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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Fazendo música no meu casamento - Camerata Vivace

Natália e Denis


Já falei aqui no blog o quanto eu gosto desses músicos. Jaqueline e Diego, integrantes do Camerata, escreveram para mim um texto lindo contando como foi tocar no meu casamento.
Pessoal, muito sucesso para vocês, continuem sempre com essa alegria que me conquistou.


"Fiquei muito feliz com o convite feito pela noiva Natália para que escrevesse um texto explicando como foi a experiência de tocar em seu casamento.

Não há como imaginar um casamento sem música. É com música que os padrinhos percorrem a nave da Igreja; é com música que o noivo, junto com sua mãe, começa a caminhada rumo ao altar para esperar sua noiva; é com música que as daminhas e pajens anunciam a chegada da noiva jogando pétalas de rosas ao chão e é com música que a noiva entra na Igreja junto com seu pai. As alianças em toda a sua significação também são trocadas ao som de uma trilha sonora, assim como o “abraço” apertado nas pessoas tão queridas que estão fazendo parte daquele momento especial. E é com música que os, então noivos, saem finalmente da Igreja, agora sim casados!

E é com muita alegria que verificamos que a parte musical da cerimônia de casamento de vocês tinha um significado todo especial. Tocar no seu casamento foi sem dúvida a prova de que o mesmo foi mais do que uma festa, e sim, um SACRAMENTO, abençoado por Deus. Hoje, boa parte das noivas que nos procuram para tocar na parte das músicas para a cerimônia pensam em um repertório que tenha marcado momentos de suas vidas ou músicas simplesmente voltadas para o amor. O diferencial de vocês foi justamente este: através do repertório escolhido, Deus foi louvado! A opção de terem escolhido fazer a cerimônia junto com a Santa Missa também nos fez provar que o casamento é muito mais do que uma comemoração ou, como muitos gostam de dizer, uma instituição falida, e sim algo que vem de Deus, que pertence a Deus e que com a bênção D’Ele irá durar para todo o sempre."

(Imagem do meu casamento, extraída do blog do meu fotógrafo Michel Neumann http://neumanns.com.br/blog/michel-neumann)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Conversando com fornecedores - Parte XIV

Dia 09/04/2011 fui a Petrópolis com minha mãe.
Sem nos perdermos (Oo) chegamos pontualmente no escritório do buffet Maria Luiza para conversarmos sobre mobiliários e materiais de mesa (para saber exatamente o que tenho direito no contrato, como são esses materiais e se eu vou precisar alugar alguma coisa). A super Vanessa nos atendeu.
De lá fomos para a casa do Dj Mau para, finalmente assinar o contrato.

Obs1: Combinei com ele por e-mail para fazermos a reunião no escritório da Vívian, aí na 6.ª à noite fiquei insegura: será que ele comunicou a ela? Liguei pra ela por volta das dez da noite pra avisar, que me disse que a reunião seria no escritório dele, que fica em casa. Tá bem então...
Obs2: Que moto liiiiinda ele tem!

Vi o livro todo do Antônio Neves da Rocha "As cores da festa" para a gente conversar sobre a iluminação.

Obs3: Mesmo que não faça seu estilo, folheie esse livro, só pra treinar o olhar. Aliás, estude, isso mesmo, estude as decorações dessa galera famosa. Eles se preparam muito pra fazer o que fazem, estão antenados com o que acontece no mundo, no design, na moda, na arquitetura... Ou seja, não são uns curiosos que eu vejo por aí que acham que decoração se resume a "cor da festa e flor".

Continuando...
Gostei muito do plano que traçamos para a iluminação, acho que a galera vai pirar! O Maurício é bom pra essas coisas: cheguei lá com uma ideia meio "não usual" e ele embarcou de primeira. Quero decoração aérea com luzes, tecidos e cristais, tipo "O pai da noiva" como eu disse lá no passado. Tenho certeza que não vai ficar parecendo natal.
 (Imagina cordões de cristais e cordões de luzes entre os espaços do tecido... Com um lustre poderoso no meio. E não me lembro de onde peguei essa imagem)

De lá, fomos direto na Tania Sabaia. Como amo ir à casa dela... Que cheiro bom que tem. Fechamos o contrato do bolo! Bom, na verdade eu paguei um sinal e ela me deu um recibo. Durante a semana enviei pra ela a foto do bolo. Eu queria renda e o Dê babados de "tecido", então ele será parecido com esse:

(juro que não lembro de onde peguei essa imagem...)

