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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Saindo da Igreja

Casei - Parte V

Depois da bênção final, rapidamente Cristiano e Vívian nos orientaram para fotos, me entregando o buquê. Primeiro com o padre, depois com nossos pais (a foto clássica), depois com nossos pajens e daminhas e por último só nós dois.
Quando, de frente para todos, eu pensei que já poderíamos ir embora, Vívian nos disse, no pé do altar e com seu jeito doce: "Agora só falta o beijo".
Ih, esqueci!
E Denis e eu nos beijamos sorrindo enquanto ele me abraçava com força.
Eu sempre achava o máximo essa parte do "Pode beijar a noiva" e ficava imaginando como seria a minha vez, se daríamos só um selinho comportado, se ele me daria um beijão cinematográfico ou, mais cinematográfico ainda, me viraria e deitaria em seus braços, bem aquela foto "O beijo" de Alfred Eisenstaedt.
Mais simples, mas muito mais bonito, nos beijamos sorrindo. E várias vezes. Selinhos e beijos de verdade ao som dos aplausos e assovios das nossas famílias e amigos.
Quando viramos de frente eu era apenas sorriso.
Aos poucos vimos as cerimonialistas organizando o cortejo para a saída e ri quando vi meu pai e minha mãe saindo juntos. Pensei no tamanho do problema que ele teria com minha madrasta. Depois os pais do Dê, que também são separados mas que possuem aquela civilidade que só vemos nas novelas do Manoel Carlos. Depois meu irmão, os irmãos dele e os demais padrinhos. Não vi se os pajens e as daminhas saíram no cortejo também e nem o padre (tenho que lembrar de ver isso nas filmagens). Depois de todos os padrinhos, saíram minhas damas de honra divas maravilhosas.
Esperamos alguns segundo e descemos do altar. Eu estava num êxtase tão absurdo que nem fiz reverência para o altar, fui embora pela passadeira, andando rápido e olhando para os convidados que ainda estavam na igreja.
Lembro que eu sorria tanto que minhas bochechas doíam e eu nem conseguia enxergar direito de tanto que as minhas bochechas apertavam meus olhos para se fecharem.
Gente, no meu peito tinha tanta alegria, tanta!
"Ode à Alegria" nunca tocara tão forte no meu estômago como naquele momento.
Acho que foi um dos momentos mais felizes da minha vida inteira.
Meus primeiros passos casada, ao lado do amor da minha vida... Quando vi o céu de dentro da igreja, no crepúsculo, tão lindo e cheio de azul sem nuvens, eu me senti nascendo.
Tantos sorrisos, as flores sobre nós, a música, a pressa...

Aquela fora a celebração da minha morte, eu estava era renascendo.
















Antes da bênção, a comentarista convidou a todos para essa foto na escada da igreja, reforçando o convite que estava no final do missal para essa foto. A forma como a gente fez o cortejo, com a gente saindo por último, fez com que os padrinhos já se posicionassem, os convidados não fugissem (bom, alguns escaparam) e, depois passarmos no meio de todos que nos esperavam com a chuva de pétalas nas escadas,  nos posicionamos e fizemos a foto. Quando eu dei a ideia para o Dê ele disse que não daria certo, mas como foi rápido e tivemos uma equipe que acreditou na foto, olha que resultado incrível!
Um monte de gente passando na rua parou pra ver! E nem durou 5 minutos.

 Cumprimentamos e abraçamos rápido algumas pessoas, atravessamos a passagem de carros e fomos para a escadaria mais a baixo com os padrinhos. Logo depois todos os outros convidados se dispersaram e vieram os balões. Vívian deu instruções para segurarmos firme na cordinha, enquanto uma cerimonialista entregava e cortava a ponta, mas mal acabou de falar vi um balão voando embora... Aí todo mundo ficou com medo e enrolou a cordinha no punho. Vívian veio nos dar instruções, para só soltarmos na terceira foto, pra gente ensaiar. Mas aí o Michel veio e contou "É 3, 2, 1" e todo mundo soltou. Na 1.ª foto! A sorte que deu certo! Queríamos uma foto divertida só com os padrinhos. Cochichei para o Dê não soltar o balão dele. Que sorte! Usamos eles nas externas que fizemos antes de irmos para o salão.



Entramos no carro e eu estava toda animada, mostrando o Aerowillys para o Dê e aquele seria um momento perfeito se não fossem os gritos que ouvi e meu irmão correndo na direção do carro da frente: uma madrinha prendera o vestido na porta de seu carro, o que fez com que ele agarrasse na roda. Depois de um momento de gritaria, tudo se acertou. Mas o vestido ficou todo rasgado e ela nem curtiu a festa depois...



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Tendo um dia de noiva

(Neumann)

Aqueles momentos de espera dentro do carro são as lembranças de uma das minhas esperas mais doces... Meu Deus, como eu estava feliz naquele carro...
Um calor!
Mas uma felicidade!
Lembro que eu queria que meu irmão saísse logo do carro, lembro que a Gabi me trouxe água mineral de copinho e eu furei a tampa com o dedo. Lembro que ela me trouxe o condicionador de lábios pensando que era batom, mas que eu passei assim mesmo. Lembro do pai da minha daminha de Minas acenando pra mim e logo tantos parentes do Dê, todos acenando pra mim. Eu que sempre via as pessoas arrumadas para um casamento, até eu mesma, agora aquele casamento para onde estavam indo todos era o meu. Gente, era o meu... A decoração das flores eram minhas, aquilo tudo era para mim e pro Dê... Eu era a noiva que esperava na porta, como tantas vezes vi... Eu era aquela que faz todos se ajeitarem nos bancos quando alguém diz "A noiva chegou". Aquelas pessoas estavam ali pela gente... Nem sei dizer o que senti. Só sei que é algo que não vai acontecer nunca mais.
Vi uma van estacionar e dela saindo uma madrinha (minha prima) atrasada com o marido e mais um monte de gente correndo. E ali a explicação por eu não poder entrar ainda.
Lembro do meu pai no alto da escadaria da igreja e quase, por muito pouco, não comecei a chorar. Ele estava ali, meu pai. Que quase o perdi por duas vezes e que quase não veio ao meu casamento. Como eu segurei o choro quando disse "Obrigada, Deus!" Como ele estava bonito... Mas reparei que o terno dele havia sido alugado em uma loja ruim... Meu sogro apareceu ao lado dele e fiquei feliz porque havia conseguido se arrumar e estava todo elegante no terno novo.
O motorista puxou o carro e meu irmãozinho saiu.
Vi minha mãe nas escadarias olhando para mim com cara de apaixonada...
Vi minha afilhada e amigos no alto da escada da igreja. Achei o vestido dela muito "verão" para o momento e reparei que eles não entraram, é que o cortejo já estava sendo formado e eles chegaram atrasados. Fiquei gritando piadas para elas de dentro do carro, principalmente quando vi que só tinha 1 padre.
_Ainda bem que chamei dois! - ri
É, um deles passou correndo para ir embora... O casamento atrasou e ele ainda tinha que celebra outro em Caxias... Depois fiquei sabendo que nem nesse ele conseguiu chegar por conta de um engarrafamento na serra.
Minha chefe chegou e foi falar comigo no carro, disse pra ela que fiz minha maquiagem
_Arrasou! Mas heim..., _ e ela desviou o assunto (porque ela não conseguia não ser o centro das atenções nunca) para falar do marido que estava levando o carro para o conserto, por isso ela atrasou, mas logo se afastou porque o motorista estava puxando o carro para eu poder sair.
O cortejo se formou e um a um eu vi entrando na fila, enquanto que as músicas que escolhemos para cada um daqueles momentos começava a tocar. Uma pena que não vi o meu irmão entrar...
Lembro de quando vi o Dê. O amei muito ali e acho até que eu ia chorar. Ele não me viu. Estava nervoso de braços dados com os pais e entrou rápido, parou, falou algo para os pais e depois continuou mais devagar, como tinha que ser.
 E minhas damas adultas! Como a música ficou perfeita! Pareciam fadas. Vi minhas daminhas, lindas... com seus vestidinhos de bailarina causando inveja. E então a porta, aquela gigante, se fechou e eu soube que era a minha hora.

