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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Viajando para Petrópolis nas Bodas de Algodão - Parte II

               Pegamos o carro, paramos no estacionamento da catedral e fomos almoçar no Transmontano, restaurante do Hotel Bragança e pedimos um filé ao vinho do Porto maravilhoso! Fiquei comovida quando fui na salinha da recepção e vi o cantinho onde a vó Carminha estava na noite anterior ao nosso casamento... Deu uma saudade dela... 


          Fomos andando até a Casa da Ipiranga, mais conhecido como a "Casa do 7 Erros" e foi uma das coisas mais lindas que vi. Merece um post futuro só para ela. Eu não sabia de sua história quando, aos 12 anos num passeio da escola, me fizeram acreditar que aquela casa dos 7 erros era assombrada. E nem sabia de sua história quando tiramos nossas fotos externas no dia do casamento em suas escadas. Quem nos contou sua história tão bonita foi o Celso Carvalho, músico que em todos os segundos sábados do mês faz um show lá, e que é bisneto do José Tavares Guerra, quem construiu a casa para sua família. A casa é cheia de coisas históricas e reflexos de uma época. Mas o que mais me sensibilizou, e que até me deixou a ponto de chorar várias vezes, foi saber que ali viveram gerações de uma família unida e feliz. Aquelas paredes presenciaram nascimentos, falecimentos, jantares festivos, conversas sérias, peraltices de crianças, histórias de amor... Como em todas as casas. E eu fiquei muito feliz de fazer fotos com meu amor, no primeiro dia da nossa família, num lar tão cheio de amor.
Nunca mai vou achar que ela é mal assombrada.
          Passeando em seus jardins encontramos um senhor numa jardineira e ficamos conversando com ele e sua esposa enquanto eles esperavam sua filha que fazia filmagens para a TV Cultura.


             De lá fomos para a Catedral, claro! Pena que não estava acontecendo nenhum casamento... É perfeito demais voltar lá depois de dois anos. Volta a mesma emoção. Adoramos o Santíssimo, andamos por seus corredores, sentimos o seu cheiro... Sentamos nos degraus e ficamos olhando o por do sol lembrando que foi nesse mesmo horário que saímos da igreja, e de repente os sinos tocaram! Achei tão mágico! Era seis horas da noite, hora de Nosso Senhora, hora do Angelus. E na mesma hora passou um vendedor de algodão doce. Ficamos então comendo algodão doce, comemorando nossas Bodas de Algodão, sentados na porta da igreja onde nos casamos e na hora em que saímos para nossa nova vida.
E olha que linda a iluminação verde e amarela da torre!



           Quando a gente saiu da igreja vimos que estava acontecendo um evento com música, resolvemos conferir. Era o Solstício do Som na praça Princesa Isabel. Ficamos um pouco lá, curtindo o som de uma banda maneiríssima que tocava Beatles e Elvis, acho que era a Gus Ferla e a Fúria dos Canários. E depois fomos comer num restaurante do meio da praça da Liberdade, que tem um Chucrute com bolo de carne coisa linda de Deus! Comemos no ano passado e nos apaixonamos! E enquanto comíamos ficamos vendo jogo da Copa. E tomamos as mesmas cervejas gourmets do nosso casamento.


        No dia seguinte, fomos na missa no Mosteiro da Virgem, onde as irmãs entoam cantos gregorianos. Muito lindo! E que igrejinha linda! Fiquei imaginando um casamento lá! No final da missa conhecemos a irmã Mectildes, um doce, responsável pela orientação e trabalho pastoral com casais, e ficou tão feliz em saber que estávamos completando dois anos de casados que nos levou ao frei para recebermos uma bênção.


      E antes de descermos a serra, fomos no Trono de Fátima. E descobri que a imagem foi feita pelo mesmo artista que fez o Cristo Redentor

 (Olha as criancinhas rezando, que fofo! Parecem os pastorinhos de Fátima!)




sexta-feira, 11 de julho de 2014

Viajando para Petrópolis nas Bodas de Algodão - Parte I


         Em nossas Bodas de Algodão, assim como nas Bodas de Papel e, espero, em todas as futuras Bodas, viajamos para Petrópolis. Amo demais esse lugar! Este ano escolhemos a Pousada Magister, acho que a cada ano escolheremos um lugar diferente para ficarmos. Como chegamos cedo para uma reunião, paramos o carro na pousada e fomos para a Katz. Depois da reunião passeamos na Praça da Liberdade e vimos uma pequena exposição de fotografias.







           Na praça também fomos a um centro de informações turísticas show de bola e pegamos um monte de folders e um pequeno guia. E ficamos passeando na praça, fazendo planos de morar de frente pra ela, escolhendo qual o prédio... Acho essa praça tão viva, tão linda...




