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terça-feira, 12 de abril de 2016

Sendo grata por tudo



Naqueles meses logo após o casamento eu realmente estava invadida por um enorme sentimento de gratidão e plenitude, queria dividir isso com as pessoas queridas que participaram da concretização daquela alegria toda.
De forma bem espontânea, escrevi para cada um dos meus fornecedores um texto de agradecimento, como vocês já devem ter visto aqui no blog. Depois vi em alguns lugares os noivos fazendo esse agradecimento aos fornecedores contratando serviços profissionais, com cartões impressos e lembrancinhas.
E também quis agradecer a cada um dos convidados. Lembrei de como eu gostava de saber que o presente que eu dera para um casal foi bem recebido, então resolvi incluir algumas palavras sobre os presentes que eles nos deram. 
Primeiro peguei a minha lista de presentes, salva no computador, e escrevi quem nos deu determinado presente, ao lado de cada um. Depois peguei a lista de convidados e tratei de preencher os endereços de todos. E por último fiz os cartões de agradecimento, impressos em casa mesmo, e dentro escrevi um a um à mão, de forma bem personalizada. Deu bastante trabalho, mas ficou lindo e todos amaram, isso não é muito comum de acontecer por aqui (um cartão de agradecimento), então ficaram bem surpresos e genial. Acabou que só enviamos alguns pelo correio, a maior parte foi em mãos mesmo.
Porém, como sou bem enrolada e descansada às vezes, o tempo foi passando, eu esquecia e bingo: quase quatro anos de casado e tenho ainda uns vinte cartões para entregar. Acho que nem vou entregar, né, já passou tanto tempo... Mas e a pena de jogar fora?...

Dica: se for fazer esse tipo de agradecimento, no momento em que for fazer a papelaria do casamento, seja em casa ou em gráfica, lá no período dos preparativos, faça logo os cartões. Conforme for recebendo os presentes, já vá escrevendo nos cartões e colocando em envelopes já com os endereços preenchidos. Depois que voltar da lua de mel é só terminar (com poucas palavras, agradecer a presença ou mostrar que sentiu a falta deles, agradecer o presente e os votos de felicidade) e enviar tudo pelo correio. Não é feio enviar esse tipo de cartão pelo correio, não. E o bom é que o casal já terá sua lista de nomes para correspondências feita e uma forma bacana de passar para os convidados o endereço do casal.
E não faça como eu, não escreva uma carta de agradecimento!



(agradecimento com cartão aos convidados)
(pegar endereços de todos)

quarta-feira, 9 de março de 2016

Abraçando

Casei - Parte XII



Quando a música acabou, ouvimos palmas, gritos e assovios. Sorrimos agradecendo enquanto saíamos do centro do salão e ficamos sem saber para onde ir. O que era para fazer? A gente tinha ficado tão acostumado em ter alguém nos direcionando que ficamos meio perdidos.
Mas de forma natural, quando saímos do centro do salão e fomos para a parte mais para perto da pista, começamos a cumprimentar e a abraçar todo mundo. E de repente era isso o que eu queria fazer: abraçar todo mundo!
Não é "perda de tempo" como alguns dizem. Foi um dos melhores momentos da festa pra mim. A energia boa vinda das pessoas que amamos... Indescritível!
Lembro de parente do Dê que eu nem conhecia direito dizendo coisas lindas e fofas pra mim, como "Seja bem vinda à família" ou um priminho dizendo "Onde estão os namorados que se casaram?", "Que casamentão!", "Está tudo lindo!", "Você está linda!", gente me abraçando e chorando... Pessoas tão queridas que estavam muito felizes de verdade. Algumas que já se foram para Deus, outras que eu não via há tempos, outras que eu não vi depois do meu casamento, outras que eu conheci no dia... Guardei no meu coração aquele momento de abraços e de palavras tão doces.
Mas o mais especial (e divertido) foi meu pai. Sempre!
Primeiro eu fiquei admirada: ele não disse que ia embora? Mas me disse que o Érick estava tão feliz que quis ficar um pouco mais pra fazer a vontade dele, aproveitou comeu bastante!
_Filha, seja muito feliz!
_Obrigada pai...
_Mas seja feliz mesmo, ponha isso como meta na sua vida! Passe por cima de tudo, de todos, mas seja feliz! Priorize sempre a sua felicidade!
Ok! hahahah Dá pra reconhecer meu pai nesse discurso...
Minha madrasta falou quase a mesma coisa e eu, cada vez, mais entendo porque se casaram, hahahah
Agradeci e sorri.
Mas ali me despedi deles. Vi o quanto estavam felizes, apesar de toda apreensão para irem ao casamento. Eles realmente amaram ter ido.
Nossos fotógrafos registraram o momento e quando fomos escolher as fotos quisemos todas as que abraçávamos os nossos. Deu o dobro de fotos que podíamos escolher! A solução foi fazer um mosaico com elas o mais reduzidas possível e colocar no final do álbum. Fiquei emocionada quando vi o resultado.
Falamos com cada um dos nossos convidados e isso foi maravilhoso!