Vi meus pais descendo as escadas e indo até o carro.
A Vívian estava à porta, sorrindo. Escorreguei nervosa pelo banco e eu ia sair rápido quando ela disse, sorrindo, me regendo, para eu fazer tudo com calma, cada coisa de uma vez. Aí entendi, eram as fotos! Pus um pé de cada vez para fora e ela reparou nos meus sapatos
_Uau!
_Inspirados num Manolo B, tá? _rimos
Até que a Vívian deu espaço quando viu que eu não iria me enrolar no vestido e meus pais, minha mãe do lado direito e meu pai do esquerdo, me beijaram.
 E, como num parto, me conduziram para fora do carro.
Subi uns degraus da igreja sozinha, para fotos e ri a cada degrau que eu não tropeçava.
Na porta da igreja, eu pedi para meu pai, toda emocionada, descer meu véu. Dei um braço para cada um e suspirei. Vi a fresta da porta aberta e lá dentro meus amigos e família sorrindo para mim.
Como numa estreia, as cortinas se abrem e o show começa, as portas se abriram e minha vida começou.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Entrevistando a Vívian da M Eventos

Hoje, além de ir no Detran ver que minha carteira de identidade caiu em exigência (minhas digitais não batem. É a vida de dona de casa que tem alergia por causa dos produtos de limpeza e acaba perdendo as digitais), fui a Petrópolis sozinha. Fui entrevistar a Vívian para o site!
Sim! Minha primeira entrevista para o site será com ela!
Escrever sobre ela me emociona muito. A gente se tornou tão amigas que hoje, quase um ano sem nos vermos, o nosso riso era fácil na conversa. Seu sorriso  bom astral me dá tanta energia que cheguei em casa e já fiz o texto.
Para quem não sabe, ela é a Vívian Lahr, organizadora de eventos e diretora da M Eventos, que fez o cerimonial do meu casamento.
E, mais uma vez me desculpe, me desculpe mesmo! Eu e minha mania de não tirar fotos... Não tirei uma pra publicar aqui! =(
A entrevista entrará em breve no site. Pode deixar que eu aviso!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Fechando serviços


E o ano de 2011 acabou! Finalmente!!!
Feliz 2012!!!
Hahahahah
A partir de hoje só post do ano do meu casamento em diante!

Hoje acabo de escrever sobre os acontecimentos de 2011. E curioso, as atividades encerram no dia 29 de dezembro, o dia em que disse "Amo você" para um menino pela primeira vez, e não foi o Dê. Quanto tempo faz...

Naquela 5.ª feira fui a Petrópolis e fechei os bem-casados com a Márcia Fontaine: 150 de baba-de-moça e 150 de brigadeiro branco (para 200 convidados), levei para ela todas as fitas e rendas para as embalagens.
 Fechei também os doces com a Lúcia Sattler. Para a mesa de brigadeiros: Paçoca, Ovomaltine, Casadinho, Braco, Tradicional, Crocante, de morango e com crispies. E para a mesa dos doces os ouriços caramelados: Pistache, Castanha de caju, Coco queimado e amêndoa. Todos 50 unidades cada. Os doces diet também foram dela, não me lembro quais fora, sei que foram uns 6 tipos e só uma quantidade "X" para a galera diabética, que foi pouco.
Por fim fechamos o contrato de decoração com a Vívian! S2!!! (Pessoal que não é do Brasil, isso não é "esse-dois", é um coraçãozinho =P)

Na imagem a mesa de brigadeiros da Lucia Sattler, que tirei do site dela. Só para matar a saudade e dar vontade de comer tudo!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Articulando o pré-casamento



No dia 14 de outubro foi a 1.ª reunião com a Vívian sobre o pré evento, que aconteceu no novo endereço da M Eventos.
Nesta reunião ela pediu que eu levasse a boneca do convite. Iríamos conferir alguns serviços, se estava tudo ok.
Vimos que eu já estava com prazo apertado para fechar a decoração. Mostrei pra ela como eu queria a decoração e chorei minhas pitangas com ela. Me ajudou a entender a diferença entre florista e decorador e que minha ideia decoração precisava mesmo de um decorador para ser feita, e me sugeriu de conversar com a Camila Missura, irmã da Manu do Casar é Fácil. Vívian disse que ela tinha o estilo que eu queria, me mostrou as fotos abaixo (do casamento da Mariana e do Ricardo, disponíveis aqui) e me passou seus contatos.
Mariana e Ricardo (Serra)Mariana e Ricardo (Serra)  Mariana e Ricardo (Serra)
No mesmo dia, quando cheguei em casa, mandei um e-mail pra ela. Mas, para minha tristeza, ela não estava mais fazendo decorações de casamentos... Ah...
Mandei um e-mail pra Vívian, já meio desesperada. Eu queria uma decoração que eu não podia pagar, a verdade é essa (é, passando bem o atestado de pobre). Nada contra decorações rústicas e  estilo mini-wedding, gosto muito delas, mas não era o que eu queria. Sonhava com arranjos enormes, rendas e luzinhas no teto... Seria possível fazer uma decoração de revista com o meu orçamento?
Já quase desistindo e pensando em encomendar arranjos na floricultura mais próxima para, pelo menos, decorar a igreja, a Vívian me salvou. Mandou um e-mail dizendo que a M Eventos poderia executar meu projeto!
Para isso eu deveria fazer toda definição de posição e material. Alugar todo material com os fornecedores, encomendar arranjos de alguma florista... Gastaríamos  mais tempo investido em reuniões pré evento e mais tempo investido no dia anterior e no próprio dia na montagem. Ou seja, o tempo para execução do projeto não iria coincidir com o tempo do cerimonial do casamento e ele não seria prejudicado. Faríamos um outro contrato para esse serviço.
E me sugeriu a Deise como florista (poderia agendar uma reunião com ela na M Eventos), ver os móveis da MC Locações (ela iria comigo no show roon para me auxiliar nas escolhas) e ver os da Mineirart no site.