      Fomos andando até a fábrica da Bohemia e passamos na loja, Dê que ama cerveja ficou doido. Encontramos um livro com muitas imagens bacanas sobre a história da cidade. Li até sobre Pedro do Rio, onde minha avó morava.



        Passamos na volta na loja do Sítio Solidão, atrás de marshmallows, pena que não tinha... Fomos na UCP, só para conhecer e eu tive a ideia de passarmos no departamento de mestrado, mas estava fechado. Fomos na capela da faculdade, que é linda demais! Agradecemos a Jesus, fizemos renovação dos votos e troca de alianças, só eu e ele. Depois ficamos namorando na frente do Relógio das Flores, que estava maravilhoso.


         Fomos para a pousada para o check in, pegamos o guia e marcamos os lugares que gostaríamos de visitar.

(meu possante no estacionamento da pousada)

(Vista do nosso quarto)

(Chaves do nosso quarto)

E continua no próximo post.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Conversando com fornecedores - Parte XI





Agenda da noiva:
10h - Reunião com Gilson Bender e Ricardo Dutra
13h - Reunião com Camerata Vivace

Lembro desse sábado: estava quente, mas ainda assim levei meu casaco marrom, que pertenceu a minha mãe quando fez faculdade. 
Chegamos mamy, Dê e eu pontualmente a Catedral para um casamento. Que coisa surreal... Fui de casaco de lã a um casamento... Ao qual nem fui convidada!
Isso mesmo, não conhecíamos ninguém lá, fomos por que Gilson e Ricardo tocariam e nos convidaram para vermos seu trabalho.
Para não ficar tão esquisito e dar muita pinta de penetra, sentamos naqueles bancos da lateral do altar, no lado esquerdo de quem entra, próximos aos músicos. Eles são muito simpáticos, os dois igualmente. Conversaram bastante conosco antes e depois da cerimônia. Tocam bem demais...
Nesse dia visitei a parte de trás da catedral, passei pela sacristia para ir ao banheiro, beber água (não que eu tenha ido ao banheiro beber água! Er..., vocês me entenderam), ajudando minha mãe que estava em plena forma de "trapo humano", cheia de dor na coluna. Ela é muito "mãe da noiva" mesmo... Não quer perder nada, nunca vi!
E rezei.
Participei daquele sacramento, não me fiz de expectadora. Não posso.
Desejei felicidade àqueles noivos que nunca vi na vida, me pus no lugar daquela menina.
E também encontrei a Vívian! Trabalhando, lógico. E foi bom também para ver ela e sua equipe em ação. Discrição e segurança, do jeito que eu sempre quis pra mim.
Almoçamos, não lembro onde. Acho que foi no Subway. Na verdade já comi lá outras vezes, noutros finais de semana com reuniões, mas não que lembro quais foram. Sei que na 1.ª vez fiquei estressada: aquela história de escolher molho, combinar com recheio e não entender quantas coisas eu tinha que por no pão me deixou nervosa. Da última vez comi um cookie de chocolate quentinho...
Chegamos tranquilos no ponto de encontro com Diego e outros meninos do grupo, em frente ao relógio das flores e os seguimos de carro. Como Petrópolis tem morro e rua estreita! Uma vez passei por um túnel que, com certeza, foi aberto para D. Tereza passar! Que antigo! Que claustrofóbico!
De cara os amei! Amei todos eles, cada um deles! Por eles mesmos (que são muito legais e músicos maravilhosos!) e por me trazerem a memória afetiva de meus bons amigos do IFCS à tona. Outra memória, compartilhada com Dê, foi de nossos amigos do grupo jovem.
Lógico que chorei quando começaram a tocar.
Diego ia conversando comigo rapidamente sobre cada música que escolhi (passara a lista do repertório por e-mail antes pra ele), o motivo da minha escolha e sobre os momentos em que tocariam cada uma. Tive algumas ideias de músicas na hora, "Toca Amanhecer de Peer Gynt?". E eles tocavam.
Não tenho muita certeza, mas "formiga conhece formiga": acho que eles são católicos. Por conhecerem tanto sobre ritos da missa e músicas religiosas. E fiquei mais encantada por isso.
Eu estava em dúvida sobre qual salmo escolher, se ele deveria responder a 1.ª Leitura que escolhi (dos Cânticos), mas mamy, que é teóloga disse que por ser uma missa fora da Liturgia diária, eu poderia por o salmo que quisesse. Perguntei quais eles sabiam tocar e qual não foi minha surpresa quando os acordes de "Pelos prados..." começaram. Rezo esse salmo quase todo dia! Sem falar em tantas outras lembranças que ele me traz, como a missa dos meus 15 anos... Chorei de novo. Olhei pro Dê, que também ama esse salmo, e disse "É esse, tem que ser esse".
Eles tinham que encerrar a audição por causa de outros compromissos. Diego me explicou como sair de lá (que nem foi difícil) e me passou o orçamento. Quando ele me disse os valores entrei em êxtase. Fiz muita força para manter minha expressão normal nessa hora. Quase saí correndo pro carro, depois que nos despedimos, para poder gritar que acabávamos de conhecer os músicos do casamento!



