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segunda-feira, 28 de março de 2016

Arrumando a mala - lua de mel

1.º dia de casados - Bodas de Brisa


Depois de comermos com a família as sobras do casamento, combinei com meu irmão uma carona ao shopping Nova América, já que ele tinha que ir lá fazer num-sei-o-que. Eu tinha que pegar o voucher para viajar no dia seguinte (gente, não façam isso! Peguem o voucher antes do casamento!) e também comprar algumas coisas para a mala (e também não façam isso! Deixem a mala da lua de mel arrumada uma semana antes do casamento!)
Antes passamos na casa do Dê. Quer dizer, na ex-casa do Dê para ele pegar algumas coisas para por na mala. Eu estava ansiosa e me sentindo um pouco preocupada, quase triste. Mas como é possível isso? Hoje eu sei o porquê: estava resolvendo mais uma coisa em cima da hora, como fiz ao longo da organização do casamento. Dessa vez era a lua de mel. Eu não tinha que estar fazendo nada disso... Eu tinha era que estar curtindo o meu marido no nosso 1.º dia de casados, vivendo de brisa...
Porém, o que nos aguardava era um shopping cheio. Eu tinha uma listinha de compras e resolvi ir às lojas de departamento mesmo, lá eu conseguiria resolver a maioria. Antes disso voamos na CVC e pegamos nosso voucher, que eu estava com medo de não conseguir tirar, sei lá por que.
Dê e eu fomos para as mesmas lojas e nos dividimos para ser mais rápido e também porque eu dei a ideia de comprarmos coisinhas um pro outro. Ele ficou muito inseguro, acho até que não curtiu a ideia (tipo "eu estou inventando moda a essa hora da vida"), mas comprou lingeries lindas pra mim. A ideia era fazermos um chá de lingerie só nós dois na lua de mel, mas a ideia babou. Aproveitamos, então, os presentes de outra forma... hehehe
Lembro do maiô verde, meio cinquentinha, que comprei. Tão lindo...
Tudo comprado, voltamos para a casa da minha mãe para arrumarmos as malas correndo. Não sei porque "correndo", já que o voo era só no dia seguinte... Ô ansiedade!
Meu irmão nos deixou no Hotel Joalo's da Ilha do Governador. Escolhemos ficar lá por indicação de um casal de amigos que fez o mesmo na lua de mel deles, fica mais perto do aeroporto e não precisa incomodar parente nenhum de madrugada.
Fomos dormir cedo. E a preocupação não se foi... Eu estava bem pilhada. Todo aquele idílio lindo do início do dia tinha ido embora e eu já estava começando a me preocupar até com dinheiro, sem necessidade...

Na mala da lua de mel, para 5 dias, eu pus:

  • Necessaire com itens de higiene pessoal
  • Primeiros-socorros e remédios
  • Roupas íntimas (duas a mais que o número de dias)
  • Biquinis e afins (5 peças)
  • Shorts e saias para o dia
  • Blusas para o dia
  • Casaquinho
  • Roupas para a noite (para os nossos jantares especiais)
  • 2 sapatos (um de salto e uma sapatilha)
  • 2 sandálias (uma de salto e uma rasteirinha)
  • 1 chinelo de borracha
  • Bolsa de praia
  • Bolsa para noite, pequena
Anotamos tudo que colocamos na lista. Tuuuudo mesmo! Caso a mala extraviasse, teríamos um registro do que se perdeu. E depois ficou uma boa recordação do que levei na nossa lua de mel.
De resto, colocamos ainda montes de bem-casados, pedaço de bolo, o presente que ganhei da minha amiga (com coisinhas à la filme "De pernas pro ar"), máquina fotográfica, jogos (que não jogamos meeeeeeesmo), livros, meu diário, carregadores de celular...