Seria a primeira vez que fariam isso e que era para eu pensar sobre o assunto, sem nenhuma obrigação em aceitar.


Quase chorei quando li o e-mail.

Dias depois ela me enviou o orçamento. Quase chorei quando vi, cabia direitinho no meu orçamento.
E eu iria ter um casamento que nem de revista.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Conversando com fornecedores - Parte XV



Quando você pensa que acabou, tem mais... Meu irmão me critica muito por eu ficar conversando com "trocentos" fornecedores. Ele acha que eu tinha que pegar, no máximo, uns 3, ver o preço, se têm boas referências, matar no peito e fazer gol. Ou melhor, contratar uma casa de festa que já tenha tudo, até vestido. Aqui em Caxias é o que mais acontece, na verdade é impensável uma casa de festas que não tenha todos os serviços. E raros são os fornecedores bons que possuem carreira solo. Dizem que é mais barato, dá menos dor de cabeça. Na boa, depois de tanto andar, vi que é praticamente a mesma coisa, tanto o valor quanto a dor de cabeça. "Tudo junto" ou "tudo separado" possuem vantagens e desvantagens respectivas, aí vai da paciência e disponibilidade de cada um. Eu preferi "tudo separado", acho que assim posso pegar os que mais gostei. E não se esqueçam nunca: venda casada é crime!
Mas vamos ao assunto do post.
No sábado dia 14/05 uma grande amiga se casou e pude ver que uma recepção numa casa de festa com "tudo junto" pode ser bem feita e ficar tudo com a carinha dos noivos. Sofisticação simples, sem ostentação. Produção do Lescamar, uma das minhas casas de festa preferidas daqui de Caxias. Teve até coreografia dos padrinhos para a hora da gravata (perguntavam pra gente "Quanto vale o show?") que quase me fez ir ao banheiro de tanto rir.
Como toda noiva quando vai ao casamento dos outros, fiz várias notas mentais de "curti" e "não curti".
No domingo dia 15/05, à convite da Tânia Sabaia (para degustarmos o creme paris), fui com Dê e mamy a uma feira de casamento na Vila dos Engenheiros (Xerém). Lugar maravilhoso para fazer qualquer tipo de evento. O legal é que muitos dos fornecedores parceiros são de Petrópolis.

Obs1: Fui a um casamento lá em janeiro. Serviços e decoração impecáveis! A festa seria perfeita se um padrinho doidão de álcool nas ideias não tivesse pulado na piscina, dando inicio à III Guerra Mundial. Peguei minhas coisas e quis sair correndo quando vi o pai da noiva dando bolacha em todo mundo, inclusive no genro que tentava separar a briga. Um horror... Por isso dei ordens aos seguranças do meu casamento de juntar e por pra fora qualquer pessoa que falasse alto e atravessado com alguém, mesmo que seja eu.
Obs2: Bebida demais em casamento não dá certo. Não podemos esquecer que não é boate.
Obs3: Piscina em casa de festas é gerador de ideias de jerico. Evite.

Fui recebida pela cerimonialista-chefe da LG Cerimonial (esqueci o nome dela, juro. Mil desculpas), que é uma fofa. Sentou com a gente pra conversar, mesmo sabendo que eu já tinha cerimonialista. Nos levou aos fornecedores da feira e foi receber outros noivos. Gostei muito dela, dos serviços de sua empresa e do orçamento.
Experimentamos os drinks do open bar do Oswaldo, o buffet da casa é maravilhos: apresentação perfeita, muito gostoso e farto. Degustamos os docinhos maravilhosos de Liliana Rodrigues (chocolates, docinhos e até pão de mel) e Daniela Lourenço (ela faz uma tortinha de maçã com massa filo e um bombom "bis de coco" que são um escândalo) e pegamos um pedaço de bolo maravilhoso com a Tânia, massa branca, brigadeiro branco e baba de moça, com cobertura de chantilly de maracujá - escândalo! Mas o tal creme paris ela esqueceu de levar...

Vira e mexe tem desse evento lá (que é "0800"), mas não sei como se chama e nem vi nada a internet a respeito... Quem me fala quando vai acontecer é a própria Tânia Sabaia (que sempre me convida). Quem tiver qualquer informação e até quando será o próximo, por favor me envie um e-mail.



(Imagem extraída de  http://ciclo28.blogspot.com)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Conversando com fornecedores - Parte XI





Agenda da noiva:
10h - Reunião com Gilson Bender e Ricardo Dutra
13h - Reunião com Camerata Vivace