Quero agradecer ao carinho, meninas, que recebi no último post! A energia de vocês vai me ajudar a amar meu vestido. Bj



(Imagem de Erick Anieszewski, extraída de http://www.panoramio.com/photo/44989767, estrada na qual amo passear)
    

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Conversando com fornecedores - Parte VIII




(Pausa pra chorar de raiva e esmurrar o computador! Eu escrevi esse post e o comput apagou! Pluft! Se escafedeu! Vou escrever tudo de novo!!!!)


Continuando o flash back casamentício...

Agenda da noiva, dia 06/11/2010:
  • 9h- Reunião com Cristiano Oliveira
  • 11h - Reunião com Bruno Borzino
  • Passar na M Eventos
  • Passar na Catedral São Pedro de Alcântara
É claro que houve troca de horários!... Então reorganizei o trajeto.
Às 9h estava na M Eventos com minha mãe. Quando liguei para Vívian para marcar essa 2.ª reunião, não havia dito o motivo. Ela se sentou conosco e esperou que eu falasse.
_Vívian, queremos fechar o cerimonial com você _essa minha fala saiu infantil demais para o meu gosto. Ela abriu um sorrisão _Acho que não vou encontrar outra pessoa tão parecida comigo para esse serviço... Além disso, você se mostrou muito segura, gostei muito do seu trabalho e da nossa 1.ª reunião, acho que senti algo muito bom.
_Fico muito feliz! _disse ainda no sorrisão _Procuro fazer meu trabalho com muito amor, da melhor forma...
Ela fez o contrato e o leu cuidadosamente comigo. Paguei o sinal com um cheque que minha madrinha de crisma me dera. O cerimonial foi seu presente de casamento. Fiquei tão feliz com esse carinho... É tão bom quando as pessoas queridas participam conosco desse sonho... Dê e eu agradecemos por telefone a ela.
E fiquei feliz demais de ter fechado com a Vívian!
Saindo de lá fomos (sem nos perdermos!!!) para a casa com cheirinho de madeira (que só as casas da serra têm) do Bruno Borzino para vermos seu trabalho com filmagens.
Que cara divertido!!!!
Enquanto me mostrava seus vídeos e nos contava de sua experiência através de histórias vividas nos anos de trabalho com filmagem, deu pra perceber o quanto ele leva seu trabalho a sério. Ele me perguntou como cheguei a ele e eu disse que foi indicação da Vívian e do Hugo Carneiro.
Minha mãe começou a me apressar, devia estar com dor (estava em crise de coluna na cervical) e estávamos atrasadas para a reunião com Cristiano Oliveira (também filmagem), remarcada para 13h.
Fomos para a Nelson de Sá Earp, comendo sanduíches e barrinhas de cereal pelo caminho e parei o carro num estacionamento que fica no meio da rua, de frente para a Universidade Católica (aquela coisa linda que tem o relógio das flores). Saí correndo pra diminuir o atraso, deixando mamy pra trás, que só me alcançou quando Alessandra abria a porta do escritório pra gente.
Adorei o escritório! Tudo a ver com alguém que mexe com vídeo! Na vitrine tinha uma televisão passando seus trabalhos!
Achei tanto a Alessandra quanto o Cristiano pessoas muito gentis, simples e tímidas. O que me causou um pequeno estranhamento: como alguém que faz aqueles vídeos poderia ser tímido? Conforme fomos conversando e ele foi nos apresentando seus vídeos (mais os trailers, que já vira todos pela internet), fui percebendo que com seu jeito tranquilo acaba por relaxar os noivos, deixando todo mundo a vontade para esquecerem que estão sendo filmados. Achei isso um ponto mega positivo!
Depois de dois vídeos olhei pra minha mãe para falar qualquer coisa, mas parei: ela estava cheia de lágrimas. Quando conseguiu se recompor, disse que ficou me imaginando vestida de noiva... Ô nó na garganta!
_Cristiano, você é muito bom! _disse ela por fim _você filma a alma das pessoas!
Ele sorriu agradecido, tímido e modesto. Gostei dele!
Fomos falar da minha parte preferida: o orçamento! Ele me deu o valor separado de cada serviço e pacotes promocionais. Claro que eu escolheria o mais caro, justo por causa o making of e do trailer! E nos deixou tensas: já havia uma noiva com orçamento para o mesmo dia do meu casamento. Não tinha fechado ainda, mas...
Tive que pensar rápido!
Depois de uma breve passada na Igreja para adorar um pouco o Santíssimo, rezar e aproveitar para ver uma decoração de casamento, desci a serra tagarelando muito e ansiosa.
Chegando a Caxias, busquei o Denis:
_Precisamos conversar...

