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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Fazendo a Toilet

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(Expectativa)

Uma das coisas que me fez decidir pela Vívian da M Eventos para ser minha cerimonialista foi o fato dela ter a delicadeza de pôr nos banheiros um kit de emergência, principalmente nos banheiros femininos, contendo coisas que podem nos livrar de constrangimentos.
É o famoso "Kit banheiro" ou "Kit toilet". 
Não sei se todo mundo conhece, mas é ter no banheiro fio dental, kit de costura, absorventes para as meninas..., numa cestinha perto da pia.
Algumas cerimonialistas com quem conversei não curtem isso, acham que não fazem o papel proposto porque as pessoas que chegam primeiro aos banheiros pegam os itens sem mesmo precisar, só porque estão ali. Pensam "Opa! Brinde!". E o cerimonialista acaba por ser convocado a tirar algum convidado de um apuro.
Eu também concordava com isso, até que ouvi a própria Vívian contar uma história de uma noiva que a escolheu para ser a cerimonialista de seu casamento porque em uma festa que fora, que a M Eventos organizava, havia o tal kit no banheiro e que a noiva (até então convidada) estava tão encabulada com a saia justa em que estava que, se não fosse o tal kit, a festa teria o fim para ela ali. 
Quando a gente dá festa a gente tem que pensar no convidado, então para que os meus tivessem mais um conforto, quis o kit.
Não concordo de ter no kit qualquer tipo de medicamento, pentes, maquiagens e afins que possam ser compartilhados e demais coisas não descartáveis. Também há coisas que depois a gente vê que são tão desnecessárias... Quem é que usa gel de cabelo, gente? E se a pessoa está com os cabelos ouriçados, o silicone e a água amiga quebram um galhão, sem precisar daquele trambolhão anos 80 na pia.
A Vívian punha no kit os itens que mais eram necessários segundo sua experiência, que ela arrumava numa pequena cestinha.
Mas é claro que eu quis papagaiar mais uma coisa!
Vi na internet um monte de ideias de kits e fui fazer o meu.
Só que na semana do casamento!
Por que, meu Deus?
Fiquei muito tempo procurando na internet os moldes, imprimindo (e nisso acaba tinha, acaba papel...), cortando, indo na rua comprar os objetos e juntando o material. Mas não tive tempo de montar. Sei que nem a caixinha consegui pintar (o que minha cunhada me ajudou) e entreguei do jeito que estava para a Vívian montar, colocar os tags nos absorventes, os cotonetes nos potinhos, encapar as embalagens...
Não sei como ficou. Não vi ou nem lembro se vi. Acho que vi sim porque na festa fui ao banheiro dos convidados para ver como ficou (Ô noiva controladora! Vê se pode isso?).
E é uma coisa que dá para encomendar, o $ vale o tempo e o estresse gasto. Ou até fazer com antecedência de meses, porque não é perecível. Para fazer o seu, clique aqui.
Fiz um para cada banheiro e as caixinhas dei para nossas mães depois.
Fiz a foto abaixo com o que sobrou para vocês verem como ficou. Usei nossa identidade visual e papel linho. Mas sei que podia ter caprichado mais... Ah, no fim das contas a gente vê que o preciosismo não é lá muito relevante.
(Realidade)

domingo, 13 de outubro de 2013

Vestindo a Sogra - Parte II

(A diva Helen Mirrem no Oscar 2011)


Eu sei que a gente quer que tudo saia per-fei-to no dia do nosso casamento. Mas tem muitas coisas que não estão sob nosso domínio. E não têm que estar mesmo, não são da nossa conta. Saber disso é até libertador para que a gente coloque energia naquilo que é da nossa responsabilidade, como nos preparar espiritual e  emocionalmente para uma vida a dois. Com tantas coisas para dar conta, ainda ter que se preocupar com a roupa dos outros é o fim.
Sobre a roupa que nossa sogra irá usar no dia do nosso casamento, o que eu aprendi:

1. Se ela sabe qual tipo de traje deverá usar, não se meta. Só se ela pedir sua ajuda ou opinião. É duro, eu sei. Mas coloque-se no lugar dela, imagine se um dia alguém quiser determinar o que você deve ou não vestir, a cor, o modelo..., e ainda por cima levar seu filho embora de casa!

2. Se quiser e tiver como, ofereça-se para levá-la a escolher o vestido, mas de forma alguma a pressione.

3. Não escolha a cor da roupa dela, modelo, nada. Converse com ela e então, se você já tiver algumas ideias, sugira. SUGIRA.

4. Antes de ir a campo, vejam revistas, fotos... Ela precisa ter claro o que quer. Até se vai comprar, alugar, fazer sob medida... Sabendo disso você terá mais material para ajudá-la e ir nas opções certas.

5. Tem gente que não curte experimentar quilos de roupas e passar a tarde num shopping. Acredite.

6. Eu fui com muita gente: minha mãe, a tia do Dê, minha cunhada... Mas pense se é bom ir ou não com essa gente toda, afinal a escolha do vestido dela é um momento especial para ela. Afinal é o filho dela que está casando. Iremos passar por isso um dia (Amém!). E deve ser um momento especial para vocês duas também.

7. Não reduza as opções dela, como eu fiz, que antes dela ter poder de decisão, eu escolhi as cores das roupas das madrinhas e damas.

8. Acredite: a roupa dela é o que menos irá te afetar no dia do casamento. Se ela estiver feliz, o dia do seu casamento e os outros seguintes serão felizes para você também.