Lembro desse sábado: estava quente, mas ainda assim levei meu casaco marrom, que pertenceu a minha mãe quando fez faculdade. 
Chegamos mamy, Dê e eu pontualmente a Catedral para um casamento. Que coisa surreal... Fui de casaco de lã a um casamento... Ao qual nem fui convidada!
Isso mesmo, não conhecíamos ninguém lá, fomos por que Gilson e Ricardo tocariam e nos convidaram para vermos seu trabalho.
Para não ficar tão esquisito e dar muita pinta de penetra, sentamos naqueles bancos da lateral do altar, no lado esquerdo de quem entra, próximos aos músicos. Eles são muito simpáticos, os dois igualmente. Conversaram bastante conosco antes e depois da cerimônia. Tocam bem demais...
Nesse dia visitei a parte de trás da catedral, passei pela sacristia para ir ao banheiro, beber água (não que eu tenha ido ao banheiro beber água! Er..., vocês me entenderam), ajudando minha mãe que estava em plena forma de "trapo humano", cheia de dor na coluna. Ela é muito "mãe da noiva" mesmo... Não quer perder nada, nunca vi!
E rezei.
Participei daquele sacramento, não me fiz de expectadora. Não posso.
Desejei felicidade àqueles noivos que nunca vi na vida, me pus no lugar daquela menina.
E também encontrei a Vívian! Trabalhando, lógico. E foi bom também para ver ela e sua equipe em ação. Discrição e segurança, do jeito que eu sempre quis pra mim.
Almoçamos, não lembro onde. Acho que foi no Subway. Na verdade já comi lá outras vezes, noutros finais de semana com reuniões, mas não que lembro quais foram. Sei que na 1.ª vez fiquei estressada: aquela história de escolher molho, combinar com recheio e não entender quantas coisas eu tinha que por no pão me deixou nervosa. Da última vez comi um cookie de chocolate quentinho...
Chegamos tranquilos no ponto de encontro com Diego e outros meninos do grupo, em frente ao relógio das flores e os seguimos de carro. Como Petrópolis tem morro e rua estreita! Uma vez passei por um túnel que, com certeza, foi aberto para D. Tereza passar! Que antigo! Que claustrofóbico!
De cara os amei! Amei todos eles, cada um deles! Por eles mesmos (que são muito legais e músicos maravilhosos!) e por me trazerem a memória afetiva de meus bons amigos do IFCS à tona. Outra memória, compartilhada com Dê, foi de nossos amigos do grupo jovem.
Lógico que chorei quando começaram a tocar.
Diego ia conversando comigo rapidamente sobre cada música que escolhi (passara a lista do repertório por e-mail antes pra ele), o motivo da minha escolha e sobre os momentos em que tocariam cada uma. Tive algumas ideias de músicas na hora, "Toca Amanhecer de Peer Gynt?". E eles tocavam.
Não tenho muita certeza, mas "formiga conhece formiga": acho que eles são católicos. Por conhecerem tanto sobre ritos da missa e músicas religiosas. E fiquei mais encantada por isso.
Eu estava em dúvida sobre qual salmo escolher, se ele deveria responder a 1.ª Leitura que escolhi (dos Cânticos), mas mamy, que é teóloga disse que por ser uma missa fora da Liturgia diária, eu poderia por o salmo que quisesse. Perguntei quais eles sabiam tocar e qual não foi minha surpresa quando os acordes de "Pelos prados..." começaram. Rezo esse salmo quase todo dia! Sem falar em tantas outras lembranças que ele me traz, como a missa dos meus 15 anos... Chorei de novo. Olhei pro Dê, que também ama esse salmo, e disse "É esse, tem que ser esse".
Eles tinham que encerrar a audição por causa de outros compromissos. Diego me explicou como sair de lá (que nem foi difícil) e me passou o orçamento. Quando ele me disse os valores entrei em êxtase. Fiz muita força para manter minha expressão normal nessa hora. Quase saí correndo pro carro, depois que nos despedimos, para poder gritar que acabávamos de conhecer os músicos do casamento!



Quero agradecer ao carinho, meninas, que recebi no último post! A energia de vocês vai me ajudar a amar meu vestido. Bj



(Imagem de Erick Anieszewski, extraída de http://www.panoramio.com/photo/44989767, estrada na qual amo passear)
    

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Conversando com fornecedores - Parte VIII




(Pausa pra chorar de raiva e esmurrar o computador! Eu escrevi esse post e o comput apagou! Pluft! Se escafedeu! Vou escrever tudo de novo!!!!)


Continuando o flash back casamentício...

Agenda da noiva, dia 06/11/2010:
  • 9h- Reunião com Cristiano Oliveira
  • 11h - Reunião com Bruno Borzino
  • Passar na M Eventos
  • Passar na Catedral São Pedro de Alcântara
É claro que houve troca de horários!... Então reorganizei o trajeto.
Às 9h estava na M Eventos com minha mãe. Quando liguei para Vívian para marcar essa 2.ª reunião, não havia dito o motivo. Ela se sentou conosco e esperou que eu falasse.
_Vívian, queremos fechar o cerimonial com você _essa minha fala saiu infantil demais para o meu gosto. Ela abriu um sorrisão _Acho que não vou encontrar outra pessoa tão parecida comigo para esse serviço... Além disso, você se mostrou muito segura, gostei muito do seu trabalho e da nossa 1.ª reunião, acho que senti algo muito bom.
_Fico muito feliz! _disse ainda no sorrisão _Procuro fazer meu trabalho com muito amor, da melhor forma...
Ela fez o contrato e o leu cuidadosamente comigo. Paguei o sinal com um cheque que minha madrinha de crisma me dera. O cerimonial foi seu presente de casamento. Fiquei tão feliz com esse carinho... É tão bom quando as pessoas queridas participam conosco desse sonho... Dê e eu agradecemos por telefone a ela.
E fiquei feliz demais de ter fechado com a Vívian!
Saindo de lá fomos (sem nos perdermos!!!) para a casa com cheirinho de madeira (que só as casas da serra têm) do Bruno Borzino para vermos seu trabalho com filmagens.
Que cara divertido!!!!
Enquanto me mostrava seus vídeos e nos contava de sua experiência através de histórias vividas nos anos de trabalho com filmagem, deu pra perceber o quanto ele leva seu trabalho a sério. Ele me perguntou como cheguei a ele e eu disse que foi indicação da Vívian e do Hugo Carneiro.
Minha mãe começou a me apressar, devia estar com dor (estava em crise de coluna na cervical) e estávamos atrasadas para a reunião com Cristiano Oliveira (também filmagem), remarcada para 13h.
Fomos para a Nelson de Sá Earp, comendo sanduíches e barrinhas de cereal pelo caminho e parei o carro num estacionamento que fica no meio da rua, de frente para a Universidade Católica (aquela coisa linda que tem o relógio das flores). Saí correndo pra diminuir o atraso, deixando mamy pra trás, que só me alcançou quando Alessandra abria a porta do escritório pra gente.
Adorei o escritório! Tudo a ver com alguém que mexe com vídeo! Na vitrine tinha uma televisão passando seus trabalhos!
Achei tanto a Alessandra quanto o Cristiano pessoas muito gentis, simples e tímidas. O que me causou um pequeno estranhamento: como alguém que faz aqueles vídeos poderia ser tímido? Conforme fomos conversando e ele foi nos apresentando seus vídeos (mais os trailers, que já vira todos pela internet), fui percebendo que com seu jeito tranquilo acaba por relaxar os noivos, deixando todo mundo a vontade para esquecerem que estão sendo filmados. Achei isso um ponto mega positivo!
Depois de dois vídeos olhei pra minha mãe para falar qualquer coisa, mas parei: ela estava cheia de lágrimas. Quando conseguiu se recompor, disse que ficou me imaginando vestida de noiva... Ô nó na garganta!
_Cristiano, você é muito bom! _disse ela por fim _você filma a alma das pessoas!
Ele sorriu agradecido, tímido e modesto. Gostei dele!
Fomos falar da minha parte preferida: o orçamento! Ele me deu o valor separado de cada serviço e pacotes promocionais. Claro que eu escolheria o mais caro, justo por causa o making of e do trailer! E nos deixou tensas: já havia uma noiva com orçamento para o mesmo dia do meu casamento. Não tinha fechado ainda, mas...
Tive que pensar rápido!
Depois de uma breve passada na Igreja para adorar um pouco o Santíssimo, rezar e aproveitar para ver uma decoração de casamento, desci a serra tagarelando muito e ansiosa.
Chegando a Caxias, busquei o Denis:
_Precisamos conversar...