Duas horas depois de ter saído do escritório do Cristiano, liguei para a Alessandra:
_Reserva a data! A gente vai fechar com vocês!

Quem quiser saber mais detalhes sobre minhas impressões e os orçamentos que eles me deram, manda um e-mail.




(Imagem extraída de http://www.panoramio.com)

domingo, 27 de março de 2011

Conversando com fornecedores - Parte IV


Enquanto esperava minha orientadora me devolver a monografia com suas correções, voltei a encarar a "Profissão Noiva".
Sério, tem vezes que nem eu me aguento, só falo disso! Casamento, casamento, casamento... Se alguém perguntar qualquer coisa sobre o casamento, ferrou! Falo sem parar das coisas que quero, que gosto...
Eu estava naquela de enviar e-mail pra deus-e-o-mundo para marcar reunião, organizando minha agenda, confirmando com os fornecedores. É muito bom a gente pegar duas ou três coisas do casamento e sair catando os respectivos profissionais que gostamos para conversar... Fica fácil comparar um com o outro,  a gente decide logo e menos um tópico no checklist, mas não acho legal marcar tudo no mesmo dia. Percebi que aguento, no máximo, 4 reuniões num sábado.
Antes do meu sogro se acidentar, já havia marcado reuniões para o sábado seguinte ao do acidente e perguntei pra Dê se ele queria que eu desmarcasse. Disse que não, que eu podia ir só com minha mãe, mas ficou meio chateado:
_Poxa, amor, meu pai no hospital e você marcando com o pessoal... Vê se dá uma parada nisso...
Senti um pouco de remorso e confesso que senti um pouco de pena em desmarcar as reuniões... A agenda ficara tão bonitinha, com horário para deslocamento (para eu me perder) a vontade e variedade de profissionais...
Enfim, no dia 9 de outubro do ano passado subi a serra só com mamy. Munidas de muitos mapas tirados do google. Mais uma vez chovia em Petrópolis.
A 1.ª coisa que fizemos foi rumar para o Quissamã, para assinarmos o contrato do buffet Maria Luiza. Bom na verdade a 1.ª coisa que fizemos foi nos perder.
Chegando no escritório a Vanessa nos recebeu. Sempre reparo nos escritórios dos fornecedores... E ele era bem bonito, uma casa adaptada com mesas postas como mostruário. Li todas as folhas, rubriquei casa página e assinei. Nossa, que nervoso!
Rumamos para a Promolter e chegamos um pouco atrasadas por não conseguirmos estacionar perto. Petrópolis é tão chique que até seus mendigos são arrumadinhos. Acredita que pedi informação pra um? Ele nos indicou um estacionamento na rua de cima. Depois eu vi que poderíamos ter estacionado na porta do prédio.
Fernanda da Promolter é um amor, uma fofa. Parece diretora de Jardim de Infância. Seu escritório é chique toda vida! E fomos conversar. Gostei de ver sua organização: ela tem mapa e desenho de tudo! Até de posição das pessoas no cortejo e no altar! Faz duas pastas para cada casal de noivos, sendo que uma fica com ela e outra ela dá pro casal, com agenda e tudo. Também tem um catálogo de mobiliário incrível. Muito segura e experiente. Saí de lá impressionada e seu orçamento é bem flexível (que veio numa pastinha chique de papel)! Mas percebi naquele momento que meu coração realmente já tinha dona...
Voamos para a Profilm, que fica no centro (ainda bem) e estacionamos no quintal da casa onde é o escritório. Enquanto esperávamos o término de outro atendimento, reparei na casa. Eu moraria lá com toda certeza! Linda, linda, linda! Marcos Lara nos atendeu e senti a experiência e o profissionalismo dele (gosto disso, o fornecedor deve mostrar primeiro isso pra mim). Disse algo para eu pensar: a equipe de filmagem e fotografia devem ser, preferencialmente, do mesmo fornecedor porque já sabem como se organizarem para um não atrapalhar o trabalho do outro. Não sei se isso foi papo de vendedor para me empurrar os dois serviços (já que procurei-os só para a filmagem), mas me fez pensar... Gostei muito do vídeo deles e também dos álbuns, do acabamento e da disposição das fotos. Ele nos disse que ainda possui milhares de arquivos de até 10 anos e sobre o cuidado com o armazenamento, imprimiu o orçamento e saí de lá com um sentimento semelhante a dúvida.