DICAS:

  • Compre coisas novas, mas não precisa dar a louca e comprar tudo novo!
  • Arrume a mala com 1 semana de antecedência. Assim você não fica ansiosa e nem esquece nada
  • Ponha todas as coisas que vai por na mala em cima da cama, para você ter uma noção do tamanho da mala, saber que não está esquecendo nada e conferir se as peças que está levando se combinam. Tire uma foto para caso a male extravie ou anote o itens.
  • Tenha uma mala de mão ou frasqueira para o avião (se informe quanto aos itens que poderá carregar nela)

(Imagem www.hoteljoalos.com.br)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Confirmando as reservas

Faltando
 Resultado de imagem para quarteto fantástico logo  dias para o casamento...

Quando saí da escola (saí cedo, ufa! Semana de provas!) e estava no banco para fazer transferência para algum fornecedor, me liga o pessoal da Mineirart para confirmar a reserva de material. Eu estava tão doida que confirmei, a sorte é que um segundo depois eu lembrei que já havia alugado o material com a MC Locações e cancelei a reserva. Já que eu estava na fila mesmo, resolvi ligar para o hotel Solar do Império e confirmar a reserva para o final de semana do meu casamento. Liguei também para a loja da CVC e confirmei que buscaria os vouchers no domingo.
Aff... É tanto detalhe... Se a gente perde isso ia ficar sem viagem, sem quarto para a noite de núpcias... Deus me livre...

Diário da noiva: de tarde fui para o colégio onde dava aula de ballet e levei um vídeo. Eu não podia mais faltar e tinha tanta coisa pra fazer... Eu sei que isso é feião... Pus as menininhas pra ver vídeo do Lord of the Dance enquanto eu fazia os cones de pétalas. Acho que já contei isso para vocês, mas é só para ficar na cronologia correta. Como eu ainda tinha um dia de licença da perícia do Estado, não fui dar aula no CIEP, mesmo estando ali do lado e bem de sáude. É que eu tinha tanta coisa pra fazer ainda... Fui pra casa separar as minhas coisas para o "something old something new something borrowed something blue" e dormir de madrugada, depois de ter um jantar romântico de Dia dos Namorados, montado pelo Dê com comida japonesa e doces da quermesse de Santo Antônio.

terça-feira, 6 de março de 2012

Acomodando os convidados


Meu Deus, estou enlouquecendo!
Nesse momento começa a me bater um desespero, como se tudo estivesse enrolado demais e o tempo voando!

Subi à Petrópolis no último sábado 03/03. Depois de ver tantas coisas (que depois eu conto) ficamos pilhados porque já não havia vagas no hotel que estávamos indicando para todos ficarem, o Bragança Palace. E vocês sabem: brasileiro deixa tudo pra cima da hora. Imagina se não tiver mais lugar pro pessoal se arrumar e/ou pernoitar depois de festa???
Passamos na Pousada 14 Bis, indicação da minha tia do coração de Curitiba. O gerente Francisco nos passou os valores e descontos, e  nos mostrou o hotel, bem bonitinho. Quando cheguei em casa liguei pra ela que, como já havia ficado lá, ficou de fazer a reserva. Então ligamos pra muita gente e passamos os valores da Pousada 14 Bis.
Depois de minha mãe falar horas no meu ouvido (como se eu tivesse a obrigação de fazer a reserva de todo mundo), resolvi listar todos os hotéis da cidade e, no domingo, Dê e eu ligamos pra todos. Perguntamos sobre vagas, tarifas, descontos, estacionamento e café da manhã. Fizemos uma lista e pusemos em nosso site. Minha "maid of honor" Dani, saiu ligando pra todo mundo, informando e pediu para darem preferência ao Bragança mesmo porque era perto e descobrimos que ele tinha vagas sim, e tava baratinho. Depois alguém ligou e ele já não tinha, mas depois tinha de novo e depois já não era mais baratinho. Achamos isso tudo muito enrolado e a Dani ligou pra todo mundo de novo pra tentar resolver de outra forma. Outra madrinha, a Aru, fez até uma comunidade no facebook pra reunir o pessoal e se comunicarem melhor.
O problema é que tem gente, eu to sentindo isso, que está agindo como se eu realmente tivesse a obrigação de ver um hotel baratinho e próximo, com bastante vagas, e só passasse os contatos pra efetivarem a reserva quando eles bem quisessem. Só que não é assim que a banda toca, noiva precisa, no mínimo, dormir. E estou enlouquecendo com isso. Desde sábado estou nessa doidera. A cada hora um me liga pra me perguntar onde ficar ou, nas entre linhas, reclamar porque fui "inventar" isso: casar num horário em que precisam se arrumar antes do almoço, casar longe de casa... Ou a pessoa paga a diária de 6.ª pra sábado, pra poder acordar e se arrumar tranquilamente, ou sobe arrumado pra Petrópolis. Só que tem gente que não está curtindo nenhuma das duas ideias porque vai gastar $ ou chegar amarrotado (e nem é tão longe assim, nem dá pra ficar tão amarrotado).
E agora eu pergunto: o que eu posso fazer a essa altura do campeonato, faltando 3 meses? A culpa é minha mesmo, eu é que tinha que ter reservado hotel pra todo mundo ou "inventado" de casar perto de casa?
Uma madrinha me consolou, disse que eu não tenho que me preocupar com isso, que o fato de eu ter avisado com antecedência onde e que horas seria o casamento já faria com que o povo se mexesse. Só que não se mexeram.
E as reclamações na boca pequena estão surgindo, eu sei disso... Que energia péssima...