E será mais ou menos assim: massa de chocolate, creme de ovos, massa de nozes, creme paris (que a gente só provou depois) e massa branca. Com três andares, como manda a tradição.
Roxas de fome, ainda tinha outro contrato para assinar, com os músicos da cerimônia. Liguei para o Diego e ele disse que poderíamos assinar enquanto eu comia. Como em Petrópolis, infelizmente, não é tão fácil achar lugar pra comer às quatro da tarde, como em Teresópolis, pedi pro Diego que me desse algumas dicas. Acabei no McDonalds perto da Catedral.
Entre uma batatinha e uma mordida no Big Mac, assinei o contrato com o Camerata Vivace. Alegria total de tê-los comigo!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Conversando com fornecedores - Parte XI





Agenda da noiva:
10h - Reunião com Gilson Bender e Ricardo Dutra
13h - Reunião com Camerata Vivace

Lembro desse sábado: estava quente, mas ainda assim levei meu casaco marrom, que pertenceu a minha mãe quando fez faculdade. 
Chegamos mamy, Dê e eu pontualmente a Catedral para um casamento. Que coisa surreal... Fui de casaco de lã a um casamento... Ao qual nem fui convidada!
Isso mesmo, não conhecíamos ninguém lá, fomos por que Gilson e Ricardo tocariam e nos convidaram para vermos seu trabalho.
Para não ficar tão esquisito e dar muita pinta de penetra, sentamos naqueles bancos da lateral do altar, no lado esquerdo de quem entra, próximos aos músicos. Eles são muito simpáticos, os dois igualmente. Conversaram bastante conosco antes e depois da cerimônia. Tocam bem demais...
Nesse dia visitei a parte de trás da catedral, passei pela sacristia para ir ao banheiro, beber água (não que eu tenha ido ao banheiro beber água! Er..., vocês me entenderam), ajudando minha mãe que estava em plena forma de "trapo humano", cheia de dor na coluna. Ela é muito "mãe da noiva" mesmo... Não quer perder nada, nunca vi!
E rezei.
Participei daquele sacramento, não me fiz de expectadora. Não posso.
Desejei felicidade àqueles noivos que nunca vi na vida, me pus no lugar daquela menina.
E também encontrei a Vívian! Trabalhando, lógico. E foi bom também para ver ela e sua equipe em ação. Discrição e segurança, do jeito que eu sempre quis pra mim.
Almoçamos, não lembro onde. Acho que foi no Subway. Na verdade já comi lá outras vezes, noutros finais de semana com reuniões, mas não que lembro quais foram. Sei que na 1.ª vez fiquei estressada: aquela história de escolher molho, combinar com recheio e não entender quantas coisas eu tinha que por no pão me deixou nervosa. Da última vez comi um cookie de chocolate quentinho...
Chegamos tranquilos no ponto de encontro com Diego e outros meninos do grupo, em frente ao relógio das flores e os seguimos de carro. Como Petrópolis tem morro e rua estreita! Uma vez passei por um túnel que, com certeza, foi aberto para D. Tereza passar! Que antigo! Que claustrofóbico!
De cara os amei! Amei todos eles, cada um deles! Por eles mesmos (que são muito legais e músicos maravilhosos!) e por me trazerem a memória afetiva de meus bons amigos do IFCS à tona. Outra memória, compartilhada com Dê, foi de nossos amigos do grupo jovem.
Lógico que chorei quando começaram a tocar.
Diego ia conversando comigo rapidamente sobre cada música que escolhi (passara a lista do repertório por e-mail antes pra ele), o motivo da minha escolha e sobre os momentos em que tocariam cada uma. Tive algumas ideias de músicas na hora, "Toca Amanhecer de Peer Gynt?". E eles tocavam.
Não tenho muita certeza, mas "formiga conhece formiga": acho que eles são católicos. Por conhecerem tanto sobre ritos da missa e músicas religiosas. E fiquei mais encantada por isso.
Eu estava em dúvida sobre qual salmo escolher, se ele deveria responder a 1.ª Leitura que escolhi (dos Cânticos), mas mamy, que é teóloga disse que por ser uma missa fora da Liturgia diária, eu poderia por o salmo que quisesse. Perguntei quais eles sabiam tocar e qual não foi minha surpresa quando os acordes de "Pelos prados..." começaram. Rezo esse salmo quase todo dia! Sem falar em tantas outras lembranças que ele me traz, como a missa dos meus 15 anos... Chorei de novo. Olhei pro Dê, que também ama esse salmo, e disse "É esse, tem que ser esse".
Eles tinham que encerrar a audição por causa de outros compromissos. Diego me explicou como sair de lá (que nem foi difícil) e me passou o orçamento. Quando ele me disse os valores entrei em êxtase. Fiz muita força para manter minha expressão normal nessa hora. Quase saí correndo pro carro, depois que nos despedimos, para poder gritar que acabávamos de conhecer os músicos do casamento!



