. E como fico? Deixo minha sogra sofrendo sozinha, o que não acho justo? Continuo a insistir com meu marido para que ele se posicione? Ai, ai...

"Discutam as faltas do vosso cônjuge só com ele e não com as vossas famílias"
Essa é boa. Vira e mexe me vejo reclamando de pequenas coisas do Dê com minha mãe. É que mãe serve pra isso, pra gente poder desabafar. Minha experiência de vida me ensinou que a gente não deve nunca, NUNCA, falar no nosso marido, nem bem nem mal para amiga nenhuma. Minha mãe perdeu o marido assim. Mas será que tenho esse direito, de ficar falando do meu marido para minha mãe? Tenho medo de sofrer sozinha com alguma coisa que ela poderia me ajudar se eu falasse, e dessa coisa virar uma bola de neve; tenho medo de envenenar o olhar da minha mãe contra meu marido (porque mãe faz isso, pita de feio todo mundo que faz algo estranho contra o filho)... Tenho amiga que o marido fazia coisas ruins e ficava calada. Depois se separou e os pais nem sabiam que as coisas não iam bem para poder aconselhar...

"A Bíblia diz que quando o homem e mulher se casam, devem deixar pai e mãe e se tornarem uma só carne, ou seja, uma nova família"
Meu irmão nesse final de semana criticou a minha postura de ser tão unida ao meu marido. Não faço nada sem ele ou que ele não possa participar de alguma maneira. Conto tudo pra ele. E ele também é assim comigo. Somos parte um do outro. Tudo o que é meu é dele e vice-versa. Estou casada, atrelada, colada, remendada a ele. Não estou com ele, sou dele. Somos um do outro. Mas meu irmão acha que isso é exagero, que estou bilolada, que isso é dependência, que isso e aquilo e que marido é companheiro de vida e não parte do corpo. E aí fico me sentindo um pouco idiota. Mas será que sou mesmo? Estou tentado seguir o que diz a Bíblia, mas de forma sábia...
No texto do blog "Casais em plenitude" diz que esse versículo inclui 3 aspectos no verbo "deixar": o financeiro (que graças a Deus estamos caminhando seguros para isso), o emocional (que é o mais difícil para mim, já que sou tão guiada ainda pelo o que meu irmão e minha mãe dizem) e o geográfico (o mais difícil no momento, já que estamos morando de frente para casa de mamy e dependemos de telefone e até de fogão. E ela não aceita que eu, estando de férias, não passe um dia sem ficar na casa dela).

Acho que vou ficar meditando sobre o que diz no final do texto:
"Tenha uma postura firme e ao mesmo tempo amorosa. Nunca deixe de honrar pai e mãe, mas nunca permita intromissões."



(Imagem extraída de  http://www.melhoramiga.com.br/2013/01/intromissao-dos-sogros-aprenda-como-lidar-com-a-situacao/, que ilustra um dos textos citados neste post)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Nos apaixonando...



Hoje, em nossa última Sexta-Feira da Paixão solteiros, acordei e olhei pra ele do meu lado, dormindo no colchão ao lado da minha cama de solteira. Tão lindo... Não me lembro quando me apaixonei por ele, nesses 12 anos juntos. Só sei que hoje sou louca por ele.
Quando eu o conheci ele namorava uma de minhas amigas de grupo jovem e achei que eles faziam um casal lindo. Tinha um pouquinho de inveja por eles serem tão perfeitinhos um para o outro, pareciam irmãos. Eu amargava a dor de uma separação, de um namoro que eu jurei que fosse durar pra sempre, e ainda estava sem entender o que havia acontecido, eu não aceitava.
Aluguei muita gente com esse assunto, tentando achar lógica na minha história. Aluguei também ela, minha amiga e, como Denis sempre estava por perto, aluguei ele também. Foi assim que nos aproximamos, eu chorando por outro cara. Quando eles se separaram eu não acreditei. Ela deu um tempo de ir pro grupo e eu continuei a alugar o Dê. Assim ficamos amigos, isso foi no início do ano 2000.
Em 17 de maio daquele ano fui no aniversário de um amigo em comum e estava com muito frio. Uma sensação física do que estava passando no meu psicológico na época. Esse frio só passou quando, nessa festa, Dê me abraçou.

Eu tinha tantas dívidas sobre o que eu sentia... Estaria pronta? Eu tinha medo. Lembro das noites acordadas pesando nele e conversando com Deus.

Minha mente me responde através de músicas e frases da Bíblia, sério. Quando eu pensava se era certo o que eu sentia lá vinham as primeiras frases da música "Amor, I love you".

No dia 16 de junho dei-lhe um beijo.

Começamos a namorar no ano em que garantiram que o mundo acabaria. A mesma coisa está acontecendo agora em 2012, quando nos casaremos. Pra dizer a verdade, quero que o mundo acabe em 2012 sim, porque meu mundo acabou já naquele ano 2000. Denis me trouxe um outro, mais bonito. Não sei se é possível, mas quero ser mais feliz do que sou agora. Que um mundo novo nasça quando eu acordar no dia seguinte do nosso casamento.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Convocando os Padrinhos - Parte II

Meu Deus, como estou atrasada com os posts...