9. Respeite as decisões dela. Ela é a mãe do amor da sua vida, será sua mãe também.


Alguém tem alguma história para contar sobre o vestido da sogrinha? Não seja tímida! Conta pra gente!
E conta pra gente onde tem lojas legais de moda festa para nossas mães e sogras em Petrópolis!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Vestindo a sogra

Nos dias 24 e 25 de janeiro de 2012 aproveitei que minha sogra veio de Minas para passar uma semaninha no Rio e fui com ela, e mais minha cunhada e a tia do Dê, para ver seus vestidos.
Antes de qualquer coisa, quero que saiba que foi divertido, sério. Apesar do que possa parecer, como você verá a seguir... Ah, e continuo amando minha sogra, a quem chamo de "mãe" também.

No dia 24 andamos por Caxias. E descobri que poucas lojas - poucas mesmo - têm uma costura bacana e usam tecidos bons. Desavisados acabam comprando ou alugando, mas nem sempre fazem um bom negócio... Elas estavam muito sem informação e sem direção, não sabiam o que queriam e nem se iam alugar ou comprar, não sabiam o que ficava bem... Com excessão da minha cunhada.
Na 1.ª loja minha sogra gostou de um e eu disse "Vamos andar mais...", mas a cada loja que íamos eu percebia que ela ia gostando menos dos vestidos. Não que ela tivesse ficado mega apaixonada pelo 1.º, mas acho que foi cansando. Observação, ela é bem jovem e cheia de saúde, não fiz maldade em forçar uma sogra velhinha a andar, por favor.
Na última loja, minha cunhada achou o vestido dela. Lindo mesmo. Em verde escuro, seguindo uma das cores que indiquei para as madrinhas. Ela procurava algo escuro porque pensa que não fica bem cores claras com seu tom de pele, que é bem clarinho. O que acho um pensamento equivocado, gente branquinha fica linda com tecidos claros, senão não casavam de branco, ué!
Bom, o vestido ficou na loja para ser ajustado e depois o buscaríamos.
Desde o início sugeri que elas comprassem o vestido, porque não precisam se preocupar em estragar e já ficam com roupa para outras festas (não curto meeeesmo aluguel! Se alguém quiser, pode tentar me convencer do contrário), afinal toda mulher precisa ter pelo menos um vestido longo para festas. Se enjoar, não quiser usar mais, manda tingir ou vende e recupera parte do dinheiro.
Achei que seria melhor verem mais vestidos, para formar conceito e descobrirem o que queriam sobre cortes, modelos, tecidos...
E fiz uma coisa que, talvez, foi ruim... Eu escolhi a palheta de cores da minha sogra.
É, gente, mãe da noiva tem prioridade, vocês sabem. Minha mãe escolheu logo o vermelho como sua cor. Logo depois eu escolhi as cores das madrinhas e depois as das damas. E não sobrou muitas opções para minha sogrinha. Quando entrávamos nas lojas eu já ia respondendo à vendedora quando perguntava sobre cor: "Ah, laranja, ocre, amarelo, uva..." E descobri que minha sogra tem a mesma neura da cunhada, acha que não fica bem com essas cores. Na minha cabeça achei que ia ficar muito legal minha mãe de vermelho e minha sogra de laranja... Bem diferentes das outras mulheres do cortejo.
No dia 25 fomos no Norte Shopping, que tem muita loja de vestidos, para todos os orçamentos.
E foi a mesma novela: na 1.ª loja amou o 1.º vestido que pôs. Só que eu quase tive um troço porque ele era exatamente da cor do vestido das damas. Cochichei, quase chorando, pra minha mãe "Ela vai ser a mamãe das damas de honra!" Sorri quando a vendedora disse que não trabalhavam com venda. E o aluguel era o valor de um novo. Ufa!
Fomos noutra loja e a tia encontrou seu vestido. Bonito e com preço legal, na cor prata/chumbo. Minha sogra, eu percebi, estava começando a ficar nervosa, acho que bateu a frustração do 1.º vestido, estava com muita informação na cabeça e não tava curtindo muito a ideia das cores. Mas isso ela não dizia, eu que fui percebendo... Eu estava tentando ajudar, mostrando opções e cada vez mais ela não ia gostando dos vestidos. Ela não me dizia o que gostava, o que não gostava, apenas vestia ou olhava para um vestido e não o queria. Talvez por não conseguir apreciar as diferenças entre eles, talvez por não se sentir modelo quando os vestia, talvez por causa da pressão que minha mãe estava fazendo para ela escolher logo (porque minha mãe não tem paciência de andar muito, de escolher muito e se diz muito decidida). Sei que, depois de muito estresse, acabou comprando um tomara que caia com bolerinho e quase sereia (porque não era justo), de organza goiaba, cheio de aplicações de flores do mesmo tecido. Lindo de morrer. E ficou lindo nela, minha sogra tem o maior corpão.
Tipo esses, mas na cor goiaba e sem brilhos. A saia tinha a mobilidade do 3.º e o corpo do vestido era tipo o do 1.º, não ficava tão marcado

Mas deixa eu adiantar uma coisa pra vocês: ela não usou esse vestido perfeito no meu casamento. Comprou depois, escondido, um de lurex (isso, de malha mesmo, justo!) preto com brilho dourado, de um ombro só, com direito a ponta "esvoaçante" que descia do ombro, e deu o vestido lindo para a tia do Dê vender, doar, fazer o que quisesse. Entrou no meu casamento com o braço dado ao Dê achando que estava abafando. Bom, mas não é isso que importa, a gente se sentir feliz?...
Só fiquei com dó do vestido... Podia ter dado pra mim.


(As referências das imagens estão em marca d'água nelas mesmas)