Quero agradecer ao carinho, meninas, que recebi no último post! A energia de vocês vai me ajudar a amar meu vestido. Bj



(Imagem de Erick Anieszewski, extraída de http://www.panoramio.com/photo/44989767, estrada na qual amo passear)
    

terça-feira, 26 de julho de 2011

Conversando com fornecedores - Parte X


          Dia 27 de novembro fui a Petrópolis de novo com minha mãe e com Dê. Por volta de 10h estávamos na M Eventos para assinarmos o contrato com os fotógrafos do Neumanns depois de passarmos por um engarrafamento por conta de uma blitz (naquela semana houve a invasão no morro do Alemão e a polícia de Petrópolis, assim como a das cidades vizinhas, estava fazendo barreiras para evitar que bandidos fugitivos fossem para lá), que nos atrasou.
          Dê viu o trabalho deles e gostou muito. Mas antes de eu assinar o contrato, olhou pra mim como que dizendo "Você tem certeza?", porque sabe como eu sou. Eu respondi com um sorriso e assinei. Mamy passou o cheque do sinal e o Michel e a Bia aproveitaram para conversar com a Vívian sobre seu trabalho, já que são "novos" na cidade. Já gosto tanto de todos... Beijocas pra vocês, Bia, Michel e Vívian!
          De lá fomos para o Cristiano e finalmente assinamos com ele! Lembro da minha alegria enquanto olhava pela janela de seu banheiro para a rua molhada.
(Observação: Nossa, parece que o tempo normal de Petrópolis é chuva. Ainda bem que gosto e não me importaria se chovesse no meu casamento)
          No final de 2010 eu ainda estava na vibe do vídeo, fotos, músicos... Como me apaixonara pelos vídeos do Cristiano Oliveira, me viciei em ver todos que ele postou na internet. No início chorava muito me imaginando no lugar daquelas noivas, imaginando meu amigos e familiares felizes, imaginado os olhos amorosos do Dê... Eu também mostrava pra todo mundo os vídeos dele, cunhada, sogra, irmão... Tudo mundo gostava. Foi um dos contratos que fechei que senti mais alegria.
          Nas semanas anteriores ao fechamento do contrato com Cristiano, danei a procurar na internet nomes de músicos para a cerimônia. Alguns eu tive a sorte de ver vídeos no youtube. Busquei informações também em blogs e não vi boas coisas sobre um determinado grupo (que nem vale a pena reproduzir, né) e aí nem o coloquei na lista.
          Não eram muitas as minhas opções... Acho lindo Os Canarinhos de Petrópolis e as Meninas Cantoras de Petrópolis, mas eu queria insturmentos. E absolutamente, queria muito que tivesse piano. Toco piano desde os 8 anos e tenho uma grande história de amor e dedicação a esse instrumento, então tinha que ter piano. Descartei todos os grupos que não tinham piano.
(Piano da Catedral recém reformado. Não, meus músicos não irão tocá-lo =(, mas eu bem que gostaria de tirar um som dele qualquer dia desses...)

