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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Tá ficando um brinco!

(Neumanns)

Como já contei pra vocês, os meus brincos para o casamento pedi para um amigo da família, dono da joalheria Tagute fazer. Na 5.ª feira, enquanto eu fazia as unhas, ele me entregou. Abriu a caixinha todo orgulhoso e com cuidado, para fazer um suspense. Mas os brincos estavam errados. Nem me lembro porque, qual era o elemento...
Ele ficou muito sem jeito e acho que eu não devia ter reclamado... Mas me prometeu que no dia seguinte estaria tudo ok.
E na sexta-feira antes de ir para Petrópolis, diante de tantas outras coisas que eu vivi (e que vou contar nos próximos posts) lá estavam meu brincos prontos. Lindos, só que não exatamente como eu esperava. Mas como estava decidida a não reclamar mais, agradeci e aceitei.
Como todas as outras coisas, pus no carro e sei que ele caiu pelo carro, entre o banco do carona e a porta, mas deixei pra lá. Depois os brincos sumiram.
Tarãnn!!! (Som de suspense)

(Ah, vou adiantar o assunto, já que estou falando disso)

Então, quando tirei as coisas do carro ao chegar no hotel (depois de muitas cenas de novela mexicana, muito choro e vontade de ter um viratempo), acabei esquecendo de procurar o saquinho dourado onde a caixinha do brinco estava. Quando dei conta já estava de pijama, arrumando as coisas de noiva no armário, então deixei para pegar no outro dia.
Só que foram tantas emoções, tantas coisas para viver que nem lembrei de tomar café da manhã, quanto mais de brinco!
Na hora de me arrumar pedi para a minha acompanhante do cerimonial para encontrar no carro pra mim. E nada.
Ué! Cadê meu Deus???
Minha mãe foi acionada e nada de achar.
Até debaixo do carro procuraram!
Como Dê quem me ajudou a tirar as coisas do carro, pedi para minha mãe ligar pra ele, pra ver tinha visto.
E nada.
Diante da triste constatação de que eles haviam sumido, comecei a pensar em sair para comprar um.
Detalhe: eu já estava maquiada e penteada!
Minha irmã e madrinha passou pra me ver e viu o desespero. E salvou o dia!
_Você quer usar os meus brincos?
_Mas e você?
_Eu trouxe outros. Usa os do meu casamento pra dar sorte.
Quando voltei da lua de mel fui visitar a Vívian e levei presentes. Para a Gabi, minha cerimonialista acompanhante e que ficou doida procurando, dei um par de brincos quase iguais aos que eu usaria.
E achei os brincos no dia seguinte! A caixinha estava exatamente onde eu disse que estaria, entre o banco do carona e a porta. E por que ninguém achou? Porque procuram do outro lado.
Nas Bodas de Papel finalmente usei meus brincos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Ritualizando a sorte

Resultado de imagem para something old something new something borrowed something blue
(pinterest)

Em muitos blogs eu li sobre essa tradição da frase em inglês


“Something old, something new,

something borrowed, something blue”


Então fui separar os meus "algos".
  • Algo velho (Simboliza continuidade): separei o broche de prata da minha mãe para prender ao buquê. Mas fiquei na dúvida se não entrava na categoria do emprestado. Para não ter erro, separei também meu sutiã preferido.
  • Algo novo (Simboliza a esperança no futuro): essa eu achei fácil: tudo era novo! Sapato, vestido, grinalda... E no dia Dê ainda me deu uma pulserinha com pérolas.
  • Algo emprestado (Simboliza a felicidade herdada): Achei que o broche já dava conta disso, mas o legal é que no dia acabei usando os brincos da minha irmã! Ixi, spoiler!
  • Algo azul (Simboliza a pureza e a fidelidade): Isso foi o mais difícil. Não que eu não tivesse ideias, não tinha era tempo para executar. Minha mãe acabou me dando uma calcinha com estampa de rosas azuis que ela havia comprado pra ela, mas que nem tinha tirado a etiqueta. Não era A lingerie sexy, mas para usar no casamento estava boa, bem confortável.
Claro que não fiquei encucada da minha sorte depender desses lances, mas que isso é divertido, é. Ainda tem uma outra tradição ligada a essa, de por uma moeda de prata no sapato da noiva, para atrair riqueza e fartura para o casamento, mas valei-me Deus uma moeda no meu sapato me machucando a noite toda! 
Eu queria ter tido mais tempo para cuidar dessas coisinhas, ter tirado fotos... Menos da calcinha! 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Perfumando os noivos