Ah, no meio da sessão de fotos, uma amiga que eu adoro e que não vi há muito tempo porque estava morando em Juiz de Fora, veio me entregar seu presente: uma caixinha. Depois da festa, quando eu abri, era um kit noite de núpcias! Uau! Montado por ela mesma, com chocolates, joguinhos, e outros brinquedos, hehehhe
E também algumas pessoas vieram se despedir enquanto tirávamos foto. Ainda tinham que enfrentar a serra.




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Tendo um dia de noiva

(Neumann)

Aqueles momentos de espera dentro do carro são as lembranças de uma das minhas esperas mais doces... Meu Deus, como eu estava feliz naquele carro...
Um calor!
Mas uma felicidade!
Lembro que eu queria que meu irmão saísse logo do carro, lembro que a Gabi me trouxe água mineral de copinho e eu furei a tampa com o dedo. Lembro que ela me trouxe o condicionador de lábios pensando que era batom, mas que eu passei assim mesmo. Lembro do pai da minha daminha de Minas acenando pra mim e logo tantos parentes do Dê, todos acenando pra mim. Eu que sempre via as pessoas arrumadas para um casamento, até eu mesma, agora aquele casamento para onde estavam indo todos era o meu. Gente, era o meu... A decoração das flores eram minhas, aquilo tudo era para mim e pro Dê... Eu era a noiva que esperava na porta, como tantas vezes vi... Eu era aquela que faz todos se ajeitarem nos bancos quando alguém diz "A noiva chegou". Aquelas pessoas estavam ali pela gente... Nem sei dizer o que senti. Só sei que é algo que não vai acontecer nunca mais.
Vi uma van estacionar e dela saindo uma madrinha (minha prima) atrasada com o marido e mais um monte de gente correndo. E ali a explicação por eu não poder entrar ainda.
Lembro do meu pai no alto da escadaria da igreja e quase, por muito pouco, não comecei a chorar. Ele estava ali, meu pai. Que quase o perdi por duas vezes e que quase não veio ao meu casamento. Como eu segurei o choro quando disse "Obrigada, Deus!" Como ele estava bonito... Mas reparei que o terno dele havia sido alugado em uma loja ruim... Meu sogro apareceu ao lado dele e fiquei feliz porque havia conseguido se arrumar e estava todo elegante no terno novo.
O motorista puxou o carro e meu irmãozinho saiu.
Vi minha mãe nas escadarias olhando para mim com cara de apaixonada...
Vi minha afilhada e amigos no alto da escada da igreja. Achei o vestido dela muito "verão" para o momento e reparei que eles não entraram, é que o cortejo já estava sendo formado e eles chegaram atrasados. Fiquei gritando piadas para elas de dentro do carro, principalmente quando vi que só tinha 1 padre.
_Ainda bem que chamei dois! - ri
É, um deles passou correndo para ir embora... O casamento atrasou e ele ainda tinha que celebra outro em Caxias... Depois fiquei sabendo que nem nesse ele conseguiu chegar por conta de um engarrafamento na serra.
Minha chefe chegou e foi falar comigo no carro, disse pra ela que fiz minha maquiagem
_Arrasou! Mas heim..., _ e ela desviou o assunto (porque ela não conseguia não ser o centro das atenções nunca) para falar do marido que estava levando o carro para o conserto, por isso ela atrasou, mas logo se afastou porque o motorista estava puxando o carro para eu poder sair.
O cortejo se formou e um a um eu vi entrando na fila, enquanto que as músicas que escolhemos para cada um daqueles momentos começava a tocar. Uma pena que não vi o meu irmão entrar...
Lembro de quando vi o Dê. O amei muito ali e acho até que eu ia chorar. Ele não me viu. Estava nervoso de braços dados com os pais e entrou rápido, parou, falou algo para os pais e depois continuou mais devagar, como tinha que ser.
 E minhas damas adultas! Como a música ficou perfeita! Pareciam fadas. Vi minhas daminhas, lindas... com seus vestidinhos de bailarina causando inveja. E então a porta, aquela gigante, se fechou e eu soube que era a minha hora.