          Eu já havia conversado com o pessoal do Versus Quatro e queria ter mais orçamentos. Falara por alto, no Casar na Serra, com o Gilson Bender e o Ricardo Dutra e achei que devia marcar outro encontro com eles.
          Como sou católica, enviei e-mail para muitas bandas, como a Bom Pastor, mas nenhuma entrou em contato...
          Vívian deve ter lido meus pensamentos e me deu um cartão do Camerata Vivace. Entrei em contato e marquei reunião. Mas sempre algo acontecia (comigo ou com eles) e a reunião era remarcada (como Dedê doente no dia 21/11). Por um momento eu achei que não fosse pra ser... Até que um dia conseguimos ir a audição, que aconteceu no dia 4 de dezembro (que depois eu conto como foi!).




(Primeira imagem extraída de http://agptur.blogspot.com, vale a pena ver esse blog para saber o que tá rolando em Petrópolis. Segunda imagem extraída de http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=279495)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Conversando com fornecedores - Parte VII

Pois bem, continuando o flash back

Num domingo chuvoso fui para Petrópolis com Dê e mamy. É, tivemos que marcar as reuniões no domingo porque os fornecedores não poderiam no sábado, e os fornecedores era decoradores. Sim, sim, sim! Estava ansiosa para falar com outros! Como eu disse anteriormente, estava pensando em fazer a decoração da festa seguindo o estilo Provence, puxando para o Cottage.
Para quem pensa, como Dedê, que Cottage é queijo, eis algumas inspirações do estilo (cujas imagens eu não lembro de onde tirei):

