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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Esperando o casamento começar

Momentos antes da cerimônia começar e detalhes lindos.
Entradas dos padrinhos, das Damas de Honra,  das Floristas (daminhas), do padre e do Dê com seus pais.
Veja as fotos (Neumanns) ouvindo "Dia Branco" do Geraldo Azevedo



























quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Tendo um dia de noiva

(Neumann)

Aqueles momentos de espera dentro do carro são as lembranças de uma das minhas esperas mais doces... Meu Deus, como eu estava feliz naquele carro...
Um calor!
Mas uma felicidade!
Lembro que eu queria que meu irmão saísse logo do carro, lembro que a Gabi me trouxe água mineral de copinho e eu furei a tampa com o dedo. Lembro que ela me trouxe o condicionador de lábios pensando que era batom, mas que eu passei assim mesmo. Lembro do pai da minha daminha de Minas acenando pra mim e logo tantos parentes do Dê, todos acenando pra mim. Eu que sempre via as pessoas arrumadas para um casamento, até eu mesma, agora aquele casamento para onde estavam indo todos era o meu. Gente, era o meu... A decoração das flores eram minhas, aquilo tudo era para mim e pro Dê... Eu era a noiva que esperava na porta, como tantas vezes vi... Eu era aquela que faz todos se ajeitarem nos bancos quando alguém diz "A noiva chegou". Aquelas pessoas estavam ali pela gente... Nem sei dizer o que senti. Só sei que é algo que não vai acontecer nunca mais.
Vi uma van estacionar e dela saindo uma madrinha (minha prima) atrasada com o marido e mais um monte de gente correndo. E ali a explicação por eu não poder entrar ainda.
Lembro do meu pai no alto da escadaria da igreja e quase, por muito pouco, não comecei a chorar. Ele estava ali, meu pai. Que quase o perdi por duas vezes e que quase não veio ao meu casamento. Como eu segurei o choro quando disse "Obrigada, Deus!" Como ele estava bonito... Mas reparei que o terno dele havia sido alugado em uma loja ruim... Meu sogro apareceu ao lado dele e fiquei feliz porque havia conseguido se arrumar e estava todo elegante no terno novo.
O motorista puxou o carro e meu irmãozinho saiu.
Vi minha mãe nas escadarias olhando para mim com cara de apaixonada...
Vi minha afilhada e amigos no alto da escada da igreja. Achei o vestido dela muito "verão" para o momento e reparei que eles não entraram, é que o cortejo já estava sendo formado e eles chegaram atrasados. Fiquei gritando piadas para elas de dentro do carro, principalmente quando vi que só tinha 1 padre.
_Ainda bem que chamei dois! - ri
É, um deles passou correndo para ir embora... O casamento atrasou e ele ainda tinha que celebra outro em Caxias... Depois fiquei sabendo que nem nesse ele conseguiu chegar por conta de um engarrafamento na serra.
Minha chefe chegou e foi falar comigo no carro, disse pra ela que fiz minha maquiagem
_Arrasou! Mas heim..., _ e ela desviou o assunto (porque ela não conseguia não ser o centro das atenções nunca) para falar do marido que estava levando o carro para o conserto, por isso ela atrasou, mas logo se afastou porque o motorista estava puxando o carro para eu poder sair.
O cortejo se formou e um a um eu vi entrando na fila, enquanto que as músicas que escolhemos para cada um daqueles momentos começava a tocar. Uma pena que não vi o meu irmão entrar...
Lembro de quando vi o Dê. O amei muito ali e acho até que eu ia chorar. Ele não me viu. Estava nervoso de braços dados com os pais e entrou rápido, parou, falou algo para os pais e depois continuou mais devagar, como tinha que ser.
 E minhas damas adultas! Como a música ficou perfeita! Pareciam fadas. Vi minhas daminhas, lindas... com seus vestidinhos de bailarina causando inveja. E então a porta, aquela gigante, se fechou e eu soube que era a minha hora.

Vi meus pais descendo as escadas e indo até o carro.
A Vívian estava à porta, sorrindo. Escorreguei nervosa pelo banco e eu ia sair rápido quando ela disse, sorrindo, me regendo, para eu fazer tudo com calma, cada coisa de uma vez. Aí entendi, eram as fotos! Pus um pé de cada vez para fora e ela reparou nos meus sapatos
_Uau!
_Inspirados num Manolo B, tá? _rimos
Até que a Vívian deu espaço quando viu que eu não iria me enrolar no vestido e meus pais, minha mãe do lado direito e meu pai do esquerdo, me beijaram.
 E, como num parto, me conduziram para fora do carro.
Subi uns degraus da igreja sozinha, para fotos e ri a cada degrau que eu não tropeçava.
Na porta da igreja, eu pedi para meu pai, toda emocionada, descer meu véu. Dei um braço para cada um e suspirei. Vi a fresta da porta aberta e lá dentro meus amigos e família sorrindo para mim.
Como numa estreia, as cortinas se abrem e o show começa, as portas se abriram e minha vida começou.