No sábado 28 de maio de 2011, Dê e eu embarcamos para Curitiba pela porcaria Webjet.
Amo Curitiba. Com todo meu coração. Com todas as minhas forças.
Dê implicava por ciúmes, culpa minha que passei um verão sem ele lá. Águas passadas de uma época em que eu não tinha juízo. Ainda bem que a implicância dele passou e hoje em dia adora ir pra lá também.
Tios e primos do coração moram na cidade. Pessoas que amo tanto que só não têm o mesmo sangue que eu por erro do destino.
Viajamos para lá por conta do aniversário de dois anos de Júlia, nossa daminha-florista, filha do meu primo do coração mais velho, o Marlon. É tão curioso e bacana ver que ele formou uma família linda... Crescemos com o pai dele fazendo piada sobre nós dois, para que namorássemos. Blerg! Nunca!
Em Curitiba eu era sempre a única menina na turma, isso fazia um bem danado pro ego. Mas hoje em dia, diante da amizade que fiz com as esposas deles, nem ligo mais.
Como não querer que eles façam parte, de forma ativa, de um dos dias mais lindos da minha vida? Se eu pudesse chamava todos eles pra padrinhos e madrinhas... Como o Milvio é o mais próximo de mim, o mais novo, amigo-primo-irmão, decidi chamá-lo e assim ele representa toda a família. Só que eu queria que ele fizesse par com minha prima Anna daqui do Rio. Conversando com a mãe do Milvio, que é super tradicional e não concorda em chamar apenas um do casal, se casados, achamos legal chamar Yone também.
E assim fiz um convite para cada um: Milvio (padrinho), Yone (madrinha) e Júlia (daminha-florista) - que juro que ponho as fotos! - e reunimos todos na cozinha no domingo. Pedimos para que fechassem os olhos e colocamos os convites em suas mãos (lógico que a Júlia não fechou coisa nenhuma e quase rasgou o envelope achando que era presente).  Foi assim que convidamos nossos primeiros padrinhos, que responderam "Deus vos abençoe, afilhados!" sorrindo emocionados.

E Marlon, pra não perder a piada:
_Até que enfim vai sair o casamento! Depois de 11 anos!
_Tomei juízo...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Faltando um ano...

...Para o nosso casamento.

Há exatos 11 anos beijei o Dê pela 1.ª vez.
Nos conhecemos no grupo jovem da Paróquia de Fátima em 1999. Eu sofria pelo término de um namoro e ele namorava com uma de minhas amigas. Conversava muito com ela sobre meu coração partido, minhas dúvidas e confusões e, depois que o conheci, passei a chorar minhas pitangas para ele também. Eles se separaram e ela deu um tempo de ir ao grupo jovem. Eu continuei a usar os ouvidos de Dedê como pinico.
Até aí tudo bem.
Num dia frio de maio fui a festa de aniversário de um amigo em comum. Eu não sabia, mas sentia um frio exagerado por conta das minhas dores emocionais. Nessa festa pedi para um amigo me abraçar, pra esquentar. Só que ele estava interessado em "esquentar" outra menina e me deixou lá no frio. Denis estava perto e então pedi pra ele me abraçar. Senti algo muito estranho na hora, algo que eu não queria sentir, ainda não estava pronta, meu coração ainda estava partido em mil pedaços para eu aguentar aquilo, eu estava partida. Mas ainda assim ele me abraçou e foi bom pra caramba. Nunca na minha vida senti um conforto tão grande. Apesar de não ser o "abraço mágico", era real e foi capaz de catar meus cacos e me convencer a voltar a viver.
Na desculpa de pegar um material em minha casa, Denis foi direto do trabalho e eu me encantei com aquele menino de 17 anos vestido de adulto, com a voz mais grave e sexy que já ouvi na vida. Sem planejar, nos sentamos no sofá para separar o que ele precisava e aos poucos a casa foi ficando vazia: minha mãe foi pra uma reunião de igreja, meu irmão foi pra faculdade, minha vizinha percebeu o que estava acontecendo e resolveu ir jantar. Pus minhas pernas sobre as suas, como sempre fazia com meus amigos e pus o material no meu colo. Sentia o nervosismo dele. Eu estava insegura, me perguntando o que era certo e errado, meu coração cheio de dúvidas. Ele me pediu água e eu o beijei.
_Agora você não está mais com sede _respondi num sorriso.
Será que eu podia ter feito o que fiz? Durante um tempo fiquei na dúvida porque eu estava cheia de dúvidas.
Depois desses anos todos e de tantas coisas que vivemos só tenho certezas.
Não há ninguém que me ame como ele. Acho às vezes impossível um homem amar mais uma mulher do que ele me ama. E não digo isso por vaidade, mas seu amor é impossível de fato; é um amor que não mereço, um amor que me constrange, um amor que é meu alimento. Através desse amor experimento o amor que Deus tem por mim. Denis é para mim como Jesus é para sua Igreja, o amado cantado em Cântico dos Cânticos.
 Ele é a pessoa com quem fico mais a vontade, acredite, mais do que com minha mãe. Não há ninguém de que eu goste mais de estar perto. Cada vez que me distancio dele me sinto menos do que sou, do que posso ser, uma parte de mim se desprende. Juntos somos mais do que 1+1. Descobrimos juntos quase tudo o que há de importante um ser humano descobrir. Nossos olhos pousam nas mesmas verdades. Temos os mesmos sonhos: sonho com ele os dele, ele sonha comigo os meus, construimos e alimentamos juntos os nossos.
As pessoas me perguntam como podemos ser assim. Elas não sabem da verdade, muitas coroas de espinhos e cravos eu pus nele... Mas o amor vence tudo, né... Vence porque nos perdoamos, porque escolhemos isso, vence no SIM de cada dia.