(continua...)

(Imagem extraída de http://www.exotictours.com.br/opcional.htm, do Hotel Quitandinha, um lugar por onde sempre passo quando vou a Petrópolis e que é lindo demais)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Marcando a data na Igreja



Posso dizer que esse foi o dia mais aguardado e mais temido também. Aconteceu no dia oito de fevereiro.

Alguns anos atrás fui a um casamento que foi um dos momentos mais legais da minha vida. A igreja gótica daquele casamento ficou na minha memória afetiva.

Quando mais jovem e ainda nem conhecia o Denis, ficava imaginando quando me casaria, como seria, onde... Já sonhei com casamento no campo, já sonhei em casar numa catedral gigantesca como a Sarah, duquesa de York, já pensei em casar sem festa nem nada, só o noivo, eu, o padre e 2 testemunhas (como no final da novela "Direito de Amar" com Glória Pires e Lauro Corona), casar num hotel... Depois que deixei de ser "católica não-praticante" e passei a viver a minha fé, indo além de assistir missa, o verdadeiro sentido de me casar na igreja tomou uma proporção indescritível na minha vida. Encontrar o amor da minha vida, consagrar nosso amor a Deus e com ele formar uma família se tornaram a coisa mais importante da minha vida.

Quando Denis e eu começamos a sonhar juntos, comecei a definir em mim o que eu realmente queria e a entender como os sonhos poderiam se concretizar. Conversei muito com Deus e pedi que nos levasse onde queria. Até que a gótica Catedral de Petrópolis entrou em nossos sonhos.

Um dia de maio de 2010 resolvi ligar pra lá, só pra saber da agenda e normas. Fiquei feliz em saber que poderiam realizar meu casamento, mesmo que nós dois nem frequentássemos aquela paróquia e fôssemos de outra cidade. Eu ligava para a secretaria da igreja todo mes pra saber se eu já podia marcar a data.
Em janeiro desse ano o pároco que me atendeu disse que a agenda para 2012 abriria dia 08/02. Com o coração na boca contava os dias. Até janeiro eu passei algumas noites chorando, nas "noites escuras da alma", com uma aflição e medos que só meu coração conhece. O advento de agendar a data do meu casamento me fez sentir grávida, preenchida, plena e o meu choro já não se torna presente.

Contava os dias, contava as horas... No dia 07 ele veio dormir aqui em casa para sairmos cedinho. A secretaria abria às 8h. Saímos de casa 5 e meia, abasteci o carro, subimos a serra felizes... Tanta ansiedade me fez esquecer de avisar na escola com dias de antecedência sobre minha falta, o que me rendeu depois descontos de 6 aulas no meu pagamento, mas assumi a conta. Marcar o casamento no lugar dos nossos sonhos, junto com a pessoa que a gente ama, não tem preço.


Fomos os terceiros da fila, na nossa frente um senhor que iria marcar o casamento da sobrinha (e que chegara às sete e meia) e uma senhora (que eu não sei o que ia fazer na secretaria). Aos poucos outros casais foram chegando. Estava um dia lindo! Apesar do calor de 40 graus que estava se formando no Rio nesse dia, sentimos um pouco de frio. Lembro da minha ansiedade cada vez que uma janela da secretaria se abria, que De e eu conversávamos sobre filmes e que eu estava com minha Melissa Happy dourada.
Por volta de nove e meia entramos na salinha. Os párocos sorridentes, nos deram papéis fizeram algumas perguntas, como a clássica "Por que vocês querem se casar em Petrópolis, tão longe de casa?"
Sei que já falei sobre isso algumas vezes, mas nunca disse porque não queremos nos casar em nossas paróquias:
Original e geograficamente a nossa paróquia é a Catedral de Santo Antônio. Foi lá onde comecei a ir a missas todos os domingos por volta dos seis ano de idade, fiz a 1.ª comunhão e a missa dos meus 15 anos. Já adulta, frequentava as reuniões do Cursilho (quando criança, seguia minha mãe a essas mesmas reuniões). Lá o Denis cresceu, sua mãe trabalhava na secretaria, ele fazia parte do grupo de teatro que apresentava a Via Sacra na Páscoa. Lembro vagamente da mãe dele e do irmão mais velho, mas nós dois nunca nos vimos.
A Paróquia de Nossa Senhora de Fátima sempre me atraiu. Talvez por meus pais terem se casado e me batizado lá. Talvez por ela ser lindinha e ter a imagem de Cristo em madeira que me despertou o coração para Jesus, fascinante e impressionante. Talvez pela sensação de paz quando entrava nela vazia... Fiz minha Crisma lá, participei do grupo de canto, fui catequista (Catequese e Catecumenato)... Em Fátima conheci o Dê, quando fizemos parte do grupo jovem. Casar lá seria minha escolha mais óbvia, mas não quis, nem Dedê... Também não acho muito legal casar fora de nossa paróquia de origem, uma vez que a igreja não é só a construção do templo, mas também toda a comunidade e não estar nessa comunidade que participamos para receber um sacramento em outra onde não temos laços... Acho estranho... Não podemos procurar uma igreja bonita para casar, só para as fotos ficarem bacanas. Isso é um desrespeito a casa de Deus e a toda a comunidade católica. Que sentido tem um casamento onde o primeiro interesse é a estética da coisa? Escuto coisas como "O que importa é o amor do casal". Sinceramente... O que importa é se esse amor está maduro, se ele está pronto para gerar vida, se ele é consagrado e sonhado por Deus.
Então por que casar na Catedral? Porque foi lá onde Deus plantou meu coração e o do Denis. Não sei explicar como sei disso, apenas sei.