(Imagem da fachada do hotel Casablanca Imperial, que me trás muitas memórias afetivas e onde mamy ficará hospedada no final de semana do meu casamento. Foto extraída do site do hotel: http://www.casablancahotel.com.br/imperial)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Conversando com fornecedores - Parte XIII


No dia 25 de março, depois de minhas aulas de dança, me arrumei e fui contente para o Copacabana Palace sozinha. Meu irmão, que estava de férias no Rio, me ligou de casa e disse que uma mulher de nome esquisito, de um lugar com outro nome esquisito, me ligou confirmando a reunião de hoje.
A reunião era com Ricardo e Paulo da Vox.
Quando eles me mandaram o orçamento eu caí pra trás. Nem se eu vendesse meu carro eu poderia pagar! Também havia nele algumas coisas que eu não pedi, outras que davam pra tirar... Retornei o e-mail e a Even me retornou, marcando a reunião desse dia, para conversarmos de novo sobre a decoração do casamento. E então, lá fui eu pro Copa de novo.
Cheguei muito cedo. Entrei sem nem passar pela recepção, só sorri para as recepcionistas e os seguranças, no melhor estilo sou-rica-e-me-hospedo-aqui-todo-final-de-semana.
Não pudei deixar de ficar enebriada de novo pelo cheiro de capim-limão do elevador... Tudo no Copa é lindo! Fiquei sentada numa saleta no final da sala de leitura e, pra fazer hora, tirei fotos de mim mesma e mandei mensagem pra uma amiga, que será minha madrinha de casamento.
_Ai amiga, como você é chique! Que horas você sai daí? Vamos nos encontrar hoje?
Então, de quebra, ainda teria uma happy hour com uma de minhas melhores amigas. Como é bom ser adulta nessas horas e poder mudar os planos de um dia de uma hora pra outra...
Desci, fui no carro, me tranquei, comi meu almoço (macarrão) gelado porque a fome estava demais. Entrei no hotel de novo, do mesmo jeito, e pensei um dia ir ao Copa tomar banho de piscina. Voltei a sala de leitura e sentei-me num dos sofás. Já estava na hora.
Eles chegaram, conversamos tudo de novo, mas eu agora estava mais decidida e falando "quero" e "não quero". Eles anotando tudo. E eu rezando pra que o orçamento diminuísse drasticamente. Mas sem dar atestado de sou-pobre, porque isso é muito constrangedor.
A conversa foi muito boa, é muito bom estar com eles, pessoas muito bacanas. Mandaram até lembranças pra minha mãe.
Sentei numa poltrona perto das escadas do saguão de entrada depois da reunião, eles passaram por mim:
_Ainda aí? - disseram
_Estou esperando uma amiga.
E a Aru chegou e fomos comer comida japonesa.