Vi meus pais descendo as escadas e indo até o carro.
A Vívian estava à porta, sorrindo. Escorreguei nervosa pelo banco e eu ia sair rápido quando ela disse, sorrindo, me regendo, para eu fazer tudo com calma, cada coisa de uma vez. Aí entendi, eram as fotos! Pus um pé de cada vez para fora e ela reparou nos meus sapatos
_Uau!
_Inspirados num Manolo B, tá? _rimos
Até que a Vívian deu espaço quando viu que eu não iria me enrolar no vestido e meus pais, minha mãe do lado direito e meu pai do esquerdo, me beijaram.
 E, como num parto, me conduziram para fora do carro.
Subi uns degraus da igreja sozinha, para fotos e ri a cada degrau que eu não tropeçava.
Na porta da igreja, eu pedi para meu pai, toda emocionada, descer meu véu. Dei um braço para cada um e suspirei. Vi a fresta da porta aberta e lá dentro meus amigos e família sorrindo para mim.
Como numa estreia, as cortinas se abrem e o show começa, as portas se abriram e minha vida começou.


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Reservando lugar para os convidados



Quem nunca foi a um casamento e saiu desembestado da cerimônia antes dos noivos, só para pegar uma mesa na festa? Ou combinou com alguém conhecido para segurar uma mesa? Ou foi direto para a festa, nem viu a cerimônia, só para não ficar em pé na festa?
Eu confesso que já fiz isso.
Que feio.
E quantas vezes já vi os outros fazerem...
Falta de logística dos noivos, que não calculam o número de convidados com o de cadeiras? Muito.
Erro do cerimonialista? Também.
Mas a bem da verdade, todo mundo quer se sentar numa mesa com boa localização, não precisar dividi-la com um desconhecido e ainda poder levar o arranjo da mesa pra casa, heheheh. E ninguém gosta de achar uma mesa na festa, correr para sentar e depois descobrir que está reservada.
Pensando nessas coisas, e inspirada pelo mundo casamentício americano, resolvi reservar mesa para todo mundo. Na minha festa ninguém se sentiria mal por qualquer constrangimento ou desconforto causado por esse momento meio tenso.
Os americanos dão números às mesas, ou agregam símbolos... Uma saída para quando há possibilidades de remanejamentos. Ou põem os nomes das pessoas mesmo nas mesas ou em tags na recepção, mais prático mas mais arriscado. Optamos por dar nomes às mesas e pensamos em algo que tivesse a ver conosco.
E escolhemos os filmes que vimos juntos e que fizeram parte da nossa história.
Assim passamos o sábado anterior ao casamento nos divertindo, lembrando dos filmes. Fizemos tags no computador e colamos nos copinhos das velas (ahá! Copinhos de patê! Comemos muuuuuito patê durante uns meses!), cortamos velas de 7 dias ao meio (iêié!) e colocamos dentro do copinho. Como queríamos duas velas por mesa e em uma estava a tag, o outro copinho envolvemos com renda comprada no Caçula. Sobre a quantidade de velas, hoje penso que quatro copinhos ficaria mais bacana. Mas aja patê...