Ou seja, algo menos rústico que o Provence, um pouco mais urbano, mas com uma pegada colonial. Afinal estou casando em Petrópolis e não tem nada a ver eu mandar uma decoração que não dialogue com a cidade.
Só que é um problema você querer algo tão..., tão..., desconhecido. A gente procura referências na internet e não acha. Na verdade as decorações de casamento estão muito iguais. Em todos os arranjos vejo gérberas, rosas e lisiantos, só muda a cor e sempre tem um suporte de vidro e folhagens espalhadas por baixo da mesa do bolo.
Não! Não! Não!
Não é isso que quero! Não que eu ache feio ou bonito, só não é o que quero.
Mas então, chegamos cedaço no Shopping Bauhaus, sei lá como e fomos direto para a sala do Anderson Barcelos. Nem tomamos café, estávamos com fome, Dê estava chateado com alguma coisa e eu estacionei lonjão e fiz minha mãe andar rua Nelson de Sá Earp acima na chuva. Eu estava com pressa. Simone Medeiros nos ligou, remarcando para 15h. Errei o prédio (a sala dele ficava na parte da expansão) e às 10h estávamos tocando a campanhia da sala do Anderson. E nada. Liguei e nada.
Pensei num palavrão.
Até que resolvi olhar na agenda: a reunião com o Anderson era 14h. 10h era com a Simone... Me senti péssima pela confusão. Pedi mil desculpas para Dê e mamy, mas o clima continuou esquisito. Acho que foi o 1.º dia de reunião que nos estressamos e que não nos divertimos.
Yara Barreto havia desmarcado conosco durante a semana, muito fofa, me contou que estava com problemas de saúde e que não poderia fazer meu casamento. Conversou comigo o maior tempão (detalhe: nunca a vi na vida!) e desmarquei a reunião com ela, que seria 12h.
Estávamos com muito tempo sobrando, então fomos comer empada numa lojinha perto da Praça da Liberdade, no final da rua (não lembro o nome, mas a empada estava muito boa). Fomos andando para a feira Serra em Festa no Clube Petropolitano. Quando entrei comentei com Dê que aquele foi um dos lugares que pus na lista para visitarmos, ver a possibilidade de fazer a festa lá. Mas como ele está caído... Precisando de uma tinta já! Apesar disso, é muito bonito. Pegamos muitos cartões e folhetos na entrada e as recepcionistas nos disseram que a entrada era dez reais por cabeça. Credo! Paguei meio chorando (eu sei, sou mão de vaca mesmo) e fomos ver as coisas. De cara vimos o Eduardo Gonzales no seu estande decorado estilo provençal. Abri um sorriso e ele fez cara de quem não me reconheceu. Isso me fez pensar: os fornecedores esquecem de nós, não precisamos ficar com pena se não fecharmos com eles...
Falamos com ele mais pro Dê conhecer o trabalho dele. Descemos e rodamos muito rápido, nem falamos direito com os fornecedores, é que mamy estava preocupada com o horário (Anderson ligara perguntado se poderíamos antecipar para 12h a reunião), então andamos tudo de volta, bem devagar por causa da dor na coluna de mamy. Tadinha, fiquei com pena...
Dê me falou uma coisa que me serve de inspiração até hoje:
_Nat, essas feiras são maior furada... A gente vê os fornecedores, ok, mas depois a gente gasta interurbano ligando pra eles para marcar reunião porque eles nunca conversam com a gente direito na feira... Quanto que a gente já gastou nessa brincadeira de vir a Petrópolis, contando pedágio, alimentação, estacionamento, gasolina...?
Calculei rapidamente e me assustei. Não quero que casar em Petrópolis, tão mais barato que casar no Rio, fique mais caro por falta de organização e precipitação minhas.
Anderson nos recebeu muito bem, uma simpatia. Eu imaginava ele moreno pelo telefone... Me mostrou muitos álbuns lindos, falando com orgulho de suas decorações. Ok, bonitas, mas nada me bateu..., nada me chamou atenção... Expliquei o estilo que queria e ele torceu o nariz. Também torci o nariz para o monte de folhas pelo chão em baixo das mesas dos bolos que vi... Mostrei algumas revistas e ele disse que eram decorações bonitas, mas senti um pouco de dor de cotovelo, porque não eram decorações dele. Senti naquela hora que não ia rolar. Ele ficou de me passar o orçamento por e-mail, agradeci e fomos embora.
Certo, ele faz um trabalho lindo e não deixa que nada o impeça de realizá-lo. Faz prova do arranjo e tal, senti que ele é mais decorador do que florista. Não me esqueço dele falando que "tem que ter muitos lounges para não ficar com cara de restaurante" e que arranjos altos valorizam o $ gasto na decoração (pq depois que as pessoas sentam não se vê mais as flores nas foto). Ele têm muito material em seu acervo. Mas não me disse em nenhum momento se a flor que quero estará mais cara na época do meu casamento. Tá, gostei sim do trabalho dele. A Vívian, minha cerimonialista linda, achou que ele faria meu estilo, mas não rolou... De volta a estaca zero.
De lá fomos para a casinha linda e perfumada da Simone Medeiros.
Na hora em que a vi levei um susto e fiquei travada a reunião toda. É que ela era a cara de minha última coreógrafa, uma mulher do mal que eu tenho verdadeira repulsa. Do tipo que "veste Prada". Ela começou a reunião contando de um acidente terrível que aconteceu no dia anterior: por causa da chuva, houve um entupimento numa calha do Solar e o forro veio a baixo. Ela salvou o bolo e os docinhos, mas tiveram que refazer a decoração toda e todos se juntaram pra ajudar. Pensei "Que medooo!!! Por que ela tá me contando isso???" Depois minha mãe disse que gostou de saber disso, entendeu que a Simone não se faz de estrela-decoradora, se tiver qualquer problema ela ajuda mesmo, sem que seja tarefa dela. Ufa.
Ela entendeu perfeitamente o que quero, me mandou a real o tempo todo em relação a flores e viu que eu estava mais confusa em relação a decoração do que eu acha que estava. Ela recolhe as flores, depois que desmonta uma festa, e distribui para os vizinhos! Que fofo! Minha mãe gostou muito dela e do orçamento (que me mandou por e-mail depois). Eu só conseguia ver a "que veste Prada"...
Passamos na banca da praça da liberdade e compramos a revista da Tribuna sobre festas. Coisa linda de Deus, tem tudo!!!
Voltamos pra feira, só Dê e eu. Mamy ficou no carro com dor e nem insisti. Conversamos com a Anna Guimarães e ela faz arranjos lindos, mas nos explicou que seu serviço é de florista, não tanto de decoração. Vimos lembrancinhas fofas da Isadora Lorang, tiramos uma foto brinde com Erica Marci, falamos com os músicos da Com Classe (pra quem curte, eles fazem aqueles anúncios triunfais com clarins) e ficamos de falar com o Renato Venceslau e com o pessoal do cerimonial da Classe AA, só que não haviam chegado (estavam envolvidos com uma festa), mas não queríamos esperar... Meu irmão já estava nos ligando, queria se despedir de nós antes de ir pra Resende.