Duas horas depois de ter saído do escritório do Cristiano, liguei para a Alessandra:
_Reserva a data! A gente vai fechar com vocês!

Quem quiser saber mais detalhes sobre minhas impressões e os orçamentos que eles me deram, manda um e-mail.




(Imagem extraída de http://www.panoramio.com)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Conversando com fornecedores - Parte VII

Pois bem, continuando o flash back

Num domingo chuvoso fui para Petrópolis com Dê e mamy. É, tivemos que marcar as reuniões no domingo porque os fornecedores não poderiam no sábado, e os fornecedores era decoradores. Sim, sim, sim! Estava ansiosa para falar com outros! Como eu disse anteriormente, estava pensando em fazer a decoração da festa seguindo o estilo Provence, puxando para o Cottage.
Para quem pensa, como Dedê, que Cottage é queijo, eis algumas inspirações do estilo (cujas imagens eu não lembro de onde tirei):

Ou seja, algo menos rústico que o Provence, um pouco mais urbano, mas com uma pegada colonial. Afinal estou casando em Petrópolis e não tem nada a ver eu mandar uma decoração que não dialogue com a cidade.
Só que é um problema você querer algo tão..., tão..., desconhecido. A gente procura referências na internet e não acha. Na verdade as decorações de casamento estão muito iguais. Em todos os arranjos vejo gérberas, rosas e lisiantos, só muda a cor e sempre tem um suporte de vidro e folhagens espalhadas por baixo da mesa do bolo.
Não! Não! Não!
Não é isso que quero! Não que eu ache feio ou bonito, só não é o que quero.
Mas então, chegamos cedaço no Shopping Bauhaus, sei lá como e fomos direto para a sala do Anderson Barcelos. Nem tomamos café, estávamos com fome, Dê estava chateado com alguma coisa e eu estacionei lonjão e fiz minha mãe andar rua Nelson de Sá Earp acima na chuva. Eu estava com pressa. Simone Medeiros nos ligou, remarcando para 15h. Errei o prédio (a sala dele ficava na parte da expansão) e às 10h estávamos tocando a campanhia da sala do Anderson. E nada. Liguei e nada.
Pensei num palavrão.
Até que resolvi olhar na agenda: a reunião com o Anderson era 14h. 10h era com a Simone... Me senti péssima pela confusão. Pedi mil desculpas para Dê e mamy, mas o clima continuou esquisito. Acho que foi o 1.º dia de reunião que nos estressamos e que não nos divertimos.
Yara Barreto havia desmarcado conosco durante a semana, muito fofa, me contou que estava com problemas de saúde e que não poderia fazer meu casamento. Conversou comigo o maior tempão (detalhe: nunca a vi na vida!) e desmarquei a reunião com ela, que seria 12h.
Estávamos com muito tempo sobrando, então fomos comer empada numa lojinha perto da Praça da Liberdade, no final da rua (não lembro o nome, mas a empada estava muito boa). Fomos andando para a feira Serra em Festa no Clube Petropolitano. Quando entrei comentei com Dê que aquele foi um dos lugares que pus na lista para visitarmos, ver a possibilidade de fazer a festa lá. Mas como ele está caído... Precisando de uma tinta já! Apesar disso, é muito bonito. Pegamos muitos cartões e folhetos na entrada e as recepcionistas nos disseram que a entrada era dez reais por cabeça. Credo! Paguei meio chorando (eu sei, sou mão de vaca mesmo) e fomos ver as coisas. De cara vimos o Eduardo Gonzales no seu estande decorado estilo provençal. Abri um sorriso e ele fez cara de quem não me reconheceu. Isso me fez pensar: os fornecedores esquecem de nós, não precisamos ficar com pena se não fecharmos com eles...
Falamos com ele mais pro Dê conhecer o trabalho dele. Descemos e rodamos muito rápido, nem falamos direito com os fornecedores, é que mamy estava preocupada com o horário (Anderson ligara perguntado se poderíamos antecipar para 12h a reunião), então andamos tudo de volta, bem devagar por causa da dor na coluna de mamy. Tadinha, fiquei com pena...
Dê me falou uma coisa que me serve de inspiração até hoje:
_Nat, essas feiras são maior furada... A gente vê os fornecedores, ok, mas depois a gente gasta interurbano ligando pra eles para marcar reunião porque eles nunca conversam com a gente direito na feira... Quanto que a gente já gastou nessa brincadeira de vir a Petrópolis, contando pedágio, alimentação, estacionamento, gasolina...?
Calculei rapidamente e me assustei. Não quero que casar em Petrópolis, tão mais barato que casar no Rio, fique mais caro por falta de organização e precipitação minhas.
Anderson nos recebeu muito bem, uma simpatia. Eu imaginava ele moreno pelo telefone... Me mostrou muitos álbuns lindos, falando com orgulho de suas decorações. Ok, bonitas, mas nada me bateu..., nada me chamou atenção... Expliquei o estilo que queria e ele torceu o nariz. Também torci o nariz para o monte de folhas pelo chão em baixo das mesas dos bolos que vi... Mostrei algumas revistas e ele disse que eram decorações bonitas, mas senti um pouco de dor de cotovelo, porque não eram decorações dele. Senti naquela hora que não ia rolar. Ele ficou de me passar o orçamento por e-mail, agradeci e fomos embora.
Certo, ele faz um trabalho lindo e não deixa que nada o impeça de realizá-lo. Faz prova do arranjo e tal, senti que ele é mais decorador do que florista. Não me esqueço dele falando que "tem que ter muitos lounges para não ficar com cara de restaurante" e que arranjos altos valorizam o $ gasto na decoração (pq depois que as pessoas sentam não se vê mais as flores nas foto). Ele têm muito material em seu acervo. Mas não me disse em nenhum momento se a flor que quero estará mais cara na época do meu casamento. Tá, gostei sim do trabalho dele. A Vívian, minha cerimonialista linda, achou que ele faria meu estilo, mas não rolou... De volta a estaca zero.
De lá fomos para a casinha linda e perfumada da Simone Medeiros.
Na hora em que a vi levei um susto e fiquei travada a reunião toda. É que ela era a cara de minha última coreógrafa, uma mulher do mal que eu tenho verdadeira repulsa. Do tipo que "veste Prada". Ela começou a reunião contando de um acidente terrível que aconteceu no dia anterior: por causa da chuva, houve um entupimento numa calha do Solar e o forro veio a baixo. Ela salvou o bolo e os docinhos, mas tiveram que refazer a decoração toda e todos se juntaram pra ajudar. Pensei "Que medooo!!! Por que ela tá me contando isso???" Depois minha mãe disse que gostou de saber disso, entendeu que a Simone não se faz de estrela-decoradora, se tiver qualquer problema ela ajuda mesmo, sem que seja tarefa dela. Ufa.
Ela entendeu perfeitamente o que quero, me mandou a real o tempo todo em relação a flores e viu que eu estava mais confusa em relação a decoração do que eu acha que estava. Ela recolhe as flores, depois que desmonta uma festa, e distribui para os vizinhos! Que fofo! Minha mãe gostou muito dela e do orçamento (que me mandou por e-mail depois). Eu só conseguia ver a "que veste Prada"...
Passamos na banca da praça da liberdade e compramos a revista da Tribuna sobre festas. Coisa linda de Deus, tem tudo!!!
Voltamos pra feira, só Dê e eu. Mamy ficou no carro com dor e nem insisti. Conversamos com a Anna Guimarães e ela faz arranjos lindos, mas nos explicou que seu serviço é de florista, não tanto de decoração. Vimos lembrancinhas fofas da Isadora Lorang, tiramos uma foto brinde com Erica Marci, falamos com os músicos da Com Classe (pra quem curte, eles fazem aqueles anúncios triunfais com clarins) e ficamos de falar com o Renato Venceslau e com o pessoal do cerimonial da Classe AA, só que não haviam chegado (estavam envolvidos com uma festa), mas não queríamos esperar... Meu irmão já estava nos ligando, queria se despedir de nós antes de ir pra Resende.