Nossa data e nosso horário estavam livres! Eles só ficaram na dúvida pois não é um horário comum (15h) mas marcaram. Acharam que não haveria problemas e pediram para ligar em alguns dias para termos a confirmação do Vigário Geral. Pagamos parte, pegamos a lista de documentos e uma folha para levarmos aos padres que celebrarão nosso casamento para se responsabilizarem (liberando assim o padre de lá). Denis que assinou o papel do agendamento.
Felicidade

(Imagens extraídas de http://picasaweb.google.com/http://alexcristiano.com/; http://rogeriomaciel.blogspot.com/; http://cariricult.blogspot.com/ , respectivamente)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Conversando com fornecedores - Parte II



Agenda da noiva:
     18/07/2010 -> 9h, Reunião na M Eventos (cerimonial)
                        -> 12h, Reunião com Hugo Carneiro (fotografia)

Nesse post falarei apenas sobre a 1.ª reunião, na M Eventos com a Vívian Lahr

.
No sábado 18/07 subimos a serra de novo. 1.º fomos à reunião com a Vívian Lahr da M Eventos (cerimonial). Me perdi à toa, fui grossa com Dê porque ele não estava conseguindo entender o mapa e depois vi que o lugar era super fácil de chegar para quem entra pelo Bingen, além de ter estacionamento. Na hora em que parei o carro pedi mil desculpas pra ele... Vívian nos ligou para saber se estávamos chegando, por conta de nosso atraso, e nos recebeu no pátio do pequeno shopping, onde é o seu escritório.
Sabe aqueles lances de energia? Na hora bateu uma coisa muito boa quando a cumprimentei. Não só por ela ser uma gracinha, super simpática... Gostei muito dela de cara.
Subimos pra seu escritório no 2.º andar, sentamos, nos ofereceu café (e eu observando tudo... É gente, reparo em tudo mesmo, principalmente como é o lugar onde meus fornecedores trabalham e me recebem, isso diz muita coisa sobre eles...) e achei seu escritório lindo.
Começou sua fala nos perguntando as questões clássicas sobre os dados do casamento e como encontramos a M Eventos, nos perguntou se sabíamos o que era o serviço do cerimonial e eu, apesar de saber um pouco, deixei-a dizer (porque penso ser muito importante o fornecedor saber explicar e conhecer o serviço que faz). Nos contou também como a empresa nasceu, nos mostrou fotos de sua equipe em eventos...
Clara, de forma completa, porém rápida e objetiva, nos apresentou as formas de serviços da M Eventos e os valores (amei!). Dessa vez não comecei falando tudo o que eu queria, deixei o profissional apresentar seu trabalho e aprendi que é assim que tem que ser. O ideal é a gente falar apenas quando ele nos pergunta e no final, se houver alguma questão. Por fim nos perguntou se havíamos outros fornecedores e a quantas andava nossa pesquisa por serviços, então nos deu alguns cartões com indicações e recomendou muito bem o Hugo Carneiro para fotografia, Bruno Borzino para filmagem e Simone Medeiros para decoração, por acreditar que esses profissionais estão na linha do que procuramos. Elogiou o trabalho do Giovane Garcia para fotografia (cujo studio visitei na semana anterior) e o buffet da Maria Luiza (fico tão feliz quando falam bem de algum serviço que fechei... Dá um alívio...)
Achei-a organizada com seu trabalho de uma forma metódica e coordenada, sem exagero nas planilhas, e me identifiquei muito com isso. Na verdade, achei-a muito parecida comigo, até na forma calma de conversar. O que mais me chamou atenção foi que ela começou a falar sem texto na mão! O que me mostrou o quando ela é íntima do que faz.
Resumidamente, me apresentou 3 opções de serviços, assim com o Janiques (todos os fornecedores que visitei também o fizeram, menos o Alamir, já que ele faz o que seria uma mistura dos 3):
  1. Assessoria completa: Faz tudo por mim. Só não casa e não vai à Lua de mel por mim. Perfeito para quem não tem tempo ou paciência para nem escolher a flor do buquê.
  2. Assessoria parcial (ou Organização): Contata uns 3 fornecedores de cada serviço, marca as reuniões, vai às reuniões com a gente e nos ajuda nas escolhas. Mais o serviço de cerimonial do dia
  3. Assessoria do dia: O foco do seu trabalho é no dia do evento.
A Vívian é camarada e gente boa pra caramba. Ela me disse que mesmo fechando só o cerimonial do dia, pode me ajudar a conferir se minhas escolhas estão ok.
Saí de lá feliz da vida, com a estrela do fundo dos meus olhos brilhando. Ainda veríamos outros fornecedores desse serviço, por isso eu não queria confirmar aquilo que minha mãe já estava dizendo: achamos a Cerimonialista!