Quanto a organização dos convidados no salão:

Expectativa:
  • Saber de todos os convidados confirmados e, com o mapa do salão, organizá-los nas mesas. Tendo o cuidado de por as pessoas que não gostariam de se separar nas mesmas mesas ou em mesas próximas
  • Nossos pais ficariam nas aparentes "piores mesas", mais ao fundo. Já que estariam sempre se deslocando e não ficariam sentados mesmo. (Pondo bem longe a mesa da minha mãe da do meu pai, para que minha madrasta não iniciasse a 3.ª Guerra Mundial)
  • Avisei para todos que haveria mesas reservadas e que a cerimonialista os encaminhariam para seus lugares. Sem ansiedade.
Realidade:
  • Não deu tempo de fazer... Fiquei esperando muito o povo confirmar e fui protelando até a noite da véspera do casamento. Brasileiro ainda tem que se acostumar com esse lance de confirmação...
  • Teve tanta gente que torceu o nariz... Acharam que eu estava inventando moda demais.
  • Mas consegui combinar com a cerimonialista onde nossos pais iriam se sentar. Menos mal. E a equipe fez um ótimo trabalho, organizando o pessoal na hora, como se faz em restaurante. Claro que a gente já havia adiantado o trabalho, porque ao entregarmos a lista de convidados (que a assessoria sempre nos pede) escrevemos ao lado o grau de parentesco e se era convidado da noiva ou do noivo.
  • O pessoal amou saber dos nossos filmes preferidos e acharam bem divertido sentar na mesa "Moulin Rouge", por exemplo.


Quer organizar os lugares dos seus convidados na recepção? No site português "O Nosso Casamento" encontrei uma ajuda e tanto na ferramenta "Gestão de mesas". Para usar é só se inscrever. Lá também tem outras dicas bem legais que usei na época do meu casamento.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Confirmando as presenças


Faltando 11 dias para meu casamento eu estava enlouquecendo com a não confirmação de presença.
Depois que a gente casa isso deixa de figurar como uma frescurite de noiva "só para saber quem vai". A convidada tosca pode até pensar "Mas para que isso? Que bobeira! Para que ela precisa saber se eu vou ou deixar de ir? Vai ter meu nome na cadeira? Lugar contado?" Vai, querida. Nome na cadeira eu não sei, mas lugar contado com toda certeza.
Cada convidado custa uns dinheirinhos, mais do que o presente que ele nos dá. Não fazemos festa para ganha presente, não é uma poupança, mas a gente quer saber quem vai para ver se a gente vai realmente gastar aquele dinheiro. Ou, se der tempo, convidar outra pessoa.
Hoje entendo que quando alguém me convida de última hora, pode ser que eu estava na lista 2 e entrei no lugar de um desistente. Dependendo de como meu humor esteja ou de quem é o convite ou como me convidou, fico até feliz e faço valer o convite.
E eu tinha a lista 2 e muita gente da 1 não confirmando. Eu não queria convidar tanto assim em última hora porque eu não ia casar perto, ia ser no mínimo um desaforo chamar em cima da hora.
Então o que fiz para acabar com a agonia: eu tinha o serviço de RSVP passivo feito pela Vívian e não quis pagar por um ativo. Então pedi para minha Dama de Honra "Mor" e minha mãe para ligarem pro povo e perguntar se iam. Ficaram uns dois dias nessa tarefa e deu muito certo. Minha amiga até para o meu pai ligou. É, ele não tinha confirmado e diante das coisas que já passei na vida com ele, não ficaria admirada se ele resolvesse não ir.
Ele achou um despautério a pergunta. "É claro que vou! Já até aluguei o terno!" ahahah, meu pai...
Mas como eu recebi as confirmações muito em cima, e por conta de tantas outras coisas, estava quase impossível montar o mapa das mesas com os nomes dos convidados. Coisa que eu queria muito, desde o início. Acho muito bom chegar a uma festa e a recepcionista me encaminhar para o meu lugar. Festa informal eu não ligo, mas aquelas que a gente tem o maior medo de ficar em pé, como um casamento ou 15 anos, acho ótimo ter lugar marcado sim. Isso acontece muito nas formaturas de faculdade que eu vou, a gente é encaminhado para a mesa do formando e acho isso coisa linda de Deus.
Se você quiser fazer mapa de mesa no seu casamento tem um site português, que eu amava na época que estava organizando o meu casamento, onde tem um link para organização dos convidados e outras coisas mais. Clica aqui.