domingo, 27 de março de 2011

Conversando com fornecedores - Parte IV


Enquanto esperava minha orientadora me devolver a monografia com suas correções, voltei a encarar a "Profissão Noiva".
Sério, tem vezes que nem eu me aguento, só falo disso! Casamento, casamento, casamento... Se alguém perguntar qualquer coisa sobre o casamento, ferrou! Falo sem parar das coisas que quero, que gosto...
Eu estava naquela de enviar e-mail pra deus-e-o-mundo para marcar reunião, organizando minha agenda, confirmando com os fornecedores. É muito bom a gente pegar duas ou três coisas do casamento e sair catando os respectivos profissionais que gostamos para conversar... Fica fácil comparar um com o outro,  a gente decide logo e menos um tópico no checklist, mas não acho legal marcar tudo no mesmo dia. Percebi que aguento, no máximo, 4 reuniões num sábado.
Antes do meu sogro se acidentar, já havia marcado reuniões para o sábado seguinte ao do acidente e perguntei pra Dê se ele queria que eu desmarcasse. Disse que não, que eu podia ir só com minha mãe, mas ficou meio chateado:
_Poxa, amor, meu pai no hospital e você marcando com o pessoal... Vê se dá uma parada nisso...
Senti um pouco de remorso e confesso que senti um pouco de pena em desmarcar as reuniões... A agenda ficara tão bonitinha, com horário para deslocamento (para eu me perder) a vontade e variedade de profissionais...
Enfim, no dia 9 de outubro do ano passado subi a serra só com mamy. Munidas de muitos mapas tirados do google. Mais uma vez chovia em Petrópolis.
A 1.ª coisa que fizemos foi rumar para o Quissamã, para assinarmos o contrato do buffet Maria Luiza. Bom na verdade a 1.ª coisa que fizemos foi nos perder.
Chegando no escritório a Vanessa nos recebeu. Sempre reparo nos escritórios dos fornecedores... E ele era bem bonito, uma casa adaptada com mesas postas como mostruário. Li todas as folhas, rubriquei casa página e assinei. Nossa, que nervoso!
Rumamos para a Promolter e chegamos um pouco atrasadas por não conseguirmos estacionar perto. Petrópolis é tão chique que até seus mendigos são arrumadinhos. Acredita que pedi informação pra um? Ele nos indicou um estacionamento na rua de cima. Depois eu vi que poderíamos ter estacionado na porta do prédio.
Fernanda da Promolter é um amor, uma fofa. Parece diretora de Jardim de Infância. Seu escritório é chique toda vida! E fomos conversar. Gostei de ver sua organização: ela tem mapa e desenho de tudo! Até de posição das pessoas no cortejo e no altar! Faz duas pastas para cada casal de noivos, sendo que uma fica com ela e outra ela dá pro casal, com agenda e tudo. Também tem um catálogo de mobiliário incrível. Muito segura e experiente. Saí de lá impressionada e seu orçamento é bem flexível (que veio numa pastinha chique de papel)! Mas percebi naquele momento que meu coração realmente já tinha dona...
Voamos para a Profilm, que fica no centro (ainda bem) e estacionamos no quintal da casa onde é o escritório. Enquanto esperávamos o término de outro atendimento, reparei na casa. Eu moraria lá com toda certeza! Linda, linda, linda! Marcos Lara nos atendeu e senti a experiência e o profissionalismo dele (gosto disso, o fornecedor deve mostrar primeiro isso pra mim). Disse algo para eu pensar: a equipe de filmagem e fotografia devem ser, preferencialmente, do mesmo fornecedor porque já sabem como se organizarem para um não atrapalhar o trabalho do outro. Não sei se isso foi papo de vendedor para me empurrar os dois serviços (já que procurei-os só para a filmagem), mas me fez pensar... Gostei muito do vídeo deles e também dos álbuns, do acabamento e da disposição das fotos. Ele nos disse que ainda possui milhares de arquivos de até 10 anos e sobre o cuidado com o armazenamento, imprimiu o orçamento e saí de lá com um sentimento semelhante a dúvida.

(continua...)

(Imagem extraída de http://www.exotictours.com.br/opcional.htm, do Hotel Quitandinha, um lugar por onde sempre passo quando vou a Petrópolis e que é lindo demais)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Conversando com fornecedores - Parte II



Agenda da noiva:
     18/07/2010 -> 9h, Reunião na M Eventos (cerimonial)
                        -> 12h, Reunião com Hugo Carneiro (fotografia)