Aproveito para apresentar o que faz um cerimonial (texto a baixo extraído de http://www.meventos.com.br/servicos.php, o que no caso é o que a M Eventos faz, há algumas variações entre um fornecedor e outro) e porque eu preciso contratar um. Acredite: não é capricho ou luxo algum, é necessidade. Se você é noiva e ficou alguma dúvida, marque uma reunião com um profissional desse serviço.


Iniciamos nosso trabalho muito antes do dia do evento.  Este trabalho consiste em reuniões com os clientes para acertar os detalhes do evento, na orientação e assessoria ao cliente para a contratação dos profissionais adequados, e até em ensaios para que tudo saia perfeito. No dia do evento nós ficamos responsáveis por todos os detalhes, assegurando e proporcionando tranqüilidade aos clientes, familiares e convidados. O processo se inicia com a conferência da montagem da decoração (tanto na igreja como na recepção), do cardápio do buffet, passando pela coordenação de todos os profissionais envolvidos no evento de maneira que seus trabalhos transcorram com tranqüilidade e perfeição.
Veja com mais detalhes o serviço que oferecemos a você:
- Assessoria e orientação para contratação de profissionais qualificados.
- Confirmação de presença, também chamado de R.S.V.P. (do francês Réspondez s´il vous plait) no seu modo passivo e ativo;

Para a cerimônia religiosa:
- Ensaio com daminhas e pajens;
- Entrega do buquê para noiva e colocação das flores nas lapelas;
- Orientação aos padrinhos e noivos sobre etiqueta, costumes e tradições;
- Organização do cortejo de entrada e saída;
- Coordenação dos profissionais contratados para o evento;
- Organização da chuva de arroz, de pétalas e fila de cumprimentos.

Para a recepção:
- Planejamento da arrumação do local e reserva de lugares;
- Montagem do roteiro do evento em conjunto com o cliente;
- Recepção dos convidados;
- Recebimento e guarda dos presentes entregues;
- Assessoria ao fotógrafo para as fotos com familiares e padrinhos;
- Coordenação da entrada dos pais, noivos, corte do bolo, brinde, valsa, distribuição de brincadeiras e todas as demais situações combinadas;
- Coordenação dos profissionais contratados para o evento;
- Checagem do atendimento do buffet junto aos convidados;
- Conferência final das bebidas e do número de convidados;
- Armazenamento de salgados, doces e bolos ao final da festa.

Serviços opcionais:
- Seguranças;
- Fiscais de banheiro;
- Manobristas;
- Recreadoras infantis;


Por que preciso contratar um? Bom, não quero que minha mãe, minha sogra, madrinha e nem eu fique vigiando se a bebida está acabando ou se o salão foi decorado do jeito que eu pedi, ou qualquer outra coisa; quero que meus convidados curtam a festa. Não quero saber de problemas! E se algum acontecer que sejam solucionados por pessoas mais capacitadas para aquilo do que eu, sem ninguém perceber nada. Não quero ficar catando as pessoas para as fotos tradicionais. Quero alguém que coordene tudo e no final me dê um monte de docinhos, bolo e etc, que guardou só pra mim e Dedê. E várias outras coisas, para que eu possa chegar linda e realizada no meu "Enfim sós" para viver minha noite de núpcias do jeito que se deve.

                                                                                  
*********
Hoje me despedi de uma amiga, mãe de uma de minhas Damas de Honra, que partiu para a casa do Pai. Em minhas mãos ficaram seu perfume, querida Elaine, e a certeza de que temos que fazer da vida uma festa.