Em tempo: RSVP é "Réspondez si'll vous plaît", e não "erre esse vê pê". Significa "responda por favor" e se o convite pede, por favor, responda porque é importante. Ele pode ser passivo, quando o convidado tem a boa vontade de entrar em contato ou com alguém da família ou com a equipe de assessoria, ou ativo, quando a equipe liga para ele. Esse último dá um pouco mais de trabalho porque, além de um monte de outras coisas, a noiva tem que saber o telefone de cada um dos convidados. Então, responda por favor.


(Imagem do blog www.realize-se.com.br)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Convidando Deus para nosso casamento


          Faz tempo que eu vi algo assim nas minhas andanças pelos blogs de casamento, então não lembro bem onde. Mas me apaixonei perdidamente pela ideia. Então, quando fizemos a lista de convidados pusemos Deus no topo, como é em tudo na nossa vida, sem pieguisses. Foi o primeiro convite a ser caligrafado e, numa oração silenciosa, o primeiro a ser entregue. Esse foi o convite que guardamos com nossas recordações do casamento e que entreguei para os fotógrafos registrarem para o álbum.
              O mais bacana é que Ele foi o único convidado que não foi embora e participa desta grande festa que está sendo o nosso casamento.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Montando a árvore genealógica


Você já pensou nisso, em ter a sua árvore genealógica? Saber quem são as pessoas da sua família, se tem algum primo famoso...? Eu já.
No ano novo peguei minha tia pelo braço para montar a nossa. Só que ela ficou contando todas as fofocas da família e se perdeu em quem era irmão de quem, primo de quem... Mas descobri que um amigo e padrinho de casamento é meu primo! Veja bem...
Do lado paterno do Dê uma prima teve mais sucesso e conseguiu montar a árvore. E até eu já estou nela!
Quando vovó faleceu ano passado foi mais fácil contatar todo mundo por causa da árvore, pois tem nela até os contatos, datas de aniversário...
E para não ter aquele lance de família só se reunir em enterro e casamentos, a família paterna do Dê está promovendo uma reunião para o próximo final de semana, em Penedo. Fechamos uma pousada e vai ser uma delícia rever e conhecer tanta gente! Vai ter até gincana!
Se eu tivesse acabado de ficar noiva e ainda não estivesse tão sobrecarregada com os afazeres do casamento, iria procurar montar minhas árvores genealógicas materna e paterna. É um serviço bem cansativo, mas bem divertido. Sem falar que ajuda tanto na organização da lista de convidados... A gente acaba por não esquecer ninguém.
Existem hoje programas de computador que fazem a tarefa ficar mais fácil e completa, dá uma olhada aqui.

A árvore fofa da imagem é um quadrinho para quarto de bebê. Do site www.airu.com.br 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Aumentando a lista de convidados

Agora, exatamente, estou com o coração apertado. Recebi uma das notícias mais chatas que uma noiva pode receber, a lista de convidados aumentou. E muito!
Ontem passei a tarde revendo a lista, com pressa porque eu tinha que correr na calígrafa senão não dá tempo de ficarem prontos. Aí fui revendo a lista e de 200 convidados ela deu um salto "duplo twist carpado" para 350. Isso ontem.
Hoje ela chegou a 370.
Morri!
Gente, é pedir demais para que 170 pessoas faltem no meu casamento?


Pior, no meu coração eu não queria que elas faltassem...

Conversando agora com meu tio, ele me perguntou se eu não teria um convite para um amigo dele.
_Bom, não sei se terei do grande (o convite mesmo), mas do pequenininho (o convitinho, que feio da minha parte, eu sei) tenho...
_Ah, que bom, então são 4: ele, a esposa, a mãe dele e a filha.
Tenho que rezar: Meu Deus, me ajuda! Como vou negar isso pra ele? Quero esclarecer uma coisa, se outra pessoa me pedisse uma coisa dessas eu iria ficar bolada, mas é o meu tio, único irmão de mamãe, que mora comigo e que só tem esse cara como amigo. Ele será meu padrinho e, acredito, não será mais padrinho de casamento de ninguém na vida. Não casou, não teve filhos... É também pra ele um momento de vitória e sonho, lógico que ele quer mostrar pro amigo que a única sobrinha está casando.

_Ah, tem que chamar também o primo Roberto...
Esse é o pai daquele meu primo padre que era secretário do bispo de Petrópolis.
Caramba...