Nesse post falarei apenas sobre a 1.ª reunião, na M Eventos com a Vívian Lahr

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No sábado 18/07 subimos a serra de novo. 1.º fomos à reunião com a Vívian Lahr da M Eventos (cerimonial). Me perdi à toa, fui grossa com Dê porque ele não estava conseguindo entender o mapa e depois vi que o lugar era super fácil de chegar para quem entra pelo Bingen, além de ter estacionamento. Na hora em que parei o carro pedi mil desculpas pra ele... Vívian nos ligou para saber se estávamos chegando, por conta de nosso atraso, e nos recebeu no pátio do pequeno shopping, onde é o seu escritório.
Sabe aqueles lances de energia? Na hora bateu uma coisa muito boa quando a cumprimentei. Não só por ela ser uma gracinha, super simpática... Gostei muito dela de cara.
Subimos pra seu escritório no 2.º andar, sentamos, nos ofereceu café (e eu observando tudo... É gente, reparo em tudo mesmo, principalmente como é o lugar onde meus fornecedores trabalham e me recebem, isso diz muita coisa sobre eles...) e achei seu escritório lindo.
Começou sua fala nos perguntando as questões clássicas sobre os dados do casamento e como encontramos a M Eventos, nos perguntou se sabíamos o que era o serviço do cerimonial e eu, apesar de saber um pouco, deixei-a dizer (porque penso ser muito importante o fornecedor saber explicar e conhecer o serviço que faz). Nos contou também como a empresa nasceu, nos mostrou fotos de sua equipe em eventos...
Clara, de forma completa, porém rápida e objetiva, nos apresentou as formas de serviços da M Eventos e os valores (amei!). Dessa vez não comecei falando tudo o que eu queria, deixei o profissional apresentar seu trabalho e aprendi que é assim que tem que ser. O ideal é a gente falar apenas quando ele nos pergunta e no final, se houver alguma questão. Por fim nos perguntou se havíamos outros fornecedores e a quantas andava nossa pesquisa por serviços, então nos deu alguns cartões com indicações e recomendou muito bem o Hugo Carneiro para fotografia, Bruno Borzino para filmagem e Simone Medeiros para decoração, por acreditar que esses profissionais estão na linha do que procuramos. Elogiou o trabalho do Giovane Garcia para fotografia (cujo studio visitei na semana anterior) e o buffet da Maria Luiza (fico tão feliz quando falam bem de algum serviço que fechei... Dá um alívio...)
Achei-a organizada com seu trabalho de uma forma metódica e coordenada, sem exagero nas planilhas, e me identifiquei muito com isso. Na verdade, achei-a muito parecida comigo, até na forma calma de conversar. O que mais me chamou atenção foi que ela começou a falar sem texto na mão! O que me mostrou o quando ela é íntima do que faz.
Resumidamente, me apresentou 3 opções de serviços, assim com o Janiques (todos os fornecedores que visitei também o fizeram, menos o Alamir, já que ele faz o que seria uma mistura dos 3):
  1. Assessoria completa: Faz tudo por mim. Só não casa e não vai à Lua de mel por mim. Perfeito para quem não tem tempo ou paciência para nem escolher a flor do buquê.
  2. Assessoria parcial (ou Organização): Contata uns 3 fornecedores de cada serviço, marca as reuniões, vai às reuniões com a gente e nos ajuda nas escolhas. Mais o serviço de cerimonial do dia
  3. Assessoria do dia: O foco do seu trabalho é no dia do evento.
A Vívian é camarada e gente boa pra caramba. Ela me disse que mesmo fechando só o cerimonial do dia, pode me ajudar a conferir se minhas escolhas estão ok.
Saí de lá feliz da vida, com a estrela do fundo dos meus olhos brilhando. Ainda veríamos outros fornecedores desse serviço, por isso eu não queria confirmar aquilo que minha mãe já estava dizendo: achamos a Cerimonialista!

Aproveito para apresentar o que faz um cerimonial (texto a baixo extraído de http://www.meventos.com.br/servicos.php, o que no caso é o que a M Eventos faz, há algumas variações entre um fornecedor e outro) e porque eu preciso contratar um. Acredite: não é capricho ou luxo algum, é necessidade. Se você é noiva e ficou alguma dúvida, marque uma reunião com um profissional desse serviço.


Iniciamos nosso trabalho muito antes do dia do evento.  Este trabalho consiste em reuniões com os clientes para acertar os detalhes do evento, na orientação e assessoria ao cliente para a contratação dos profissionais adequados, e até em ensaios para que tudo saia perfeito. No dia do evento nós ficamos responsáveis por todos os detalhes, assegurando e proporcionando tranqüilidade aos clientes, familiares e convidados. O processo se inicia com a conferência da montagem da decoração (tanto na igreja como na recepção), do cardápio do buffet, passando pela coordenação de todos os profissionais envolvidos no evento de maneira que seus trabalhos transcorram com tranqüilidade e perfeição.
Veja com mais detalhes o serviço que oferecemos a você:
- Assessoria e orientação para contratação de profissionais qualificados.
- Confirmação de presença, também chamado de R.S.V.P. (do francês Réspondez s´il vous plait) no seu modo passivo e ativo;

Para a cerimônia religiosa:
- Ensaio com daminhas e pajens;
- Entrega do buquê para noiva e colocação das flores nas lapelas;
- Orientação aos padrinhos e noivos sobre etiqueta, costumes e tradições;
- Organização do cortejo de entrada e saída;
- Coordenação dos profissionais contratados para o evento;
- Organização da chuva de arroz, de pétalas e fila de cumprimentos.

Para a recepção:
- Planejamento da arrumação do local e reserva de lugares;
- Montagem do roteiro do evento em conjunto com o cliente;
- Recepção dos convidados;
- Recebimento e guarda dos presentes entregues;
- Assessoria ao fotógrafo para as fotos com familiares e padrinhos;
- Coordenação da entrada dos pais, noivos, corte do bolo, brinde, valsa, distribuição de brincadeiras e todas as demais situações combinadas;
- Coordenação dos profissionais contratados para o evento;
- Checagem do atendimento do buffet junto aos convidados;
- Conferência final das bebidas e do número de convidados;
- Armazenamento de salgados, doces e bolos ao final da festa.

Serviços opcionais:
- Seguranças;
- Fiscais de banheiro;
- Manobristas;
- Recreadoras infantis;


Por que preciso contratar um? Bom, não quero que minha mãe, minha sogra, madrinha e nem eu fique vigiando se a bebida está acabando ou se o salão foi decorado do jeito que eu pedi, ou qualquer outra coisa; quero que meus convidados curtam a festa. Não quero saber de problemas! E se algum acontecer que sejam solucionados por pessoas mais capacitadas para aquilo do que eu, sem ninguém perceber nada. Não quero ficar catando as pessoas para as fotos tradicionais. Quero alguém que coordene tudo e no final me dê um monte de docinhos, bolo e etc, que guardou só pra mim e Dedê. E várias outras coisas, para que eu possa chegar linda e realizada no meu "Enfim sós" para viver minha noite de núpcias do jeito que se deve.

                                                                                  
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Hoje me despedi de uma amiga, mãe de uma de minhas Damas de Honra, que partiu para a casa do Pai. Em minhas mãos ficaram seu perfume, querida Elaine, e a certeza de que temos que fazer da vida uma festa.