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(Imagem extraída de http://conhecendopetropolis.blogspot.com/ Uma boa dica para quem quer conhecer mais sobre essa cidade linda)

sábado, 13 de novembro de 2010

Decidindo por casar em Petrópolis



Eu tinha uns 15 anos quando um vizinho meu se casou em Teresópolis. Como eu estava viajando para Recife, não pude ir, mas a vizinhança toda foi. Lembro de quando eu cheguei: uma das minhas amigas-vizinhas Daninha não se cansava de falar como o casamento foi legal e diferente de tudo o que ela já vira, principalmente pelo fato de terem se casado num hotel e os convidados puderam dançar até cansar, porque só precisavam ir embora no dia seguinte, que também foi o máximo todos tomarem café da manhã juntos enquanto falavam sobre a festa.
Aquilo ficou na minha cabeça, até que me decidi casar num hotel também. Fiquei animada quando li em algum lugar que era mais barato, porque o hotel já possui infraestrutura e blá blá blá. Mas também, como boa paroquiana, pensava em me casar na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Duque de Caxias, onde participava do grupos e pastorais, frequentava as missas... Conheci o Denis lá (mas isso é assunto pra outro post). Ou até mesmo na Catedral de Santo Antônio, que também frequento, fiz Primeira Comunhão lá... Denis também frequentava essa igreja quando menino, mas nunca nos vimos!
Até que muitas águas rolaram... E numa viagem a Teresópolis para comemoração de aniversário de formatura da turma de mamy, Denis e eu começamos a resgatar a ideia de casar num hotel, já que o hotel Alpina onde estávamos era lindo. Então comecei a fixar ideia nisso... Só que até aí não havia um bom motivo pra casar em Teresópolis, sei lá... Comecei a catar tudo quanto é tipo de hotel e pousadas que tivessem a ver com a gente. Até fugi do foco quando pensei na casa de Santa Tereza (já que somos loucos pelo Rio de Janeiro, ele é o quintal da nossa casa) e a vista de lá... Ufa!
Tudo mudou quando passei a noite no hospital com minha avó e levei o notebook pra me distrair, danei a entrar em comunidades de noivas. A primeira foi a Casar é Fácil. Nem sei bem como, mas depois de ver que os hotéis do Rio seriam meio caros e que em Caxias e imediações isso seria impossível, lembrei da serra, só que agora Petrópolis. Vi um comentário de alguém sobre o hotel Solar do Império e resolvi entrar no site. Me apaixonei.
Mas aí pensei: cara, católico que é católico não casa fora do templo (coisa pra outro post também). E fui procurar igrejas em Petrópolis.
Acho que ela foi a primeira que vi: linda, majestosa, histórica e ao mesmo tempo familiar... O coração bateu forte e eu tive certeza de que me casaria na Catedral São Pedro de Alcântara. Na hora me debrucei sobre o leito de vovó Maria e disse:
_Vovó, vou me casar em Petrópolis!
Ela, que já estava muda por conta da doença, me respondeu com um sorriso cheio de lágrimas nos olhos, que só ela sabia dar. Petrópolis era sua terra, o lugar pra onde sonhava em voltar e fazer sua passagem para o Pai. Sonho esse que nós não pudemos realizar porque ela não sobreviveu ao câncer.
Casar em Petrópolis não é mais uma questão de sonho adolescente, de querer fazer diferente, ou de ser prática, já que vimos que era vantagem pra todo mundo: meio do caminho para nossos amigos familiares que moram no Rio e Minas Gerais, pousadas pra geral, preços maravilhosos, clima gostosinho de serra, não precisar convidar deus-e-o-mundo, fazer um retorno às minhas origens (minha família materna é toda de lá)... Casar em Petrópolis é também uma declaracão de amor a vovó Maria, que me ensinou a acreditar nos sonhos e que, para ser feliz, só basta ser bom.


No dia dos namorados de 2010, Denis e eu subimos a serra e fomos visitar os lugares onde nos casaríamos. Sobre a Catedral falo noutro post. Fomos ao Solar do Império e nos decepcionamos com o tamanho do espaço, era pequeno para o que queríamos. Todos os outros hotéis eram contra mão para nossos convidados, então o sonho de casar num hotel foi por água a baixo. Mas não me importei muito... Posso comemorar bodas de prata assim, ue! E depois aquele clima de todos juntos no dia seguinte é simples de conseguir: é só hospedar todos no mesmo hotel (e ainda tentar conseguir um desconto pra meus convidados assim)!
E Petrópolis tem cada hotel tão lindo... Quando eu começar a ver isso, escreverei sobre.
E a festa pode durar o final de semana todo!


(Imagem extraída de http://www.panoramio.com/)