Às vezes acho que, sinceramente, não vai ninguém no meu casamento. O povo tá todo ouriçado, mas como é longe, vai estar frio, já tá difícil de encontrar lugar pra ficar, talvez seja complicado descer no mesmo dia, o povo tem medo do nevoeiro... Então tem muita gente já dizendo que não vai. Outro dia sonhei que só tinha 50 pessoas na festa, inclusive padrinhos faltaram, e eu estava na pista meio chateada, tentando animar o pessoal a dançar e foi tudo uma droga. Nem tinha ninguém pra jogar o buque e as pessoas me olhavam com pena.
Mas acho que será justamente o contrário...
Mais toalhas, pagar mais convidados ao buffet, comprar mais bebidas, acomodar toda essa gente...

Alguém podería me dar uma injeção de otimismo?

terça-feira, 6 de março de 2012

Acomodando os convidados


Meu Deus, estou enlouquecendo!
Nesse momento começa a me bater um desespero, como se tudo estivesse enrolado demais e o tempo voando!

Subi à Petrópolis no último sábado 03/03. Depois de ver tantas coisas (que depois eu conto) ficamos pilhados porque já não havia vagas no hotel que estávamos indicando para todos ficarem, o Bragança Palace. E vocês sabem: brasileiro deixa tudo pra cima da hora. Imagina se não tiver mais lugar pro pessoal se arrumar e/ou pernoitar depois de festa???
Passamos na Pousada 14 Bis, indicação da minha tia do coração de Curitiba. O gerente Francisco nos passou os valores e descontos, e  nos mostrou o hotel, bem bonitinho. Quando cheguei em casa liguei pra ela que, como já havia ficado lá, ficou de fazer a reserva. Então ligamos pra muita gente e passamos os valores da Pousada 14 Bis.
Depois de minha mãe falar horas no meu ouvido (como se eu tivesse a obrigação de fazer a reserva de todo mundo), resolvi listar todos os hotéis da cidade e, no domingo, Dê e eu ligamos pra todos. Perguntamos sobre vagas, tarifas, descontos, estacionamento e café da manhã. Fizemos uma lista e pusemos em nosso site. Minha "maid of honor" Dani, saiu ligando pra todo mundo, informando e pediu para darem preferência ao Bragança mesmo porque era perto e descobrimos que ele tinha vagas sim, e tava baratinho. Depois alguém ligou e ele já não tinha, mas depois tinha de novo e depois já não era mais baratinho. Achamos isso tudo muito enrolado e a Dani ligou pra todo mundo de novo pra tentar resolver de outra forma. Outra madrinha, a Aru, fez até uma comunidade no facebook pra reunir o pessoal e se comunicarem melhor.
O problema é que tem gente, eu to sentindo isso, que está agindo como se eu realmente tivesse a obrigação de ver um hotel baratinho e próximo, com bastante vagas, e só passasse os contatos pra efetivarem a reserva quando eles bem quisessem. Só que não é assim que a banda toca, noiva precisa, no mínimo, dormir. E estou enlouquecendo com isso. Desde sábado estou nessa doidera. A cada hora um me liga pra me perguntar onde ficar ou, nas entre linhas, reclamar porque fui "inventar" isso: casar num horário em que precisam se arrumar antes do almoço, casar longe de casa... Ou a pessoa paga a diária de 6.ª pra sábado, pra poder acordar e se arrumar tranquilamente, ou sobe arrumado pra Petrópolis. Só que tem gente que não está curtindo nenhuma das duas ideias porque vai gastar $ ou chegar amarrotado (e nem é tão longe assim, nem dá pra ficar tão amarrotado).
E agora eu pergunto: o que eu posso fazer a essa altura do campeonato, faltando 3 meses? A culpa é minha mesmo, eu é que tinha que ter reservado hotel pra todo mundo ou "inventado" de casar perto de casa?
Uma madrinha me consolou, disse que eu não tenho que me preocupar com isso, que o fato de eu ter avisado com antecedência onde e que horas seria o casamento já faria com que o povo se mexesse. Só que não se mexeram.
E as reclamações na boca pequena estão surgindo, eu sei disso... Que energia péssima...