domingo, 10 de abril de 2011

Conversando com fornecedores - Parte VI


No dia nove de outubro ainda tive mais duas reuniões, com os músicos do Versus Quatro e com o decorador Eduardo Gonzales. É, muitas reuniões... Desci a serra de noite e morta de cansaço.
Felipe, do Versus, me ligou para marcarmos de nos encontrar na esquina onde fica a loja Casa e Forma, no Bingen, e disse que se atrasaria um pouco. Cheguei lá com minha mãe e esperamos um tempão, chegamos a ter dúvida se estávamos no lugar certo. Liguei pra ele e disse que já estavam chegando. E é claro que choveu e fez frio. Finalmente chegaram, é que ele teve um problema na família envolvendo hospital, não lembro direito, mas sei que não foi nada grave. Seguimos seu carro até a casa onde seria a audição. Parei mal, de frente para uma travessa, pensando que não fosse sair carro de lá e, depois de subir uma rua cheia de pedras escorregadias (minha mãe machucou o pé) e vários degraus, desci tudo para tirar o carro antes que alguém reclamasse. Escorreguei nas pedras e cai de bunda no chão, depois de tentar me segurar num carro, que arranhei com minha aliança. Aí atrasei um pouco o início da apresentação. Um casal também foi assistir àquela audição e acho que já tinham fechado com eles, só estavam verificando as músicas e não iriam ter todos os músicos na celebração do casamento.
Eu estava muito agitada, falando sem parar, mas quando eles começaram a tocar... Tudo se acalmou e eu senti uma vontade louca de chorar. Disfarcei o máximo que pude pra não dar vexame, saí de lá com dor nas bochechas e na garganta. A meu pedido, tocaram as músicas que eu já pensava há anos para o casamento, como "Ave Maria" de Gounod. Felipe fez uma pequena entrevista, anotando os dados do casamento e as músicas para cada momento. Torceu o nariz para a quantidade de músicas que eu pedi, por ter missa no meu casamento: "Seu casamento será um concerto!", disse. Me sugeriu várias, como "Minueto" de Bach, para as damas, "Doce é sentir", do filme "Irmão sol, irmã lua", uma música que nem lembrei de por na lista, mas amo e que me faz lembrar de São Francisco (a quem admiro com todo meu coração franciscano), "Jesus, alegria dos homens" de Bach para os padrinhos e "Pompa e Circunstância" de Elgar, para a entrada do noivo. Eu disse ao Dê que não iria interferir na escolha dele para sua música de entrada, mas quando cheguei em casa e contei pra ele sobre a sugestão dos músicos (de que é uma música imponente, usada mesmo para entradas de noivos) ele disse:
_Tá, pode ser essa sim, gostei.
_Tem certeza?
_Tenho, gosto dela, me faz lembrar a formatura do filme "Loucademia de Polícia".
Quando mostrei a música dos padrinhos para minha amiga e madrinha de casamento, Aruane, ela chorou muito. É incrível o que a música faz... Nos transporta...
A soprano cantava sem fazer esforço! Todos muito simpáticos! Quando a audição terminou fomos conversar sobre os valores, a parte mais aguardada por mim. Dada minha ansiedade, saí da sala sem me despedir, elogiar e agradecer aos outros músicos. Fui ao banheiro (sempre vou no banheiro dos fornecedores, curiosidade) e vi um monte de brinquedos de crianças, filhos do pianista. Felipe me passou o valor da formação daquela audição, com todos os músicos, mas que eu podeira escolher, sendo que para algumas músicas eu deveria ter determinados instrumentos e que me orientaria. Também passou o valor dos arranjos (já que eu queria músicas que estavam fora de seu repertório) e que o valor ficara alto pela quantidade de músicas (quem quiser saber, me pergunte por e-mail, ok?). Saí de lá um pouco assustada, pensando ser capricho meu em querer violinos e piano no meu casamento, pensando em chamar o grupo de canto da igreja, de qual fiz parte, mas também emocionada, descendo a rua devagar.