(Não lembro de onde peguei  a imagem. Se você for o autor ou responsável pela imagem, entre em contato comigo para eu postar os créditos)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Reservando o hotel da noite de núpcias



No dia 15 de outubro subi a serra só com Dedê. Fomos conversar com a Vívian (que depois eu conto), ver móveis para nossa casinha e reservar o hotel para a gente passar a noite de núpcias.
Minha mãe não foi porque tinha reunião de cursilho.
Como era sábado, não conseguimos ver os quartos e pedi pra reservar a maior suíte que eles tinham _já pensando na quantidade de gente que estará comigo. Ah, o hotel? Solar do Império.
Na primeira vez que fui a Petrópolis com Dê, visitamos esse hotel. É que eu pensava em fazer a festa lá e desisti porque teríamos que alugar toldo pra ampliar o espaço e tal. Mas ainda assim sonhava em me arrumar lá, tirar minhas fotos do making of nos corredores...
Desde então, fomos ao hotel algumas vezes; sempre na esperança de já podermos reservar o quarto. Eles sempre diziam que estava cedo, mais pra frente... Em Setembro último começou a me bater paranóia: e se eu não conseguisse o maior quarto? Nesse dia 15 fui decidida a reservar de qualquer jeito.
Ficamos com o quarto 31, do anexo. Durante a semana, quando o gerente me mandou o e-mail com os dados da reserva e do banco para depósito, eu impliquei com o quarto. Sei lá... Queria vê-lo, saber como era a vista, sentir a energia das paredes... Afinal é o mítico quarto da mítica noite de núpcias, onde terei a mítica 1.ª vez com meu marido.
Tinha que cuidar disso com carinho.
Então, mesmo doente, com febre e o nariz escorrendo, fui hoje pra Petrópolis com minha mãe (com ela dirigindo, lógico) para, além de conversar com o Osvaldo sobre os móveis (que depois eu conto também), ver meu quarto.
Passeamos pelos corredores do prédio principal e do anexo entrando e saindo de quartos, com a hostes nos explicando as coisas.
O 31 nós não vimos, estava ocupado, então ela nos apresentou o similar, o 41. De cara gostei do número: 4+1=5, meu número da sorte. Um sentimento gostoso me invadiu quando entrei nele, um sentimento semelhante ao carinho de criança no nosso cabelo. Parei em frente ao espelhão e me olhei, como num flash me vi de noiva. A hostes abriu as janelas e as cortinas de voil dançaram com a brisa quente, o quarto se encheu de luz. Eu soube que era aquele o quarto. Fui até a varanda e vi a rua lá embaixo, talvez o único inconveniente (ter de fechar as portas para não acordar com buzinas no 1.º dia de casada), mas não me importei.
É estranho e maravilhoso poder escolher coisas tão importantes na nossa vida. Sempre tenho medo dessas escolhas porque duvido da minha capacidade de decisão, mesmo sendo adulta há mais de uma década. Ainda assim, hoje não pude deixar de admirar a maravilha dessa oportunidade que a vida me deu.
Barão do Rio Branco é o nome do quarto, o mesmo nome da rua por onde tanto passei durante minha faculdade de Ciências Sociais e que guarda em suas pedras tantas memórias da minha vida, da minha história com Dê.
Nesse quarto há uma porta de passagem para o 45, que minha mãe ficou de olho (se ela se hospedasse lá teríamos um quartão para toda a mulherada poder se arrumar). Ainda bem que ela mudou de ideia e preferiu ficar no hotel Bragança, que fica atrás da igreja, a gente pretende lotar esse hotel com amigos e parentes, porque há desconto e a bagunça que ela não quer perder. Imagina estar na minha grande noite sabendo que minha mãe está no quarto ao lado!
Então é isso, chegarei no dia 15 de Junho de 2012 no hotel, solteira e saio no dia 17 casada.