domingo, 7 de outubro de 2012

Convocando os padrinhos - Parte VII

...Convidando uma daminha de honra

Sempre no início de agosto Dê e eu viajamos para Juiz de Fora por causa do aniversário de sua irmã. Aproveitamos e fomos convidar e conhecer uma de nossas floristas, a linda Alice. Fomos na casa de seu pai, primo do Dê, e para nossa surpresa a menina não estava lá... Então entregamos o convite para sua mãe, que ficou muito feliz. Acabou que eu conheci a Alice só no dia do meu casamento. A vi, linda, na porta da igreja, toda compenetrada em sua roupinha de dama-bailarina. Ela se comportou como um princesa por toda longa a cerimônia.

Mas voltando, quando entreguei o convite para a mãe da menina, conversamos sobre um dos assuntos mais delicados a respeito de daminhas: Quem paga a roupa?
Um dia antes minha sogra me chamou para conversar sobre isso, para saber como iríamos resolver, e me alertou que em Minas, pelo menos até onde ela sabia, a noiva é quem paga, geralmente. Li muito a respeito, sobre o que é educado e o que é real para o bolso de todo mundo e decidi, junto com mamy (minha maior patrocinadora do casamento) e Dê, o que fazer. Não sei se é o que diz a etiqueta, mas representa a minha realidade e vi que todos ficaram felizes. E minha realidade era a seguinte:
            Uma florista mora em Minas e outra no Paraná. Suas famílias não curtem muito a moda do carioca de alugar roupa de festa. E eu queria que elas estivesse iguais, senão uma iria olhar para o vestido da outra, ficar de bobeira na porta da igreja querendo a roupa da outra ou se sentindo menos bonita que a amiguinha e não querer entrar na igreja por causa disso. Eu e as famílias das meninas somos de classe média, não estamos vendendo o almoço para comprar a janta, mas também não temos muito $ sobrando no fim do mês. Com uma família tenho muita intimidade, com a outra não muita... Eis como resolvi as questões:
1. Como será a roupa? Eu escolhi o modelo (eu que desenhei) porque queria algo bem específico: mini-bailarinas de Gisele (um balé que eu amo), mas sem perder o ar infantil. Escolhi a costureira, que tem experiência em fazer figurinos de dança para meninas pequenas e não é careira, comprei os tecidos, pedi que as mães tirassem as medidas das meninas e me enviassem por e-mail (que foi uma novela, muito mede e remede).
2. Combinei que as mães pagariam o vestido, mas que a meia-calça, sapatilhas com fitas, coroinhas e caracos (um casaquinho de bailarina) seriam presentes meus, que entreguei numa caixa de madeira linda, enfeitada pela minha cunhada). Fiz um cálculo do valor dos tecidos e da mão de obra da costureira e comuniquei às mães. Uma me pagou no seguinte do casamento, deixando o $ com minha sogra e outra depositou o $ dois meses depois.
3. Passei um e-mail para as mães com algumas imagens com penteados de balé e maquiagem para crianças, para que as minhas meninas ficassem lindas e não como aqueles monstrinhos em forma de pequenas misses. As mães então arrumaram suas filhas.
4. Os vestidos ficando prontos, enviaria para elas, assim daria tempo para fazer algum ajuste. Pensei em enviar os vestidos com 1 mês de antecedência por Sedex 10. Mas além de caro, fiquei com medo... Acabou que por causa da novela das medidas os vestidos só ficaram prontos faltando uns 15 dias. Então pedi que uma tia do Dê, que ia pra Minas, levasse o vestido da Alice e combinei com minha amiga de Curitiba que o entregaria na sexta-feira do final de semana do casamento. Acabou que não consegui (vocês vão saber o por que...) e o vestido só foi entregue na manhã do dia do casamento, rezando para que ele servisse na menina. E serviu!
Sei que foi muito arriscado o que fiz, tem que ter muita logística para dar certo. Eu só pude dar conta dessa tarefa faltando 3 meses para que as medidas das meninas não se alterassem muito, mas ficou tudo muito em cima e junto com tantas outras milhares de coisas que eu tive que dar conta nesse período. Eu poderia ter comprado os tecidos com mais antecedência? Acho que sim, tendo uma ideia do tamanho médio de uma menininha de 5 anos. Eu poderia ter conversado com a costureira antes? Sim, ela teria me dito logo as medidas que precisaria ter das meninas, as mães mediriam logo, fiquei sabendo que meninas dessa idade não tem estirões de crescimento. E mesmo se crescessem e engordassem, pensamos em alcinhas que poderiam ser ajustadas e costuradas com um pontinho no dia e em um cetim com stretch, esquecemos o colam (algo que não dá pra ser ajustado com facilidade) e colocamos um forro embaixo do tule para não aparecer a roupa íntima da menina. Eu devia ter comprado logo as sapatilhas, mesmo que 1 número maior que o pé e não ter ficado doida correndo (isso mesmo, correndo) no meio da rua para comprar um par para uma delas e não tive atenção ao comprar a meia-calça, acabou que uma delas não usou porque a meia ficou pequena.
No final deu tudo certo e as duas ficaram lindas. Mas deu trabalho, muito trabalho pra noiva.