Como escolher O perfume para o casamento? Qual será o seu cheiro no dia mais importante da sua vida? Qual memória olfativa você irá querer gerar no outro? Já pensou nisso?
Escolher o perfume do casamento é muito especial. Não é só escolher um perfume que se gosta ou usar o mesmo de todo dia, sem refletir. É o seu cheiro que irá ficar grudado no nariz do ser amado, que todas as vezes que o sentir será levado para aquele dia.
Poucas coisas têm o poder de nos levar tão rápido a momentos, resgatar lembranças, como o cheiro.
Pensando assim, decidir o perfume foi algo cuidadoso, delicado.
Acho que faltando um mês para o casamento, ou foi no dia em que compramos todos os acessórios do Dê e fomos ver a lua de mel, não lembro direito, compramos o perfume que ele usaria no casamento.
Estávamos no Nova América (amo!) e andamos um cado. Visitamos cada loja de perfume, até decidirmos que escolheríamos um importado.
Então andamos mais ainda, num vai e volta sem fim, de lojas de perfumaria importada.
Mas, ahá, não compramos naquele dia! Me lembrei agora!
Dê comprou sozinho depois, mas não lembro onde. Sei que foi na Lagoa.
Só sei que naquele dia tivemos alguns eleitos, e como Dê estava meio inseguro, não comprou.
O meu foi bem fácil. Amo lírios, amo todo seu significado bíblico, amo a poesia de ser gerado em matéria em decomposição e ser uma das flores mais lindas, nobres e cheirosas.
O lírio tem também um significado muito importante para nós dois.
E durante os preparativos do casamento, eis que o Boticário lança o perfume Lily Essence, com extrato artesanal de essência de lírios. Claro que foi esse que usei! Dê me deu de presente em meu último aniversário solteira.

Lily essence do Boticário 

Gentleman Dolce e Gabana 


(Fotos Neummans)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Conversando com fornecedores - Parte XXXVI

E então fui conversar com Bia Gelli.
Para quem não sabe, ela é uma artesã de buquês, forminhas, lembranças... Muito caprichosa. Ouvi e li muita coisa positiva sobre ela, muitos dizendo que ela era a melhor. Então fui conferir seu trabalho.
Depois de sair da DeG naquele dia, voltei para Valparaíso, seguindo o endereço que a Bia Gelli havia me passado, e fui reconhecendo o lugar... Como era cedo, minha mãe e eu paramos na confeitaria Willemsen para comer um doce e só havia mais uma mulher lá. Subimos o prédio, o mesmo da Márcia Fontaine e nos deparamos com a mesma sala. Oh! Elas dividiam o escritório e eu não sabia! Fui no centro e voltei e podia ter ficado direto! Mas bem.
E quem chega? A mulher que estava na confeitaria, era a Bia. Muitas coincidências...
Começamos pelo buquê.
Eu sempre quis meu buquê de lírios brancos e de braçada. Sempre. E essa ideia já estava muito bem resolvida na minha cabeça.

Quando ela me perguntou como eu queria e as flores, fui direta. E ela disse:
- Não pode.
Pensei: Como assim??? Não pode???
E o brilho que estava em meus olhos sumiu.
Ela disse que só lírios não ia ficar legal por isso-aquilo-e-aquilo-outro e que tinha que ter uma folhagem de base. E eu não queria folhagem nenhuma. Mas tive que escolher e decidi por uma mega discreta, e que eu gosto até, a chuva de prata. Disse também que eu queria o cabo encapado com fita branca.
E fomos para a boutouniere do Dê (que muita gente fala errado, dizem "lapela". Só que "lapela" é a parte da gola do terno e não o arranjo, que seria adequado ser chamado de "flor da lapela") e ele já havia decidido por orquídea.
- Não pode.
Pensei um palavrão dessa vez.
E ela disse que a orquídea que eu queria vinha num ramo cheio de outras, que usaria uma só e as outras seriam descartadas, que era uma flor cara... Então, meio a contra gosto, para ela não ficar triste de jogar as orquídeas fora, deixei que colocasse as que sobrariam no meu buquê.


Para os padrinhos e pais: boutounieres de cravo (amassam menos)

Para as Damas de Honra: buquês de margarida.

E o meu buquê, com o broche da minha mãe, ficou assim:



No próximo post falo sobre as forminhas.

(Primeira imagem: origem desconhecida. Créditos das demais fotos: Neumanns)