(Imagem extraída de http://www.tripadvisor.com.br)

sábado, 3 de setembro de 2011

Conversando com fornecedores - Parte XII

           Ou "Dando pinta no Copacabana Palace"




 Agenda da noiva:
27/01/2011 – Vox Ambientações
Em dezembro e grande parte de janeiro de 2010 tirei férias da vida de noiva, minha mãe estava no auge da crise de hérnia e estávamos correndo atrás de hospital, exames e médicos para a operação.
Continuei a pensar na decoração da igreja e da festa de casamento, já que era um dos serviços básicos ainda bem nebuloso pra mim. Visitei sites de locação de mobiliário e encontrei, em Petrópolis e redondezas:

Mas ainda falta alguma coisa... E eis que, numa revista, lá na lista de fornecedores, entrei no site da Vox Ambientações. E me apaixonei perdidamente.
Tratei logo de ligar e agendar uma reunião, que aconteceu no mesmo dia em que minha mãe e eu fomos buscar exames em Copacabana. Do Pão de Açúcar, andamos, andamos e andamos até o Copacabana Palace, onde foi a reunião (fiquei com pena de mamãe que andou tanto e com raiva do porteiro que nos disse que era “logo ali”).
E então, estava no Copacabana Palace. O famoso – e realmente belíssimo –Copacabana Palace. Como se eu já freqüentasse o hotel há milênios, entrei. Perguntei na portaria onde ficava a Sala de Leitura. Pegamos o elevador e quase tive um treco de tão lindo que era. Que cheiro delicioso de capim limão! Chegamos muito cedo. Damos um “rolé” rápido da sala e a reconheci das fotos dos casamentos que eram realizados no hotel. Lá havia um grupo de pessoas, jovens, trabalhando num projeto, com mapas e papeis espalhados numa mesona.
Minha mãe se sentou, exausta e com mais dores ainda nas poltronas que ficam a frente da escada, eu resolvi continuar a dar o “rolé” e vi um corredor repleto de fotos de hóspedes famosos. Visitei os outros dois salões, que eram decorados para uma festa. Que lindos! Gostei mais do último, que tem um palquinho. Perguntei para um pessoal da equipe de arrumação se eles eram da Vox e se conheciam o Paulo e o Ricardo. Disseram que eles estavam no hotel.
Voltei para minha mãe e esperamos. Esperamos... E eu vendo que havia dois homens sentados nos sofás perto da janela que olhavam pra gente. Teve uma hora que não aguentei e perguntei se eles eram da Vox. Bingo!
 Foi uma reunião maravilhosa! Apresentaram-nos quilos de portfólios enquanto me faziam mil perguntas e anotavam cada respiração minha. Achei o máximo eles próprios, os donos da empresa, conversarem comigo. E que simplicidade! Os caras são de Curitiba, têm um dos maiores e mais suntuosos acervos de materiais de locação para evento, fazem a decoração dos casamentos mais-mais e não havia neles traço algum de soberba. Pensei: “Que isso sirva de lição pra muita gente”.
A reunião demorou mais de 1 hora e eu estava muito feliz e a vontade com eles, que em momento algum me olharam com aquela cara de “Ih, essa é pobre!” e nem com a cara de “Oba! Vamos faturar em cima dela!”
Depois fiquei rezando para que, quando o orçamento chegasse pelo meu e-mail, o serviço coubesse no meu magro bolso, porque eu me apaixonara.



Imagem extraída de http://www.copacabanapalace.com.br. Site oficial do hotel, onde você conhece mais sobre sua história, localização, eventos...