Eu tinha ligado para o decorador, na hora em que ficamos esperando na esquina da Casa e Forma, para avisar que iríamos nos atrasar, remarcando a reunião de 16h para 18h. Saindo do Bingen, voei para a Igreja de Santa Clara, me perdendo no trajeto, lógico. Fui parar numa que fica no alto de um morro (que esqueci o nome) e o padre, que estava se preparando para a Procissão de Entrada da Missa, me explicou onde era, pertinho dali.
Quando cheguei e encontrei o Eduardo Gonzales, ele estava na porta, achando que eu não fosse mais.
A ígrejinha é tão linda... Pequenina... Tão, tão, tão linda... Me casaria lá! Ele nos levou para a secretaria da igreja e fizemos a reunião lá. Ele disse que sua família trabalha na igreja e que ele sempre faz as decorações lá, mas que não poderia fazer a decoração da Catedral, onde me casarei, por depender de mão de obra para isso, mas que a do salão poderia fazer. E me mostrou imagens de seu trabalho, do qual gostei. Nada superlativo, tudo simples e de bom gosto. Sabe harmonizar bem os arranjos. Fui no carro e busquei minhas revistas com imagens marcadas com decorações de quais gostei. Mostrei pra ele, que adorou! Ficamos um tempão folheando revistas de noivas! Expliquei as coisas que eu estava pensando, que até aquele momento queria um estilo provence na minha decoração, e ele dizia "Dá pra fazer". Nos passou um site de Petrópolis para locação de material (o MC Locações) que tem muita coisa legal e pegou meu e-mail. Saí de lá querendo que o Eduardo Gonzales fizesse parte da minha família, ele é muito fofo! No mesmo dia ele me respondeu, passando o orçamento. Quem quiser saber, me pede por e-mail.


(Imagem extraída de http://jornalistamarisesimoes.blogspot.com/)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pesquisando os Serviços Básicos