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(Imagem extraída de http://conhecendopetropolis.blogspot.com/ Uma boa dica para quem quer conhecer mais sobre essa cidade linda)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Conversando com fornecedores - Parte I






Apareceu a margarida!

Não, não estou falando da moça ficou presa no porta malas do carro. Mas a "margarida aqui" teve duas semanas sabáticas jiboiando no sofá e cortando legumes para as ceias. De volta ao mundo real, estou com uma preguiça danada de continuar a escrever no blog, mas sei que isso é coisa que dá e passa. É só eu voltar de vez mesmo. Que estrago que as férias fazem na minha vida... Acho que o maior estrago é que elas não possuem 3 meses, assim em 1 eu poderia terminar tudo que ficou pendente antes do descanso divino, no 2.º eu poderia me entregar ao mais puro ócio até ficar de saco cheio de mim e até querer ver a cara da rua e no último, aí sim, faxinar a casa e a vida e me preparar para mais um ano que se inicia.
E esse ano é o último ano inteirinho solteira.
Acho que eu preciso de 4, não, 5 meses de férias...
Mas deixa eu ficar quieta, minha chefe não pode saber disso para não se empolgar e me dar férias indeterminadas. XD

Onde parei mesmo...? Ah, em como foram as primeiras reuniões (pausa para escrever o título do post)

Peguei os endereços dos fornecedores em seus respectivos sites e tracei mapas no google. Mesmo com mapas eu sou capaz de me perder...
Estacionamos perto do prédio onde fica o escritório do Giovane. Lembro que eu pus uma blusa rosa e um trench coat de lã creme que era da minha mãe, dessas coisas que não se vê mais por aí. Percebi que uma moça, bem estilosa e bonita, ficou olhando pro trench coat. Quando chegamos à porta da sala ela estava trancada. Telefonei, mas só chamava. "Será que esqueceram ou que eu errei o dia?", pensei. Mas eis que chega a moça estilosa e abre a porta. Era Letícia (ou Larissa, agora me confundi), que trabalha na Em Foco. Explicou tudo pra gente, apresentou-nos mostruários de álbuns e modelos de encadernação e os pacotes de serviço. Foi bem rápida e informativa em nossa conversa. Nos deu um envelope com o orçamento e eu reparei que o estúdio é bem bacana.
_Até quando podemos dar a resposta se quisermos ficar com esse orçamento? _perguntem sempre isso!
_O mais rápido, o que facilita também se vocês quiserem fechar o serviço com o próprio Giovane, senão só poderão fechar com a 2.ª equipe. (fiquei atenta a isso para todos os fornecedores! Nem sempre a 2.ª equipe me interessa)
Chegamos quinze minutos atrasados no escritório do cerimonial Janiques e isso, de chegar atrasado, tornou-se constante, além de atrasar todas as reuniões agendadas para o dia. Apesar do atraso, Cristiano nos recebeu com um sorrisão. Rosana subiu para resolver outros assuntos, sorridente também, e disse que se precisarem dela era só chamar.
Durante a semana fiquei tensa com esse lance de ir conversar com cerimonial, tanto que fiz Dedê sentar comigo para pontuar tudo o que gostaríamos de perguntar e todas as coisas que pensávamos para nosso casamento. Fiz lista e tudo e depois vi que isso não foi tão necessário assim... Ah, talvez foi porque perguntei aos cerimoniais que visitei como resolveriam certas coisas, suas posturas foram determinantes para minha decisão de quem escolher.
Voltando, Cristiano primeiro nos perguntou o de sempre: nossos nomes, data de casamento, locais e se já tínhamos algum fornecedor (Não nos perguntou onde conhecemos a empresa porque fizemos contato no evento Casar na Serra). Como eu disse que gostara do trabalho de fotografia do Giovane, danou a nos mostrar fotos deles de alguns casamentos que a Janiques fez. Depois foram os vídeos do Cristiano Oliveira.
Perguntou sobre as coisas que estávamos pensando, estilo, horário e tal e aí desenrolamos numa conversa sem fim (deu corda pra noiva, já era), Dê servindo de âncora ao falar do buffet e da lista que eu "forcei" ele a fazer comigo. Falamos sobre acontecimentos em casamentos que fomos e todas as coisas que eu queria repetir ou excluir. A conversa estava muito boa, mas percebi que mamy estava com dor e Dê meio perdido, então fomos direto ao assunto sobre os serviços que eles ofereciam. Cristiano nos deu uma folha onde fomos acompanhando cada tópico, o que nos deu mais assunto. Quase duas horas e meia de uma conversa divertida, pegamos os orçamentos. Estávamos esgotados, mas ainda faltava um fornecedor.
Resolvemos não parar para comer e eu só tinha 1 garrafinha d'água para Dê, mamy e eu, descobri depois que foi um erro, descemos a serra esgotados.
O último fornecedor na verdade eram 2, filmagem com Willian e cerimonial com Alamir. Este último nos ligou, parecia ansioso e feliz por nos receber. Estávamos perdidos na portaria do prédio e atrasados.
Quando chegamos ao apartamento, percebi que não era um prédio comercial, Alamir nos recebeu em sua própria casa. Achei-o um fofo e sua esposa também. Seus filhos é que são responsáveis pela filmagem, mas estavam com um compromisso, Alamir foi apresentando o vídeo por eles.
Agora estou num ponto onde me pergunto se falo a verdade, descrevendo todas as minhas impressões ou se fico quieta...
Vou ficar quieta.
Mas voltando... Depois que Alamir terminou de apresentar o trabalho da filmagem (eu já estava morta), apresentou-nos o cerimonial. Ele é um dos mais antigos e experientes organizadores de eventos de Petrópolis. Um amor de pessoa... Ficou chamando o Dê de Selton Melo. Mas não me deu uma folha com serviços e o orçamento do cerimonial fechou com a filmagem.
Quando saímos de lá esperamos até entrar no carro, nosso lugar seguro, para conversarmos. Acho que eu devia ter conversado só sobre cerimonial com Alamir...
Não sei se foi o cansaço de uma manhã inteira de muita conversa e por não estar acostumada com esse "pra lá e prá cá" das reuniões, ficar sem comer, me perder, me relacionar com pessoas que nunca vi e nem sei se verei de novo... Tudo isso somado a emoção de ver os primeiros preparativos... Não sei... Fiquei cansada demais e talvez um pouco triste, frustrada...
Até então eu não sabia que sentimento era esse difícil de descrever.
Visitando outros fornecedores entendi que naquele momento estava nascendo uma estrela no fundo dos meus olhos. Estrela essa que existe em todas as noivas e que só se acende quando encontramos as coisas certas.



Gente, feliz ano novo! Felicidade e paz de coração! E amor, acima de tudo!


(Imagm extraída de http://www.noivaseetc.com/)