(Na foto os pés da Júlia, umas das minhas floristas, clicada pelo Michel Neumann)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Convocando os Padrinhos - Parte II

Meu Deus, como estou atrasada com os posts...

No sábado 28 de maio de 2011, Dê e eu embarcamos para Curitiba pela porcaria Webjet.
Amo Curitiba. Com todo meu coração. Com todas as minhas forças.
Dê implicava por ciúmes, culpa minha que passei um verão sem ele lá. Águas passadas de uma época em que eu não tinha juízo. Ainda bem que a implicância dele passou e hoje em dia adora ir pra lá também.
Tios e primos do coração moram na cidade. Pessoas que amo tanto que só não têm o mesmo sangue que eu por erro do destino.
Viajamos para lá por conta do aniversário de dois anos de Júlia, nossa daminha-florista, filha do meu primo do coração mais velho, o Marlon. É tão curioso e bacana ver que ele formou uma família linda... Crescemos com o pai dele fazendo piada sobre nós dois, para que namorássemos. Blerg! Nunca!
Em Curitiba eu era sempre a única menina na turma, isso fazia um bem danado pro ego. Mas hoje em dia, diante da amizade que fiz com as esposas deles, nem ligo mais.
Como não querer que eles façam parte, de forma ativa, de um dos dias mais lindos da minha vida? Se eu pudesse chamava todos eles pra padrinhos e madrinhas... Como o Milvio é o mais próximo de mim, o mais novo, amigo-primo-irmão, decidi chamá-lo e assim ele representa toda a família. Só que eu queria que ele fizesse par com minha prima Anna daqui do Rio. Conversando com a mãe do Milvio, que é super tradicional e não concorda em chamar apenas um do casal, se casados, achamos legal chamar Yone também.
E assim fiz um convite para cada um: Milvio (padrinho), Yone (madrinha) e Júlia (daminha-florista) - que juro que ponho as fotos! - e reunimos todos na cozinha no domingo. Pedimos para que fechassem os olhos e colocamos os convites em suas mãos (lógico que a Júlia não fechou coisa nenhuma e quase rasgou o envelope achando que era presente).  Foi assim que convidamos nossos primeiros padrinhos, que responderam "Deus vos abençoe, afilhados!" sorrindo emocionados.

E Marlon, pra não perder a piada:
_Até que enfim vai sair o casamento! Depois de 11 anos!
_Tomei juízo...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Convocando os padrinhos - Parte I


Inauguro hoje mais uma série, sobre como convidei os padrinhos e toda a comitiva.

Tudo começou quando vi no Blog Casadinhos o convite que a Ana Carolina fez para seus padrinhos e madrinhas. Aquilo me despertou para fazer algo do tipo. Só que eu não conseguia pensar em algo mais legal do que entregar um convite escrito "Bença, padrinho!" para alguém e vê-lo cair pra trás. Queria algo que tivesse esse tom de surpresa...
Como essa ideia já me possuíra, peguei os modelos dos convites da Ana Carolina, adaptei e fiz os meus. Imprimi em papel Vergé (em tinta verde para as meninas e azul para os meninos), seguindo as cores dos vestidos das madrinhas. Colei um pedaço de papel de decoupage em patchwork na contracapa, simbolizando uma colcha de retalhos, pus num envelope branco, fechado com uma cinta de renta branca e escrevi os nomes com caneta prata.
Para as meninas comprei ainda caderninhos e os encapei com o mesmo papel para decoupage verde do convite. Quero que elas anotem coisas como ideias para seus vestidos, telefones umas das outras e todas as outras coisas de responsabilidade das madrinhas e damas. Ou você acha que eu ia deixá-las sem nada pra fazer e aparecerem no dia só pra dar pinta? Hehehe

Por que colcha de retalhos? Porque cada retalho dela representa um dos nossos queridos padrinhos, cada um é um pedacinho de um todo que nos envolve, protege e aquece.

Por que renda? Ela é o tema do nosso casamento (depois explico).

Ixi, as fotos vou ficar devendo porque o cabo da máquina se escafedeu!
Mas quem quiser, me manda um e-mail que eu envio o arquivo. Fiz no CorelDRAW X4.

Fiz também para as Damas de Honra (que são adultas, minhas amigas e primas. Depois escrevo porque quero damas de honra adultas), para as Floristas e meus Pajens, alterando o texto.