Entre o dia 26 de junho, quando fui a Petrópolis ver salão, e o dia agendado para a assinatura do contrato com o Solar, aconteceram muitas coisas: danei a pesquisar serviços e fornecedores em Petrópolis. Santa Internet!
Fiz um conceito muito interessante: não tem na rede, não existe. Ou seja, se um serviço não possui site ou algo do tipo, ele passou a também não existir nas minhas listas. Pense comigo: internet hoje em dia é mais pop que páginas amarelas, no perímetro urbano quase todas as pessoas das classes "média/baixa" pra cima têm acesso, de alguma forma, à internet. Então se o serviço não mostra a cara na rede eu começo a ficar cismada... Sei lá, penso que os fornecedores ainda estejam vivendo a realidade do século passado ou que não confiam tanto assim no próprio taco, ou ainda, que não se dedicam a cuidar da imagem e da propaganda do próprio negócio... Salvo 2 exceções, todos os serviços que entraram nas minhas listas para eu visitar possuíam pelo menos e-mail e propaganda em revista. Sem essa de "fecha com fulano, que é muito bom" sem eu ver o trabalho, sem eu falar com fulano.
Lendo blogs e sites vi que deveria me concentrar primeiro em alguns serviços, que passei a chamar de "Serviços básicos" porque irão, no evento, fazer o papel da estrutura (e consomem a maior parte do orçamento), o perfil do evento. E o mais importante: seus profissionais estarão presentes no dia, ou seja, tem que ver logo, fechar com aquele que gostou mais, senão não tem como. Outros serviços o fornecedor pode pegar 3, 4 para fazer no mesmo dia... Esses aí não. (tem até alguns fornecedores que trabalham com duas equipes, mas se você quer o profissional X, tem que ver logo, senão ele vai fazer o serviço de outra pessoa que chegou 1.º e vai mandar para você alguém da equipe que talvez você só conhecerá no dia...) Minha cerimonialista Vívian (beijão!!!) me disse depois que era assim mesmo que eu deveria caminhar, que a lista era essa mesma, e sugeriu que eu incluísse também os responsáveis pela sonorização. E a lista ficou assim, sem ordem de prioridade:
  • Espaço para cerimonia/recepção
  • Buffet
  • Imagem (foto/filmagem)
  • Decoração
  • Música (cerimonia/recepção)
  • Cerimonial
No meu caso o espaço para a recepção e buffet já formam um só ponto. E graças ao Pai que é um lugar bacana com um buffet bacana. Isso é raro... Por mais que eu tenha que procurar serviço por serviço e me cansar com isso, prefiro assim. Nem sempre pacotão é mais barato... Na minha formatura foi bem em conta, e como não estávamos nem aí se o chocolate ou o Dj eram os melhores e nem tínhamos paciência para pesquisar nada, pacotão foi o melhor. Mas não é uma experiência que eu queria repetir no casamento... É muito ruim ficar sem opção ou poder de decisão... E como tenho tempo e sou mão de vaca, acredito que não gastarei mais do que se tivesse pegado um salão que me desse tudo.
No google só dava: "fotografia petrópolis", "decoração petrópolis"... E comecei a selecionar aqueles que eu gostava mais. Não me prendi em números por serviço, tipo 3 fornecedores de cada. Selecionei aqueles que gostei mais, fiz um ranking e pronto.
No meu ranking considerei também o que as meninas da comunidade "Casar é fácil" e as noivinhas da revista Noivas Rio de Janeiro diziam sobre os serviços. Alguns de tão elogiados foram para o topo da lista.
Não vou publicar minhas listinhas por elas serem baseadas no meu gosto pessoal, mas se alguém quiser alguma delas ou até que eu comente as minhas impressões sobre, me manda um e-mail que eu respondo com o maior prazer.

Esse lance de pesquisar é muito viciante. E é uma viagem quase solitária vivida pelas noivas. Dedê até curte, mas não como eu, dá pra perceber. Acho que isso é coisa de mulézinha, baseado na nossa sociedade "semi" machista que não educa os homens a se importar com as cores da festa ou se o laço é Channel. Nessa viagem quase solitária ao mundo casamentício (que se a pessoa que vos fala não tiver cuidado, vai acabar ficando por lá até depois de casada, sem ganhar nada com isso _porque não quero trabalhar com nada relacionado), ganhei uma companheira de bordo: minha mãe. Ela às vezes é mais empolgada do que eu! E me pergunta quase todo dia se eu vi alguma coisa, vai em todas as reuniões mesmo com a coluna estourada... Assumiu totalmente a figura da mãe da noiva. Quer até fazer algumas coisas, por a mão na massa e age como se fosse minha assessora:
_Natalia, já viu isso? Olha o tempo passando, vai ficar sem o serviço... Vamos a Petrópolis quando?
Beijo mamãe, também te amo!



Postei essa foto porque essa saga remete a um romantismo conceitual pra mim. Uma âncora, já que organização de casamento não é muito romântico XD
(Imagem extraída de http://melhorfilmedahistoria.cineblog.com.br)