(Imagem da fachada do hotel Casablanca Imperial, que me trás muitas memórias afetivas e onde mamy ficará hospedada no final de semana do meu casamento. Foto extraída do site do hotel: http://www.casablancahotel.com.br/imperial)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Delimitando o número de convidados e escolhendo data e horário




Depois que decidimos começar a organizar nosso casamento, muitas opiniões surgem. Está sendo um exercício e tanto conciliar todas elas (e estou falando só das minhas e de Dedê, porque se a gente fosse escutar todo mundo...), acho que na vida a dois vai ser igualzinho. Ainda bem que Dê confia no meu "bom gosto" hehheheh. De vez em quando ele me puxa de volta a Terra. Quero bons serviços, preços justos e não luxo. Não nadamos em $ (que peeeena, XD) mas não quero ficar fazendo gincana com outras noivas para saber quem gastou menos.
Engraçado que ninguém me disse sobre as primeiras providências, mas uma das primeiras coisas que decidimos foi a data: 16/06/2012, quando nosso aniversário de namoro cai num sábado (eu sei que casar noutro dia da semana e mais cedo é mais em conta, mas temos convidados que vêm de Curitiba e Minas Gerais, então não rola ser outro dia). E foi a melhor coisa que fizemos porque quando você começa a ir nos fornecedores é a 1.ª coisa que perguntam e isso é uma das coisas que temos que dizer sem titubear.
O horário fui eu que escolhi há quase 10 anos! heheheheh Quero me casar numa hora santa; então, ou seria 12h (não dá, hora do almoço, geral com fome!), ou 18h (Hora dedicada a Nossa Senhora, o que muito me agradava, mas sendo em Petrópolis iria ficar meio tarde se alguém quisesse descer a serra no mesmo dia) ou às 15h. Escolhi essa hora porque marca o momento em que Jesus entregou o espírito ao Pai, hora do sacrifício salvífico. Meu coração mexeu (esse é o sinal quando encontro a coisa certa), o casamento é o sacrificio mais bonito que duas pessoas podem ofertar a Deus. Dia de princesa eu tive nos 15 anos. No casamento morremos e renascemos para uma nova vida. Casamento pra mim é:

"Despojar tudo o que sou, é ser bem muito mais que ter
Se a gente entrega o coração, a gente entrega pra valer
É ter a vida no altar, é ver a chama acender
E cada dia, mais e mais, saber que é tempo de crescer" (Tempo de crescer, Fernanda Brum)

Então decidido, 15h entrarei na Igreja, mas o cortejo entrará antes (então galera, não se atrasem!!!), por volta de 14:30h. Como há missa (como disse no checklist, não posso ficar sem a Eucaristia no dia em que realizo o meu último sacramento), a recepção começará por volta das 17h, com fim previsto para 22h. Se o tempo tiver bom e a pessoa tiver disposição e não tiver bebido, ainda dá pra descer a serra de boa. Se não, vamos procurar pousadas e sugeri-las aos convidados que quiserem aproveitar mais.
Outra coisa que decidimos logo, sem sofrimento, foi o número de convidados. Eu havia pensado em 300 = 100 meus + 100 deles + 100 nossos. Mas Dê disse que era muita gente (realmente, queremos algo menos badalação e mais aconchegante, onde todos possam ficar a vontade e a maioria se conheça. Mais pra família e amigos mais chegados), então decidimos por 200. E acho que mesmo se convidarmos 300, só isso é que vai comparecer mesmo.

Aprendi então que temos que ter na ponta da língua: Data, horário, número de convidados e locais. Tudo gira em torno disso, todas as escolhas e o orçamento.

Como já optamos pela Catedral, faltava o lugar para a recepção. Confesso que estava até descansada em relação a isso depois que vimos os salões do Solar do Império, pensamos em não fazer mais lá, mas tava naquela "Ah, tem tempo..." Só depois de tomar um susto ao saber que eu poderia ficar sem salão, danei a fazer um levantamento deles em Petrópolis (porque Caxias que é Caxias, que nem é badalado, já não havia datas nos salões legais, imagina num lugar que não conheço nada?!) Mas isso é "cena para os próximos capítulos..."

(Meeeeodeux! 100 visitas!)


(Imagem extraída de http://www.papercrafts.com.br/)