sábado, 13 de novembro de 2010

Decidindo por casar em Petrópolis



Eu tinha uns 15 anos quando um vizinho meu se casou em Teresópolis. Como eu estava viajando para Recife, não pude ir, mas a vizinhança toda foi. Lembro de quando eu cheguei: uma das minhas amigas-vizinhas Daninha não se cansava de falar como o casamento foi legal e diferente de tudo o que ela já vira, principalmente pelo fato de terem se casado num hotel e os convidados puderam dançar até cansar, porque só precisavam ir embora no dia seguinte, que também foi o máximo todos tomarem café da manhã juntos enquanto falavam sobre a festa.
Aquilo ficou na minha cabeça, até que me decidi casar num hotel também. Fiquei animada quando li em algum lugar que era mais barato, porque o hotel já possui infraestrutura e blá blá blá. Mas também, como boa paroquiana, pensava em me casar na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Duque de Caxias, onde participava do grupos e pastorais, frequentava as missas... Conheci o Denis lá (mas isso é assunto pra outro post). Ou até mesmo na Catedral de Santo Antônio, que também frequento, fiz Primeira Comunhão lá... Denis também frequentava essa igreja quando menino, mas nunca nos vimos!
Até que muitas águas rolaram... E numa viagem a Teresópolis para comemoração de aniversário de formatura da turma de mamy, Denis e eu começamos a resgatar a ideia de casar num hotel, já que o hotel Alpina onde estávamos era lindo. Então comecei a fixar ideia nisso... Só que até aí não havia um bom motivo pra casar em Teresópolis, sei lá... Comecei a catar tudo quanto é tipo de hotel e pousadas que tivessem a ver com a gente. Até fugi do foco quando pensei na casa de Santa Tereza (já que somos loucos pelo Rio de Janeiro, ele é o quintal da nossa casa) e a vista de lá... Ufa!
Tudo mudou quando passei a noite no hospital com minha avó e levei o notebook pra me distrair, danei a entrar em comunidades de noivas. A primeira foi a Casar é Fácil. Nem sei bem como, mas depois de ver que os hotéis do Rio seriam meio caros e que em Caxias e imediações isso seria impossível, lembrei da serra, só que agora Petrópolis. Vi um comentário de alguém sobre o hotel Solar do Império e resolvi entrar no site. Me apaixonei.
Mas aí pensei: cara, católico que é católico não casa fora do templo (coisa pra outro post também). E fui procurar igrejas em Petrópolis.
Acho que ela foi a primeira que vi: linda, majestosa, histórica e ao mesmo tempo familiar... O coração bateu forte e eu tive certeza de que me casaria na Catedral São Pedro de Alcântara. Na hora me debrucei sobre o leito de vovó Maria e disse:
_Vovó, vou me casar em Petrópolis!
Ela, que já estava muda por conta da doença, me respondeu com um sorriso cheio de lágrimas nos olhos, que só ela sabia dar. Petrópolis era sua terra, o lugar pra onde sonhava em voltar e fazer sua passagem para o Pai. Sonho esse que nós não pudemos realizar porque ela não sobreviveu ao câncer.
Casar em Petrópolis não é mais uma questão de sonho adolescente, de querer fazer diferente, ou de ser prática, já que vimos que era vantagem pra todo mundo: meio do caminho para nossos amigos familiares que moram no Rio e Minas Gerais, pousadas pra geral, preços maravilhosos, clima gostosinho de serra, não precisar convidar deus-e-o-mundo, fazer um retorno às minhas origens (minha família materna é toda de lá)... Casar em Petrópolis é também uma declaracão de amor a vovó Maria, que me ensinou a acreditar nos sonhos e que, para ser feliz, só basta ser bom.


No dia dos namorados de 2010, Denis e eu subimos a serra e fomos visitar os lugares onde nos casaríamos. Sobre a Catedral falo noutro post. Fomos ao Solar do Império e nos decepcionamos com o tamanho do espaço, era pequeno para o que queríamos. Todos os outros hotéis eram contra mão para nossos convidados, então o sonho de casar num hotel foi por água a baixo. Mas não me importei muito... Posso comemorar bodas de prata assim, ue! E depois aquele clima de todos juntos no dia seguinte é simples de conseguir: é só hospedar todos no mesmo hotel (e ainda tentar conseguir um desconto pra meus convidados assim)!
E Petrópolis tem cada hotel tão lindo... Quando eu começar a ver isso, escreverei sobre.
E a festa pode durar o final de semana todo!


(Imagem extraída de http://www.panoramio.com/)